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ep. 11 29m

Outros

12AP

O design de interiores e de equipamento promovido pelos organismos oficiais para a caracterização das obras públicas do Estado, tem vindo a ser alvo de uma maior atenção nos últimos anos. Ainda que na sua maioria o mobiliário já tenha desaparecido dos edifícios públicos para onde foi projetado, sendo substituído por outro, uma parte considerável destas peças encontra-se ainda em uso e bem preservadas, sendo inegável o seu valor enquanto testemunho material da evolução do design português no século XX. Neste episódio o arquiteto João Paulo Martins conduz-nos numa visita pelo mobiliário desenhado para a Cidade Universitária de Coimbra, para o Hospital São João ou para o Tribunal da Relação do Porto.
Este episódio debruça-se também sobre os designers que projetam e pensam os interfaces do estado com os cidadãos. Um dos objetos mais presentes no dia-a-dia de todos os portugueses, o cartão de cidadão e o passaporte português foi desenhado em 2005 por Henrique Cayatte. Ambos têm os tipos de letra Merlo e Flama.
Mário Feliciano é designer de tipos como aquele que é usado no nosso cartão de cidadão e passaporte mas também em muita da imprensa diária,
nacional e internacional são usados tipos de letra por ele inventados.
A tradição cartazista, que é transversal ao design português do século XX, vai encontrar no contexto do PREC um momento especial de criação, sobretudo via cartaz político. O período entre 1974 e 1976 foi histórico também para o design gráfico português, pela quantidade e qualidade dos cartazes políticos que invadiram as ruas portuguesas. Uma grande parte destes cartazes que fazem parte da memória coletiva estão hoje guardados em arquivos e coleções de acesso público como é o caso da Coleção de Madeira Luís na Universidade de Aveiro.
No design gráfico destaque para a obra pioneira de Armando Alves, hoje com 80 anos. Foi na Escola de Belas Artes do Porto que começou a fazer os seus primeiros trabalhos gráficos no inicio dos anos 50 ainda enquanto aluno. Em 1962 quando acabou o curso foi logo convidado a ser professor introduzindo na ESBAP o ensino das artes gráficas em Portugal.
Neste episódio espaço também para se falar de design sustentável. A cortiça é uma matéria prima de origem nacional, 100_ natural, ecológica e 100_ reciclável. Toni Grilo é um dos designers portugueses que encontrou na cortiça um material de eleição para as suas criações de mobiliário. Atualmente é dos designers portugueses mais ligados à indústria. Formado em Paris, em 2008 criou o seu próprio estúdio em Lisboa especializado em design industrial, mobiliário e cenografia. Em 2013 Toni Grilo muda-se para o norte do país e assume a partir do seu estúdio no Mercado de Matosinhos a direção criativa de várias marcas como a Riluc, Haymann, Blackcork ou a centenária Topázio.

duração total 29m
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