Uma das obras-primas do cineasta sueco Ingmar Bergman, um retrato inesquecível do sofrimento e uma das mais fascinantes e dolorosas reflexões sobre a morte e a inevitabilidade do desaparecimento
Final do século XIX. Agnès (Harriet Andersson), que sofre de uma doença terminal, vive no campo com a sua dedicada criada Anna (Kari Sylwan). Quando a morte se aproxima Karin (Ingrid Thulin) e Maria (Liv Ullmann) viajam para junto da irmã. As duas vivem angustiadas e entregues às suas fantasias, traumas e dramas pessoais, que a proximidade da morte amplia. Karen, a irmã mais velha, está presa num casamento com um homem que não ama e não suporta qualquer tipo de contacto físico. Maria, a mais nova, comporta-se como uma menina mimada sem qualquer limite moral. A criada é a única que consegue reconfortar Agnès e que a acompanha nos últimos minutos de vida. Quando todos saem, Anna encontra o diário de Agnès que evoca um tempo em que todas foram felizes.
Uma das obras-primas de Ingmar Bergman, o filme venceu o Óscar para melhor fotografia (1974) e o Grande Prémio do Festival de Cannes (1973).