Reportagem

Atentado em Nice com camião faz mais de 80 mortos - a situação ao minuto

A França volta a acordar para o terror. Um atentado em Nice, com a investida de um camião sobre uma multidão, fez pelo menos 84 vítimas mortais. François Hollande decretou três dias de luto nacional e diz que este ataque teve a intenção deliberada de "matar e massacrar".

RTP /
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20h33 - Os dois quilómetros do terror



20h23 - Obama apresenta condolências ao seu “mais antigo aliado”

O presidente dos Estados Unidos lamentou e repudiou hoje o “terrível e trágico” ataque em Nice, que classificou como um atentado “à paz e à liberdade”.

Obama comprometeu-se em unir todos os esforços para “destruir” o Estado Islâmico, garantindo que o país não vai "ceder".

Obama revelou que teve hoje uma conversa com François Hollande, na qual prometeu que vai manter-se ao lado de França, o “mais antigo e um dos mais fortes” aliados dos EUA.

O presidente dos Estados Unidos garantiu que os dois países vão lutar juntos em defesa dos seus países contra “o flagelo do terrorismo e da violência”.

Obama lembrou ainda que morreram pelo menos dois cidadãos norte-americanos no ataque, pai e filho, oriundos do Texas, que estavam de férias em França.

20h02 - Ministro do Interior: "nunca estaremos livres de riscos"

Ao contrário do que foi dito por Manuel Valls, o ministro francês do Interior diz que o Governo ainda não está em condições de afirmar que o autor do ataque a Nice tinha ligações ao islamismo radical.

“O indivíduo não estava referenciado pelos serviços de inteligência por atividades ligadas ao islamismo radical, declarou Bernard Cazeneuve numa entrevista à TF1.

“Qualquer que seja o Governo que tenha a responsabilidade de proteger os franceses, terá de ter em conta a complexidade da luta antiterrorista, a capacidade de dissimulação daqueles que nós enfrentamos, o facto de esta luta ser mundial e ainda que independentemente de tudo o que nós façamos, determinados a combater o terrorismo, nunca estaremos livres de correr riscos”, sublinhou o ministro.


19h42 - O Primeiro-ministro francês diz que o autor do atentado está “sem dúvida ligado ao islamismo radical”

Manuel Valls, entrevistado esta noite pela France 2, afirma que o ataque a Nice foi “sem dúvida um ato terrorista”.

O primeiro-ministro francês sublinhou que o país vai “ganhar esta guerra” contra o terrorismo, apesar de temer a ocorrência de “outras réplicas”.

“Os terroristas estão a tentar dividir-nos”, alertou o líder francês, que criticou ainda aqueles que, dentro da classe política, “não estão à altura do momento”.

Valls confirmou que França vai “reforçar” os meios de intervenção na luta contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria, tal como já tinha sido avançado por François Hollande.

Questionado sobre se o atentado em Nice resultou de uma falha de segurança, Valls garantiu que não, uma vez que o dispositivo de segurança era semelhante ao que esteve em curso durante o Euro2016.

“Foram desmantelados quinze planos para atentados nos últimos três anos, incluindo um particularmente importante na primavera”, revelou o primeiro-ministro francês.

19h19 - Bandeiras das instituições europeias a meia haste em homenagem às vítimas.
19h10 - Marcelo afirma que o importante "é não entrar em pânico"

O presidente da República entende que a forma “inteligente” de responder ao terrorismo é não entrar em pânico, acreditando que a Europa se manterá "plural, aberta e compreensiva" depois do atentado de quinta-feira em Nice.



19h00 - Governo francês reúne-se amanhã de manhã

Os ministros e secretários de Estado do Governo francês vão reunir-se amanhã, sábado, no palácio do Eliseu, às 10h00 locais, 09h00 em Portugal.

17h53 - O camião já foi retirado da Promenade des Anglais.

São bem visíveis neste vídeo as marcas de dezenas de balas cravadas no camião.

17h39 - Nível de alerta em Portugal mantém-se "moderado"

A Ministra da Administração Interna revelou que o nível de ameaça terrorista em Portugal mantém-se inalterado, depois do ataque em Nice.



Constança Urbano de Sousa garante que “o nível de ameaça mantém-se moderado” e que o país não tem, para já, motivos para elevar esse nível.

“Mantemo-nos vigilantes com medidas de prevenção”, sublinhou a ministra.

17h29 - Brasil revê plano de segurança para os Jogos Olímpicos

O Governo brasileiro informou que vai rever as medidas de segurança para os Jogos Olímpicos do próximo mês na sequência do atentado de Nice.

Vão ser necessárias "revisões, novas providências" e "muito trabalho intenso daqui para frente para manter o nível de segurança. O quadro atual sugere-nos o incremento de algumas medidas relativas aos Jogos", adiantou o ministro do Gabinete de Segurança Institucional.

O Presidente interino do Brasil, Michel Temer, convocou uma reunião para a tarde de hoje com os ministros da Justiça, GSI e Defesa para discutir o tema.

17h01 - Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE discutem luta contra o terrorismo

A luta contra o terrorismo foi adicionada à agenda da reunião dos Ministros dos Negócios Estrangeiros dos 28 países da União Europeia que tem lugar na próxima segunda-feira.

O pedido foi feito pela França, na sequência do ataque em Nice, segundo revelou o Conselho Europeu no Twitter.
16h07 - Procurador de Paris: há dez crianças e adolescentes entre as vítimas mortais

Dos 84 mortos, dez são crianças e adolescentes. François Molins, procurador de Paris, diz que este número poderá aumentar. Houve pelo menos 202 feridos registados, 52 feridos graves. Destes, 25 continuam em estado crítico.

Em conferência de imprensa, François Molins confirma algumas informações que já tinham sido veiculadas pela imprensa francesa: o camião frigorífico alugado no dia 11 de julho pelo autor do ataque e devia ter sido devolvido dois dias depois, a 13 de julho.



Para impedirem a progressão do veículo, a polícia francesa baleou o condutor por três vezes, confirma o procurador. Assegura ainda que as ligações terroristas Mohamed Bouhlel eram "totalmente desconhecidas" pelos serviços de inteligência internacionais, nacionais e locais.

Tinha, no entanto, um passado violento. Foi detido no dia 23 de março de 2016 e condenado por atos de violência. Antes, em janeiro, tinha sido detido por violência e posse de armas. François Molins fala de "ameças, violência e pequenos roubos entre 2010 e 2016", mas nunca com sinais de radicalização.

O procurador deixou o elogio generalizado à cidade de Nice: "As pessoas demonstraram uma dedicação exemplar ao dever e solidariedade”, salientou.

16h05 - Na Agência France Presse, começam a ser revelados os nomes das vítimas.
16h00 - Novo ponto de situação

- O número de vítimas mortais mantém-se, mas houve um aumento substancial no número de feridos graves. “Há 50 pessoas em estado muito grave, entre a vida e a morte", informou François Hollande, depois de visitar o hospital onde muitos feridos estão internados.

- Foi o próprio Chefe de Estado francês que informou também que “há muitos estrangeiros e crianças” entre as vítimas, que continuam a ser identificadas.

- Confirma-se a morte de dois norte-americanos, uma russa, um arménio e um ucraniano.

- O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas confirmou que há um português entre os feridos. Ao início da tarde continuava hospitalizado e sofreu ferimentos graves numa perna, mas está fora de perigo.

- José Luís Carneiro garante que o Governo português está em contacto com autoridades francesas e aguarda mais informações. Admite a possibilidade de existirem mais portugueses envolvidos neste atentado.

- O atentado ainda não foi reivindicado. A polícia tenta agora descobrir o que levou Mohamed Lahouaiej Bouhlel, cidadão com nacionalidade francesa e tunisina, a desencadear o ataque. Sabe-se que o homem era muçulmano, mas a polícia não suspeitava de radicalização neste caso.

- A ex-mulher de Mohamed Bouhlel está detida e sob custódia da polícia francesa, que procura reconstruir e compreender os motivos deste ataque.


Hollande deslocou-se durante a manhã ao Hospital Pasteur, onde ficou a conhecer mais informações sobre os feridos. Foto: Eric Gaillard - Reuters

15h41 - Conselho de Segurança da ONU assinala atentado com um minuto de silêncio

Antes da reunião de hoje sobre a atual situação no Iraque, fez-se silêncio na Câmara do Conselho, na sede das Nações Unidas. A França é um dos membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

15h33 - Ex-mulher do assassino sob custódia

As autoridades tentam compreender os motivos que levaram Mohamed Lahouaiej-Bouhle a desencadear o ataque de ontem em Nice. Quem era este homem?
Pedro Oliveira Pinto - RTP

O homem já era conhecido pelas autoridade por causa de vários delitos comuns, mas não se encontrava sob o radar dos serviços secretos por ligações terroristas.

14h39 - Lisboa solidária com Nice

A Câmara de Lisboa anuncia que manterá, até domingo, a bandeira do município a meia haste em "profunda solidariedade" para com as vítimas do atentado de Nice.
Em comunicado, a autarquia afirma que "a profunda persistência e união à volta dos valores celebrados no Dia da Bastilha, como a Igualdade, Liberdade e Fraternidade, é garantia mais forte de que a liberdade vencerá sempre a barbárie".

14h25 - Hollande volta a dirigir-se ao país

"Há 50 pessoas em estado muito grave, entre a vida e a morte", disse o Presidente depois de uma visita ao hospital onde estão internadas dezenas de vítimas do ataque.

O Chefe de Estado francês acrescenta ainda que há "muitos estrangeiros e crianças" entre as vítimas mortais.

14h17 - Uma história feliz no meio da tragédia

Entre o horror generalizado e a confusão total, uma família perdeu um bebé de oito meses e lançou um apelo pelas redes sociais. A confirmar que também há boas notícias entre tantas fatalidades, os pais acabaram mesmo por encontrar o menino. A mãe fez questão de agradecer via Facebook.



14h07 - Aplicação contra atentados não funcionou

O Governo francês lançou em junho a aplicação SAIP com a intenção de alertar os cidadãos da ocorrência de atentados, uma iniciativa que foi promovida dois dias antes do pontapé de saída do Euro2016, a 8 de junho.

O problema é que o alerta enviado pela app só chegou aos telemóveis dos franceses durante a madrugada, já depois da 1h30. Ou seja, três horas depois do ataque.

No primeiro alerta lia-se apenas que "um camião avançou deliberadamente sobre a população junto à Promenade des Anglais".

14h00 - 30 mil pessoas no local do atentado

A Agência France-Presse noticia que estavam pelo menos 30 mil pessoas na Promenade des Anglais a assistir ao fogo de artifício no momento do ataque. Segundo a polícia, o local mantém-se com acesso interdito até informação contrária.

13h55 - Interpol destaca equipa de especialistas para Nice

A agência internacional de polícia enviou uma equipa de peritos para ajudar a identificar as vítimas.

13h51- Papa Francisco reage no Twitter
13h48 - Grau de ameaça terrorista mantém-se moderado em Portugal

Helena Fazenda, secretária-Geral do Sistema de Segudança Interna, adianta em comunicado que o alerta em Portugal mantêm-se moderado, não sofrendo quaisquer alterações perante o ataque de quinta-feira, em Nice.

"As forças e serviços de segurança continuam a manter "o reforço da vigilância e segurança em áreas e locais de maior concentração de pessoas", disse a responsável.

13h41 - "Potenciais milhares de terroristas"

Bernardo Pires de Lima
sublinha que este ataque vem expor ainda mais a "dinâmica individual" que pode ser usada por milhares de potenciais terroristas.
O comentador RTP realça que o terrorismo tem encontrado novas formas de contornar a elevada vigilância internacional, recorrendo com certa "criatividade" aos instrumentos que utiliza para os ataques.

Também na RTP, o antigo correspondente da televisão pública em Paris falta da "vingança" do mundo islâmico contra a França pelas várias intervenções em território islâmico.

13h30 - Aeroporto de Nice reaberto

Uma mala abandonada nas instalações do aeroporto esteve na origem da evacuação, pouco depois das 12h00. O alerta de bomba foi entretanto retirado.

13h23 - Português ferido mas fora de perigo

Em direto no Jornal da Tarde da RTP, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas confirmou que há um português entre os feridos. Não corre perigo de vida mas continua hospitalizado, tendo sofrido uma intervenção numa perna.
"Fez uma pequena intervenção numa perna, a família já se encontra junto dele e está a ser acompanhada".

José Luís Carneiro sublinhou ainda que está a fazer todas as diligências junto das autoridades francesas e aguardam mais informações, no sentido de saber se há mais portugueses envolvidos neste atentado.

13h15 - Ban Ki-moon pede "todos os esforços no combate ao terrorismo"

O secretário-geral das Nações Unidas condenou esta sexta-feira o ataque de Nice. Em comunicado, o representante máximo da ONU apoia "o Governo e o povo francês" e salienta a necessidade de intensificar os esforços regionais e internacionais para combater o terrorismo".

13h05
- Os atacantes de "agenda própria"

Na RTP, o tentente coronel João Alvelos refere que estes "lobos solitários" atuam sem estrutura nem comando. Uma alteração de procedimentos a que das autoridades devem dedicar atenção redobrada.
Ponto da situação às 13h00

- O último balanço oficial dá conta de 84 vítimas mortais e 18 feridos muito graves.

- Aos poucos, conhece-se a nacionalidade das vítimas mortais. Até ao momento, há confirmação da morte de dois norte-americanos, uma russa, um arménio e um ucraniano.

- O Governo está em contacto com as autoridades e para já não há notícia de cidadãos portugueses entre as vítimas.

- O atentado aconteceu na Promenade des Anglais, em Nice, enquanto a multidão estava nas ruas a celebrar a festa nacional do 14 de julho, quando se assinala o dia da Tomada da Bastilha. Ainda não foi reivindicado por qualquer organização.

- O aeroporto da Nice foi evacuado ao fim da manhã. Várias habitações da cidade foram também evacuadas.

- François Hollande decretou três dias de luto nacional (entre 16 e 19 e julho)

- O estado de emergência vai ser prolongado até outubro, mediante aprovação do projeto-lei no Parlamento, já na próxima semana. O estado de emergência foi implementado na sequência dos atentados de 13 de novembro.

- Hollande anunciou ainda que a França vai intensificar a luta na Síria e no Iraque e ainda a mobilização de 10 mil militares para ajudar a polícia.

- O autor do atentado já foi formalmente identificado. Trata-se de Mohamed Lahouaiej Bouhlel, cidadão com dupla nacionalidade, francesa e tunisina. Nasceu na cidade de Msaken e residia atualmente nos subúrbios de Nice. Tinha 31 anos, era casado e tinha três filhos. Foi abatido pela polícia logo após o ataque. O homem trabalhava numa empresa de entregas ao domicílio.

12h51 - Aerporto de Nice evacuado

O aeroporto da cidade está a ser evaquado neste momento. A RTP confirmou a informação no local.

12h24 - Um ataque aleatório


Filipe Pathé Duarte, especialista em assuntos internacionais, destaca na RTP a dificuldade em monitorizar e precaver este tipo de ataques, levados a cabo por "lobos solitários" que só dependem da iniciativa individual.

Realça ainda o uso cada vez mais frequente de objetos do nosso quotidiano nos ataques, de forma aleatória. Esta "aleatoriedade tem um peso fortíssimo no nosso imaginário coletivo", diz o comentador.

12h10 - Testemunhos impressionantes de emigrantes portugueses no local

A RTP recolheu os depoimentos de dois emigrantes portugueses que residem perto do local do ataque. A portuguesa Fátima Lopes relata como viu o camião a avançar sobre a multidão em Nice. Diz que ainda tentou ajudar as vítimas, mas o cenário era "desolador" e perante o pânico total quis fugir do local.

Cláudio Costa, outro português em Nice ouvido pela televisão pública, confessa que ainda está "abaldo" com o atentado, mas sublinha que as pessoas devem tentar voltar "à vida normal".

O português estava na marginal de Nice quando se deu o ataque. Conseguiu fugir a tempo para o interior de um casino.

11h53
- Dois americanos, uma russa, um arménio e um ucraniano entre as vítimas

O Kremlin confirma entretanto a morte de Viktoria Savchenko, uma jovem estudante que estava em Nice a estudar. O Le Monde refere que há um arménio e um ucraniano entre as vítimas mortais, já confirmados pelos respeitovs ministérios dos Negócios Estrangeiros.

11h47
- "Lado a lado" com a França

Theresa May disse aos jornalistas que ainda hoje vai falar com François Hollande. "Hoje, o Reino Unido está lado a lado com a França, tal como aconteceu no passado", disse a nova primeira-ministra do Reino Unido, que convocou entretanto uma reunião de emergência para esta sexta-feira.

Ao longo da minha, o mayor de Londres, Sadiq Khan, tinha anunciado que a capital britânica iria rever as medidas de segurança na cidade.

11h37
- Marine Le Pen fala ao jonal Le Figaro

Em declarações ao jornal francês, a líder do partido de extrema direita aproveita para criticar a ausência de medidas por parte do Governo francês no combate ao terrorismo.

"Nada do que propusemos foi ouvido. Tendo em conta a nova natureza do terrorismo, um terrorismo de oportunidade sem estruturas hierárquicas, a maior urgência consiste em atacar a ideologia na qual esse terrorismo se baseia".

Le Pen lembra que "nada foi feito" desde os primeiros ataques, ao Charlie Hebdo. "Não aumentamos os castigos, não estamos a retirar nacionalidades, não estamos a fechar mesquitas salafistas, não estamos a banir certas organizações. De facto, não declarámos guerra nenhuma. Estamos apenas numa guerra de palavras", aponta a líder da Frente Nacional.

11h34 - Procurador de Paris dá conferência de imprensa
a partir das 17h00 (hora francesa)

11h32 - François Hollande acaba de chegar ao aeroporto de Nice,
onde já estão o primeiro-ministro e o ministro do Interior. O Presidente reuniu desde logo com as autoridades locais.


11h31 - A França, outra vez

Em menos de dois anos, o território francês foi assolado por três ações terroristas de grande violência. Charlie Hebdo, em janeiro de 2015, o Bataclan, Stade de France e vários restaurantes em novembro do mesmo ano, e o ataque de quinta-feira em Nice, quando se celebrava o dia nacional do país.

Recorde esta série negra de atentados recentes em solo francês.
António Jorge - Antena 1
11h29
- Políticos franceses deslocam-se a Nice

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, e o ministro do Interior, Bernard Cazneuve, já estão na cidade onde aconteceu o atentado. Espera-se a qualquer momento a chegada do Presidente François Hollande.

11h25 - Até ao momento, não há portugueses entre as vítimas

O Governo português confirma que não há cidadãos de nacionalidade portuguesa entre as vítimas do atentado de Nice. A secretaria de Estado das Comunidades admite no entanto que possa haver pessoas com dupla nacionalidade que tenham sido contabilizadas como francesas, diz a Agência Lusa.

11h20 - Dois norte-americanos entre as vítimas mortais

Começam a ser conhecidas as nacionalidades das vítimas. John Kerry, secretário de Estado norte-americano, confirmou via comunicado a notícia das duas mortes.

11h08
- "A França voltou a mergulhar no horror" - a reação de Marine Le Pen

A líder da Frente Nacional diz no Twitter que a "luta contra o fundamentalismo islamita deve começar".
11h03 - "Não me sinto em segurança aqui em França"

O ciclista português Rui Costa participa atualmente no Tour de France e reagiu esta manhã, no Facebook, ao atentado terrorista de Nice.

"O ciclismo reúne milhares de pessoas no mesmo sítio, é um alvo fácil", diz o atleta na rede social.



10h52 - Mohamed Lahouaiej Bouhlel.
É o nome do autor deste ataque, segundo avançam os media locais. O homem de 31 anos residia na zona norte nos subúrbios de Nice. Era trabalhador numa empresa de entregas ao domicílio.

Nos registos criminais não havia qualquer relação direta ao terrorismo. Estava sobretudo associado a pequenos crimes de delinquência e violência. "A sua radicalização passou despercebida", diz o Nice-Matin.

10h50
- O jornal local Nice-Matin noticia que 54 crianças foram hospitalizadas desde a noite de quinta-feira.
 
10h40 - A análise de Filipe Vasconcelos Romão: "A França continua a ser dos Estados mais vulneráveis da Europa"

O especialista em assuntos internacionais relembra as vastas comunidades que residem em território francês com graves problemas sociais e de integração. Fatores que fazem da França "um terreno fértil" para as sementes do radicalismo, refere.

Veja aqui
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O mundo acordou em choque com o atentado desta quinta-feira à noite em Nice, França. Mais de 80 pessoas morreram e outras 100 ficaram feridas. Um camião abalroou a multidão que assistia ao fogo-de-artifício, na Promenade des Anglais, do 14 de Julho, o dia nacional francês.



10h10 - Reações internacionais

As mensagens de condolências multiplicam-se desde as primeiras horas da madrugada. Marcelo Rebelo de Sousa diz que tomou conhecimento deste atentado com "grande consternação", num dia tão especial para França. Também de Portugal, o primeiro-ministro português repudiou os ataques e manifestou "total solidariedade para com os frenceses".

Destaque também para a reação europeia. Martin Schulz pede à França que não ceda "às tentações da divisão e do ódio". O presidente do Parlamento Europeu disse ainda acreditar que a França "continuará de pé". Jean-Claude Juncker quis reafirmar a "unidade e determinação" da União Europeia contra o terrorismo. O presidente da Comissão Europeia admitiu estar "profundamente afetado" com as notícias que vão chegando de Nice. Donald Tusk realça que é preciso manter o alerta contra o terror. O presidente do Conselho Europeu diz que é um paradoxo que as vítimas sejam pessoas que estavam a festejar a liberdade, igualdade e fraternidade.

A chanceler alemã Angela Merkel prometeu estar "ao lado da França contra o terrorismo". Do outro lado do Atlântico, Barack Obama diz estar ao lado "do mais velho aliado". A democrata Hillary Clinton reagiu em comunicado, onde garante que "todos os norte-americanos estão solidários com a França". O candidato republicano Donald Trump envia "orações e condolências" aos franceses e informa que cancelou o anúncio do seu vice-presidente, que estava marcado para esta sexta-feira.

O secretário-geral da NATO manifestou "forte solidariedade" para com a França. "Este ataque teve como alvo pessoas inocentes e os valores centrais que a NATO defende. Mas o terrorismo nunca derrotará a democracia, a liberdade e as nossas sociedades abertas", referiu Jens Stoltenberg.

Da Rússia, chegam as condolências de Vladimir Putin, que considerou este ataque "um ato bárbaro" e diz estar com a França "neste dia difícil". Na Índia, o primeiro-ministro Narendra Modi condena um atendado "sem sentido" e fala de um momento "de imensa tristeza"-

10h00
- Alemanha reforça o controlo fronteiriço

A polícia federal alemã anunciou esta sexta-feira o reforço no controlo das fronteiras. Aeroportos, estradas e vias ferroviárias vão ver as medidas de segurança reforçadas na sequência dos ataques ocorridos em Nice.

9h50
- Mais um relato impressionante de um português residente em Nice.

Carlos Barros conta que estava na zona quando a viatura foi contra a multidão. "O camião passou a dez ou 15 metros de mim. Eu estava no outro sentido da via onde ele passou. O camião ia aos ziguezagues a tentar apanhar o máximo de gente possível", disse à RTP.

9h44
- Minuto de silêncio no Tour de France
A organização da prova vai reunir com as autoridades policiais de forma a reforçar as medidas de segurança durante a prova. A 13ª etapa, que se realiza hoje, decorre na cidade de Bourg Saint Andéol, a cerca de 300 quilómetros de Nice.

9h31 - Três dias de luto nacional

O primeiro-ministro francês acaba de falar ao país e confirma que o Parlamento vai aprovar o projeto-lei para a extensão do estado de emergência por mais três meses.

Manuel Valls anunciou ainda três dias de luto nacional entre sábado e segunda-feira.

"Enfrentamos uma guerra que o terrorismo iniciou contra nós. O objetivo dos terroristas é instalar o medo e o pânico. Mas a França não se deixará desestabilizar", declarou o primeiro-ministro.

9h30
- O percurso do camião

O ataque aconteceu na via Promenade des Anglais, uma zona marginal onde a multidão assistia ao fogo de artifício. O mapa em baixo mostra o percurso efetuado pela viatura ao longo de cerca de dois quilómetros.



9h25 - Habitantes de Nice estão a ser aconselhados a ficar em casa

As autoridades mantêm isolada a zona onde aconteceu a investida do camião. Entretanto, as autoridades aconselham as pessoas a ficar em casa.

Uma portuguesa que trabalha num restaurante junto ao local conta à Agência Lusa o pânico e horror que se sente nesta altura: "As pessoas têm medo. Olham umas para as outras. Lá em baixo, estão a investigar e a limpar a estrada, porque aquilo está inundado de sangue".

9h15
- Autor do ataque já foi identificado

A agência France Presse cita fontes policiais que dão o condutor da viatura, como "formalmente identificado". Trata-se de um homem de 31 anos, de nacionalidade franco-tunisina. Segundo a documentação, residia em Nice.

Recorde-se que o autor do ataque que seguia na viatura foi abatido pelas autoridades logo na sequência do ataque.

9h04
- Começa a esta hora a reunião de emergência do Conselho nacional francês de Segurança e Defesa, convocada pelo Presidente francês na sequência do ataque. Participam também o primeiro-ministro Manuel Valls, bem como os ministros da Justiça, Defesa e o ministro do Interior.

Também a Bélgica, recentemente alvo de atentados, reage às notícias que chegam de Nice. Em Bruxelas, o Governo convocou um Conselho Nacional de Segurança que já reuniu durante a noite. As autoridades belgas decidiram manter o país no nível 3 de ameaça. De recordar que a Bélgica celebra o seu dia nacional a 21 de julho. Ainda assim, o Governo garante que as festividades se devem manter inalteradas.

8h54
- Uma portuguesa que reside em Nice há 48 anos contou à Antena 1 que hoje acordou "numa cidade morta", sem gente. Ainda assim, saiu de casa para responder ao apelo das autoridades e dirigiu-se ao hospital mais próximo para dar sangue. De recordar que ainda não se sabe se há portugueses entre as vítimas.

8h46 -
Começam a ser ouvidas as primeiras testemunhas do sucedido. Ainda ontem, durante a noite, três portugueses contaram à RTP o que viram.

Conseguiram escapar e estão livres de perigo, mas assistiram às cenas de pânico logo após o ataque. Contam, inclusive, que uma das discotecas naquela zona foi transformada em hospital de campanha para socorrer os feridos.

8h36
- Estado de emergência prolongado até outubro

Até ao dia de quinta-feira continuava em vigor o estado de emergência, implementado na sequência dos atentados de 13 de novembro. Terminava no dia 26 de julho.

Na sequência do ataque de ontem à noite, o Presidente francês anunciou que o país vai continuar em estado de emergência pelo menos até outubro. O prolongamento já aconteceu em três ocasiões, a última a 19 de maio, por ocasião da organização de eventos desportivos em território francês: o Euro2016 e a Tour de France.

Hollande anunciou ainda que a França vai intensificar a luta na Síria e no Iraque e ainda a mobilização de 10 mil militares para ajudar a polícia.

8h20
- A celebração terminou em tragédia. Ao fim da noite de terça-feira, um homem lançou um camião sobre uma multidão que celebrava o 14 de julho nas ruas de Nice.

O ataque aconteceu pouco depois das 23h00 locais (menos uma hora em Lisboa). O grupo de pessoas visado estava na Promenade des Anglais, uma via marginal muito movimentada daquela cidade, onde assistia ao fogo de artifício que encerrava as festividades do dia nacional francês.

Segundo a polícia, o motorista do veículo, que transportava explosivos e armas de fogo, foi abatido. As agências internacionais indicam que a polícia encontrou documentação de um cidadão franco-tunisino no camião.

O último balanço das autoridades confirma as 84 vítimas mortais e uma centena de feridos, 18 em estado muito grave. Há crianças entre as vítimas.

As informações e reações do mundo estão a acontecer ao minuto. Confira aqui tudo o que já se sabe sobre este ataque.