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Geoparque Açores em 5 minutos

A conservação geológica, a educação ambiental e o desenvolvimento sustentável do Geoparque Açores.

Bolsa de Turismo de Lisboa

24 fev. 2026

A promoção dos territórios enquanto destinos turísticos sustentáveis e centrados na valorização das comunidades locais permanece uma das principais missões dos Geoparques Mundiais da UNESCO. Nesse sentido, o Geoparque Açores marcará novamente presença na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que decorrerá entre os dias 25 de fevereiro e 1 de março, reforçando o compromisso com a divulgação da identidade geológica, natural e cultural do arquipélago.

Integrado no stand dos Geoparques Portugueses, o Geoparque Açores participará numa representação conjunta que reúne todos os Geoparques Mundiais da UNESCO em Portugal - Naturtejo, Arouca, Açores, Terras de Cavaleiros, Oeste e Estrela - assim como os dois territórios atualmente aspirantes a Geoparque Mundial da UNESCO: Litoral de Viana do Castelo e Algarvensis. Esta presença coletiva reforça o posicionamento dos geoparques nacionais enquanto destinos de excelência e de sustentabilidade, promovendo a identidade natural e cultural dos territórios e valorizando as parcerias no desenvolvimento de serviços e produtos identitários do território.

Durante o evento, o Geoparque Açores dará destaque ao trabalho desenvolvido com os seus parceiros e à importância crescente dos geoprodutos como ferramentas de valorização económica e cultural das comunidades locais. A participação na BTL constitui também uma oportunidade para consolidar a Rede de Parceiros do Geoparque Açores e o estabelecimento de novas colaborações estratégicas alinhadas com o desenvolvimento sustentável do território.

Terá lugar uma sessão de discussão pública dedicada ao tema '9 Ilhas - 1 Geopark: Uma Estratégia Integrada para o Turismo Sustentável dos Açores', que reunirá responsáveis nas áreas do turismo e do ambiente. Foram ainda convidados a participar os associados da GEOAÇORES e a associação de municípios, reforçando a importância de uma visão conjunta e integrada para o futuro sustentável do destino Açores enquanto destino UNESCO.

A participação do Geoparque Açores na BTL 2025 reafirma o seu papel enquanto agente ativo na promoção de um turismo responsável, focado no bem-estar das comunidades e na preservação da autenticidade dos territórios.

Crise de 1964 em São Jorge

17 fev. 2026

Em fevereiro, a memória açoriana recua inevitavelmente a 1964, quando em São Jorge a terra tremeu.

A formação de São Jorge associa-se exclusivamente a vulcanismo basáltico fissural, ou seja, a ilha não apresenta nenhum grande edifício vulcânico central, em vez disso, apresenta-se como uma extensa cordilheira vulcânica, que é composta por cerca de 350 pequenos vulcões - a sua maioria cones de escórias. Estes pequenos vulcões surgiram alinhados ao longo de um conjunto de falhas e fraturas que existem na crosta terrestre - daí a forma estreita e alongada da ilha. O vulcanismo que edificou a ilha de São Jorge incluiu também episódios de atividade vulcânica submarina, e que levaram à formação dos cones de tufos surtseianos do Morro Grande de Velas e do Morro de Lemos.

Em tempos históricos, desde o povoamento, sabe-se da ocorrência de duas erupções em terra - a de 1580 e a de 1808.

A erupção de 1580 deu origem a escoadas de lava basáltica emitidas em três focos principais, junto da Ribeira do Almeida, na Queimada (a sul de Santo Amaro) e entre a Ribeira do Nabo e a praia das Cruzes (a oeste da Urzelina).

E a de 1808, conhecida como o Mistério da Urzelina, os produtos vulcânicos foram emitidos das Bocas de Fogo (ou Caldeirinhas), um conjunto de crateras localizado na cordilheira vulcânica central da ilha e movimentaram-se para sul ao longo das encostas, tendo atingido o mar na zona da Urzelina.

Entre agosto de 1963 e fevereiro de 1964, a ilha de São Jorge enfrentou uma intensa crise sísmica. Após pequenos sismos sentidos em várias ilhas, a atividade intensificou-se de forma abrupta a 15 de fevereiro de 1964, com centenas de abalos diários, inicialmente concentrados entre Urzelina, Manadas e Pico da Esperança, e deslocando-se depois para a zona dos Rosais. Os sismos causaram estragos significativos, destruindo grande parte das casas nos Rosais e nas Velas e danificando mais de 900 habitações. Durante este período foram também registados cheiros sulfurosos e observada uma mancha esbranquiçada no mar, sugerindo uma possível erupção submarina.

A crise teve antecedentes claros. Em 13 de dezembro de 1963, os sismógrafos do Observatório de Horta registaram um tremor de terra vulcânico contínuo, que persistiu até janeiro de 1964 e que foi inicialmente associado ao vulcão dos Capelinhos. A 29 de janeiro e 1 de fevereiro, dois cabos submarinos que atravessavam o canal de São Jorge romperam por tração, o que reforçou a suspeita de instabilidade tectónica e vulcânica na região.

No dia 14 de fevereiro, foram sentidos novos tremores vulcânicos, imediatamente antes do início da fase mais intensa da crise, que teve início a 15 de fevereiro pelas 07h00. Nesse dia foram sentidos 179 sismos, seguindo-se 125 no dia 16, e diminuindo gradualmente a partir daí. Os cheiros a enxofre entre 18 e 20 de fevereiro nas Velas e, posteriormente, nos Rosais, Beira, Santo Amaro e Norte Grande reforçaram a hipótese de atividade vulcânica submarina não visível devido ao estado do mar. Acrescenta-se o facto de a tripulação de uma embarcação que atravessou o canal durante uma forte tempestade ter relatado a presença de uma grande mancha esbranquiçada na superfície do mar, possível indício do local desta erupção submarina (Zbyzewski et al., 1977).

Hoje, ao recordar a crise sísmica de 1964, não se assinala apenas um acontecimento geológico, celebra-se também a capacidade das comunidades em enfrentar o medo, reconstruir o que perdeu e continuar a viver entre vulcões, falésias e fajãs - numa ilha cuja identidade está profundamente entrelaçada com a sua história geológica.

Geminação do Geoparque Açores com Geoparque Aso no Japão

10 fev. 2026

Aso Unesco Global Geopark, no Japão, e o Geoparque Açores, realizaram uma reunião de trabalho que conduzirá à geminação dos dois territórios unidos pela identidade vulcânica que os caracteriza. Uma oportunidade enriquecedora para ambos os territórios que foi partilhada com os parceiros do Aso UNESCO Global Geopark.

A geminação entre estes dois geoparques, reconhecidos pela UNESCO como instrumentos para o desenvolvimento sustentável, permitirá ainda fortalecer as ligações entre comunidades que vivem diariamente com os riscos geológicos.

Mais do que um acordo formal, é uma celebração da capacidade de transformar paisagens desafiantes em territórios de conhecimento, resiliência e identidade.

A cooperação entre o Geoparque de Aso e o Geoparque Açores demonstra que a geodiversidade pode aproximar regiões distantes e inspirar novas formas de proteger, valorizar e compreender o planeta que habitamos.

Dia Mundial das Zonas Húmidas e Dia Nacional do Vigilante da Natureza

03 fev. 2026

No passado dia 2 de fevereiro assinalou-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas e o Dia Nacional do Vigilante da Natureza.

As zonas húmidas correspondem a um dos ecossistemas mais ricos e produtivos do mundo, mas são também dos mais sensíveis e ameaçados, pela intensificação da agricultura, urbanização, entre tantas outras.

Pela necessidade de preservação destes ecossistemas, a 2 de fevereiro de 1971, na cidade iraniana de Ramsar, foi assinado um tratado intergovernamental, geralmente conhecido como 'Convenção RAMSAR?' e que terá sido o primeiro dos tratados globais sobre conservação. Os sítios RAMSAR são áreas classificadas como Zonas Húmidas de Importância Internacional, nos Açores existem 13 sítios RAMSAR, que foram classificados em grande parte devido à sua raridade dentro da região biogeográfica da Macaronésia.

Os Sítios Ramsar são zonas húmidas de importância internacional classificadas ao abrigo da Convenção sobre Zonas Húmidas de importância internacional, também conhecida como Convenção de Ramsar, para as quais é estabelecida uma estratégia de conservação que visa a manutenção do seu carácter ecológico através da implementação de políticas de uso racional e sustentável.

Nos Açores existem zonas húmidas costeiras (com influência marinha) e zonas húmidas terrestres (sem influência marinha direta):
Corvo Caldeirão do Corvo
Flores Planalto Central - Morro Alto
Faial Caldeira do Faial
Pico Planalto Central - Achada
São Jorge Planalto Central - Pico da Esperança
São Jorge Lagoas das Fajãs da Caldeira e dos Cubres
Graciosa Caldeira da Graciosa - Furna do Enxofre
Terceira Planalto Central - Furnas do Enxofre e Algar do Carvão
Terceira Paúl da Praia da Vitória
São Miguel Complexo Vulcânico das Furnas
São Miguel Complexo Vulcânico das Sete Cidades
São Miguel Complexo Vulcânico do Fogo
Santa Maria Ilhéus das Formigas e Recife Dollabarat

De uma forma geral as Zonas Húmidas:
· Fornecem serviços ecossistémicos fundamentais, sendo reguladoras de regimes hídricos e fontes de biodiversidade a todos os níveis (genéticos, espécies e ecossistemas);
· Constituem um recurso de grande valor económico, científico, cultural e recreativo para as comunidades envolventes;
· Desempenham um papel vital de adaptação e mitigação nos processos de alteração climática.

A convenção RAMSAR é reconhecida pela UNESCO o que contribui para o reconhecimento internacional dos Açores enquanto território que sobrepõem todas as designações UNESCO.

Dia Nacional do Vigilante da Natureza - uma data dedicada a reconhecer o trabalho desenvolvido pelos Vigilantes da Natureza em Portugal - profissionais que, ao longo de todo o ano, asseguram a proteção de um dos maiores tesouros do arquipélago: o nosso património natural.

Nos Açores, o papel dos vigilantes é particularmente exigente e essencial. Cabe-lhes a vigilância e fiscalização das áreas protegidas, o acompanhamento de visitantes, a sensibilização ambiental, a monitorização de ecossistemas terrestres e marinhos, o apoio em ações de conservação da natureza e a intervenção em situações de risco ou ameaça ao equilíbrio ambiental. São muitas vezes o primeiro rosto no terreno, são o elo direto entre a população, a paisagem e a natureza que pretendemos preservar.

O Geoparque Açores deixa hoje um agradecimento especial a todas as equipas de Vigilantes da Natureza que, em cada ilha asseguram a manutenção de geossitios que faz parte da estratégia de geoconservação do geoparque Açores

BioMUST4All

27 jan. 2026

No passado dia 14 de janeiro, na ilha Terceira, aconteceu a apresentação pública do projeto BioMUST4All - experienciar a biodiversidade nos Açores de forma inovadora e inclusiva. O evento marcou o início de uma iniciativa pioneira que será desenvolvida entre dezembro de 2025 e novembro de 2028, com o objetivo de transformar o turismo de natureza nos Açores através da acessibilidade, inovação e sustentabilidade.

É um projeto liderado pela Universidade dos Açores e Fundação Gaspar Frutuoso, em parceria com o AIRCentre, a CRESAÇOR e a Via Oceânica, que pretende desenvolver novas formas de fruição da biodiversidade dos Açores.

BioMUSTs: Novos Percursos Acessíveis na Natureza

O coração do BioMUST4All está nos BioMUSTs, hotspots de biodiversidade que permitam conhecer melhor o património natural e cultural do nosso território. Podem ser pequenos trilhos e locais de observação de biodiversidade, que serão desenhados para proporcionar experiências de natureza seguras, informadas e acessíveis a todos os visitantes, incluindo pessoas com deficiência ou com qualquer outro tipo de limitação no acesso a determinados locais.

Cada BioMUST será desenhado e valorizado segundo princípios de Design Universal e alinhado com a norma ISO 21902 para o turismo acessível (define exigências e recomendações para garantir que todas as pessoas - independentemente da idade, condição física, sensorial ou cognitiva - possam aceder e usufruir do turismo em igualdade de condições).

Estes percursos integrarão materiais interpretativos inovadores, ferramentas práticas de aprendizagem e suportes multiformato que tornarão o conhecimento sobre biodiversidade mais próximo e compreensível para todos.

O projeto prevê a criação ou requalificação de cinco percursos, distribuídos pelas ilhas Terceira, Graciosa e São Miguel.

O BioMUST4All responde ao desafio de tornar os espaços naturais mais inclusivos, reduzindo barreiras físicas, sensoriais e informativas que historicamente condicionam o acesso à natureza. Simultaneamente, reforça o posicionamento dos Açores como destino de turismo sustentável, alinhado com a Estratégia da União Europeia para a Biodiversidade e com as prioridades regionais de conservação ambiental e gestão responsável das áreas naturais.

A universidade dos Açores e o AIR Centre desempenham um papel essencial na componente de monitorização integrando ferramentas inovadoras para compreender e acompanhar a evolução dos ecossistemas terrestres e marinhos.

No ambiente terrestre, o Centro liderará atividades de deteção remota, produzindo dados de referência que permitirão analisar tendências de biodiversidade à escala local e apoiar decisões de gestão baseadas em evidência científica.

Nos ambientes marinhos, o AIR Centre desenvolverá e aplicará indicadores associados às Variáveis Oceânicas Essenciais, caracterizando tendências, variabilidade e interações que sustentam a saúde dos ecossistemas oceânicos.

Uma Visão Colaborativa para o Futuro

A sessão pública foi seguida de uma reunião de trabalho entre todas as entidades envolvidas, incluindo o Conselho Consultivo, do qual o Geoparque Açores faz parte.

A reunião foi dedicada à definição dos critérios de seleção dos locais BioMUST e ao alinhamento das metodologias que orientarão o desenvolvimento das diferentes fases do projeto. A colaboração entre parceiros garante um enquadramento sólido entre ciência, inclusão social, conservação ambiental e valorização do património natural.

O BioMUST4All pretende valorizar a biodiversidade icónica dos Açores, contribuir para a sua monitorização e conservação, e assegurar que todos os cidadãos possam experienciar a riqueza natural do arquipélago, sem exceção.

Balanço de 2025

30 dez. 2025

Erupção da Serreta - 27 Anos

23 dez. 2025

Importância das Redes

16 dez. 2025

Dia Internacional das Montanhas

09 dez. 2025

11 de dezembro - é o Dia Internacional das Montanhas. A decisão foi tomada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2002 e a data foi assinalada pela primeira vez no ano seguinte.

Incentiva as comunidades a celebrarem as sua Montanhas, organizando eventos que assinalem a importância das montanhas para um futuro mais sustentável e contribuem para a monitorização e gestão de recursos associados às montanhas.

Dedicamos, por essa razão, o programa à Montanha do Pico.

É o ponto mais alto de Portugal, com 2351 metros, e o maior vulcão poligenético dos Açores uma vez que se eleva cerca de 3500 metros acima dos fundos marinhos. É também o terceiro maior vulcão do Atlântico Norte (a seguir ao Teide nas Canárias e ao Fogo em Cabo Verde).

A Montanha é também o vulcão poligenético mais jovem dos Açores (podemos recordar que vulcões poligenéticos são os grandes vulcões, aqueles que se formam ao longo de vários eventos eruptivos espaçados no tempo). A sua formação terá começado há cerca de 200 mil anos e foi caracterizada por centenas de erupções predominantemente efusivas de natureza basáltica que edificaram o cone vulcânico. Possui uma cratera fóssil aos 2050 metros de altitude, esta cratera representa o limite entre a primeira e a segunda fase de construção deste vulcão. A cratera atual localiza-se aos 2250 metros de altitude e foi lá que se implantou o pequeno cone lávico do Piquinho (onde persiste atividade fumarólica) e uma fissura eruptiva, que testemunham a atividade vulcânica recente deste grande vulcão. Os flancos Norte e Este da Montanha estão muito afetados por escorregamentos gravíticos que deram origem a depósitos de vertente como o Areeiro de Sta. Luzia e as Quebradas do Curral, da Terça e do Norte.

A Montanha é um geossítio de relevância internacional do Geoparque Açores. Pela sua riqueza natural a Montanha do Pico foi classificada como Reserva Integral em 1972, o que faz dela uma das mais antigas áreas protegidas de Portugal, em 1982 foi reclassificada como Reserva Natural. Está ainda integrada na Zona Especial de Conservação da Montanha do Pico, Prainha e Caveiro no âmbito da Rede Natura 2000. A Paisagem Vulcânica da Ilha do Pico (que inclui a Montanha do Pico) foi eleita uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, em 2010.

Geodiversidade e Geoconservação

02 dez. 2025

Um dos pilares essenciais de qualquer Geoparque Mundial da UNESCO é a geoconservação. Este conceito traduz-se num conjunto de ações que visam conservar, valorizar e promover o património geológico ? que corresponde ao conjunto de elementos da geodiversidade que apresenta elevado valor científico, pedagógico, cultural ou paisagístico, e que por isso importa preservar.

Nos Açores, este património está representado pelos geossítios, sítios com áreas bem definidas, que testemunham a história geológica do arquipélago e são representativos do mosaico de geodiversidade que caracteriza o nosso território.

A geoconservação no Geoparque Açores inclui a monitorização sistemática destes geossítios, a adequação da sinalética, a criação e instalação de estruturas e equipamentos interpretativas, a capacitação e apoio a parceiros para a interpretação e respeito pela integridade do património geológico e a disseminação constante do seu valor em diferentes canais de comunicação.

Estas ações asseguram um usufruto sustentado e enriquecedor, tanto para a comunidade local como para quem visita o território ? um equilíbrio entre uso e salvaguarda. Ser Geoparque Mundial da UNESCO significa integrar uma rede global que considera a geodiversidade como elemento estruturante da identidade natural e cultural do território, e o património geológico como um recurso não renovável, estratégico para o desenvolvimento sustentável e para a valorização do conhecimento e das comunidades locais.

Dia Internacional das Grutas e Karsts - Nova Data Comemorativa

25 nov. 2025

No passado dia 12 de novembro, durante a Conferência Geral da UNESCO em Samarcanda, foi aprovada uma nova data comemorativa de interesse para o nosso território, O Dia Internacional das Grutas e Karsts - que passa a assinalar-se a 13 de setembro.

Isto representa um reconhecimento internacional da importância deste vasto mundo subterrâneo que molda as paisagens, as histórias e também recursos vitais à saúde dos ecossistemas.

A iniciativa foi apresentada à UNESCO pela República da Eslovénia, seguindo uma proposta da União Internacional de Espeleologia em estreita cooperação com a Comissão Nacional Eslovena para a UNESCO e a Delegação Permanente da Eslovénia junto da UNESCO.

Os Karsts e as grutas ocupam cerca de um quarto da superfície terrestre e fornecem água potável a mais de mil milhões de pessoas. São a casa de uma biodiversidade única, são autênticos arquivos geológicos com enorme valor científico e detém um património cultural ímpar. Apesar disso, infelizmente continuam entre os ambientes naturais menos conhecidos e mais frágeis do planeta.

Nos Açores estão identificadas mais de 300 grutas, a sua grande maioria com origem vulcânica, os tubos lávicos e os algares. O que apresenta um importantíssimo património espeleológico ? uma porta aberta para os quilómetros e quilómetros de magnificas estruturas geológicas e formas de vida muito peculiares.

Exposição Life IP Climaz

18 nov. 2025

A exposição 'LIFE IP CLIMAZ: Sensibilizar, Participar, Agir' patente no Viveiro Florestal de Espécies Autóctones, em São Brás, concelho da Praia da Vitória é coordenada pela Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, no âmbito do projeto LIVE IP CLIMAZ.

Destinada ao público em geral, escolas, universidades, associações, entidades públicas e privadas, a exposição apresenta as ações de mitigação e adaptação às alterações climáticas implementadas nos Açores. O objetivo é dar a conhecer estas iniciativas de forma clara e acessível, mostrando como o arquipélago enfrenta os desafios provocados pelas alterações nos padrões meteorológicos, pela subida do nível do mar, pelos eventos extremos e pelos impactos nos ecossistemas e nos recursos naturais.

Os visitantes poderão explorar painéis interpretativos, maquetes representando situações reais, óculos de realidade virtual e outros recursos interativos que proporcionam uma experiência educativa e envolvente. Através destas ferramentas, é possível compreender de forma prática os impactos das alterações climáticas e conhecer as soluções que estão a ser aplicadas nos Açores, promovendo a reflexão sobre o papel de cada indivíduo e de cada comunidade na mitigação e adaptação.

O projeto LIFE IP CLIMAZ integra ações estratégicas de conservação ambiental, planeamento territorial e gestão de riscos, trabalhando para proteger ecossistemas, reduzir a vulnerabilidade das comunidades e aumentar a resiliência face aos desafios climáticos. A exposição apresenta exemplos concretos destas ações, permitindo perceber o impacto real na vida das pessoas e na preservação dos recursos naturais.

Em suma, a exposição itinerante 'LIFE IP CLIMAZ: Sensibilizar, Participar, Agir' oferece uma experiência educativa, informativa e inspiradora, que combina ciência, tecnologia e participação comunitária, com o objetivo de sensibilizar e mobilizar a sociedade açoriana para os desafios climáticos atuais e futuros.

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A conservação geológica, a educação ambiental e o desenvolvimento sustentável do Geoparque Açores.

A conservação geológica, a educação ambiental e o desenvolvimento sustentável do Geoparque Açores.

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Entrevista
FICHA TÉCNICA

Realização: Rosa Margarida Armas

Autoria: Rosa Margarida Armas

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