Reportagem Guterres, a escolha para a ONU: acompanhe em direto

António Guterres, futuro secretário-geral da ONU, afirmou que sente "humildade e gratidão", depois de o Conselho de Segurança ter indicado o seu nome, por unanimidade e aclamação. Depois da votação de quarta-feira, o órgão máximo das Nações Unidas aclamou o português como a escolha unânime para o cargo de secretário-geral. A deliberação terá ainda de recolher maioria simples numa votação em Assembleia Geral, um escrutínio que deverá acontecer nos próximos dias.

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19h00 - Jerónimo valoriza Guterres, mas sublinha princípios e valores a respeitar

O secretário-geral do PCP, embora valorizando a eleição de António Guterres para próximo secretário-geral das Nações Unidas, sublinhou a necessidade de respeitar "princípios e valores" da instituição e lembrou que outros portugueses foram incapazes de corresponder às expectativas.

"Quero dizer que nós valorizamos, mas não pode ser critério determinante. Nem todos os portugueses com cargos institucionais no estrangeiro foram capazes de corresponder a essas expectativas", afirmou, em referência, por exemplo, ao ex-presidente da Comissão Europeia Durão Barroso, quando questionado sobre os benefícios do sucedido para Portugal.

"Tendo em conta a realidade mundial, em que não se pode ser neutro, deve-se fazer um esforço muito grande para que se mantenha a paz à escala planetária, a cooperação e o desenvolvimento numa perspetiva de respeito mútuo, contra a tentativa que alguns pretendem fazer [de ameaça] em relação à soberania dos povos e dos próprios Estados", concluiu.

18h20 -
Guterres tem "um conhecimento muitíssimo real dos problemas"


Heloísa Apolónia, deputada do partido ecologista "Os Verdes", enalteceu a "significativa experiência" de Guterres no trabalho, por exemplo, com os refugiados: o português" tem um conhecimento muitíssimo real dos problemas", advogou.

18h15 -
PCP deseja sucessos na exigente missão

João Oliveira, líder parlamentar do Partido Comunista Português (PCP), reconheceu que "ficou de facto ultrapassada a mais importante das etapas" no caminho de Guterres.

O líder parlamentar do PCP desejou sucessos na "exigente missão" que o português "tem pela frente".

18h10 -
Guterres "estará à altura do cargo", afirma Nuno Magalhães

"Esta escolha honra Portugal e seguramente honrará as Nações Unidas. Esta é uma vitória em primeiro lugar de António Guterres, mas também da transparência no método de escolha", sublinhou Nuno Magalhães, líder da bancada do CDS-PP.

“Realçando a capacidade da diplomacia portuguesa e a postura irrepreensível que teve desde o início do processo”, o democrata-cristão deixou claro qual é a posição do partido: António Guterres “estará à altura do cargo”.

18h07 -
Resultado de Guterres é "derrota das jogadas de bastidores", afirma pedro Filipe Soares

O chefe da bancada do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares, declarou que esta foi uma "vitória de um processo diplomático limpo e transparente", e manifestou o desejo de que a chegada de Guterres ao cargo mais alto da ONU se "materialize numa nova centralidade da paz e dos direitos humanos no mundo".

Pedro Filipe Soares considera o resultado de António Guterres um “motivo de regozijo” para todos os portugueses.

18h05 -
O Mundo precisa de "alguém o sirva com razão e coração", afirma Carlos César

O líder parlamentar do PS, Carlos César, vincou que foi uma "vitória do mérito próprio e de uma vida ao serviço das pessoas", acrescentando que este é um dia de "grande alegria" não só para os socialistas, "por razões de filiação natural" de Guterres, mas para todos os portugueses.

“Esperam-no tarefas de enorme complexidade”, assumiu Carlos César. Recuperar a “credibilidade da ONU aos olhos do mundo” e trabalhar para a “resolução de inúmeras pendências, conflitos, intolerâncias, disfunções e desigualdades incompatíveis com dignidade humana”.

18h05 -
Luis Montenegro afirma que foi "um processo exigente"

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, realçou que este foi um "processo exigente", todavia "marcado pela competência" do candidato português, aproveitando ainda para enaltecer a "estrutura diplomática" portuguesa.

Luís Montenedro considera que a vitória do ex-primeiro-ministro é um “motivo de alegria e de orgulho de todos os portugueses”.
18h00 -
Parlamento português aprova por unanimidade voto de congratulação a Guterres

Os deputados da Assembleia da República aprovaram hoje por unanimidade um voto de congratulação a António Guterres, aplaudindo, no final da leitura do texto, a escolha do português para o cargo máximo das Nações Unidas.

A Assembleia, nota o texto aprovado - com o apoio do Governo também -, "congratula-se vivamente" com a indicação de Guterres para o cargo de secretário-geral das Nações Unidas e "aguarda, com grande expectativa, a confirmação da sua eleição pela assembleia-geral da ONU".

O texto diz que "há uma nação que se enche de orgulho e emoção" no dia de hoje, e enaltece as "sucessivas audições, debates e votações sempre vencidas com enorme brilho e sucesso por António Guterres" nos últimos meses.

Depois de lido o texto, pelo vice-presidente da Assembleia da República Jorge Lacão, os partidos e o executivo, pelo secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, intervieram e prestaram homenagem a Guterres.

17h45 -
Resultado de Guterres é "derrota das jogadas de bastidores", afirma o Bloco de Esqueeda

Pedro Filipe Soares, líder da bancada parlamentar do Bloco de Esquerda, considera o resultado de António Guterres um “motivo de regozijo” para todos os portugueses.

A mesmo tempo, foi a “vitória de um processo diplomático limpo e transparente que conseguiu vencer as jogadas de bastidores”, algumas delas com origem “no coração da Europa”.

17h20 -
“Louvor, esperança e orgulho”, afirma Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República disse estar honrado pela nomeação de António Guterres para o cargo de secretário-geral das Nações Unidas.

Marcelo Rebelo falou em orgulho e tem esperança que a ONU mude e se reveja ao serviço da comunidade internacional.

17h00  -
António Guterres "aquilo que sinto neste momento é humildade e gratidão"

António Guterres iniciou a sua intervenção afirmar que “neste momento bastam duas palavras: humildade e gratidão“.

Na sua intervenção, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, Guterres agradeceu o apoio que recebeu dos portugueses.

António Guterres recordou que foi recomendado mas que ainda não é secretário-geral. "A ONU tem um secretário-geral: Ban Ki-Moon”.

António Guterres, disse hoje esperar que a "unidade e consenso" da sua eleição representem "uma capacidade acrescida do Conselho de Segurança" para decidir a tempo e responder aos desafios do "mundo conturbado" atual.

Sobre o seu mandato, que vai começar a 1 de janeiro de 2017, garantiu que pretende “servir os mais vulneráveis”, onde incluiu as “vítimas do terrorismo”.

16h56 -
Ministro dos Negócios Estrangeiros britânico diz que Guterres vai guiar organização nos desafios atuais

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Boris Johnson, congratulou hoje António Guterres pela sua indicação para secretário-geral das Nações Unidas, considerando que vai garantir a "liderança necessária para guiar a ONU nos muitos desafios" atuais.

Num comunicado divulgado na rede social Twitter após a votação formal do Conselho de Segurança, que escolheu hoje por unanimidade e aclamação o antigo primeiro-ministro português como secretário-geral da organização, Boris Johnson revelou que teve "o prazer de falar com o António esta manhã para o congratular em nome do Reino Unido".


16h50 -
Intervenção de António Guterres será em quatro línguas

António Guterres fará intervenção sem direito a perguntas, que durará entre três a cinco minutos.

Vai começar em Português, mas depois irá repetir o discurso em mais três línguas: Inglês, Francês e Espanhol.

1639 -
Guterres "pode contar plenamente" com apoio da Alemanha

O governo da Alemanha afirmou hoje que a escolha do antigo primeiro-ministro português António Guterres para secretário-geral da ONU é "uma excelente escolha", sublinhando que "pode contar plenamente com o apoio alemão".

"Regozijo-me com a decisão do Conselho de Segurança de indicar António Guterres como novo secretário-geral das Nações Unidas e gostaria de o felicitar calorosamente - esta é uma excelente escolha!", afirmou em comunicado o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Frank-Walter Steinmeier.

16h33 -
Guterres é "o homem certo" e vai deixar marca, dizem Socialistas Europeus

O Partido Socialista Europeu (PSE) saudou hoje a escolha de António Guterres para secretário-geral das Nações Unidas, considerando que o antigo primeiro-ministro português "é o homem certo para o lugar" e marcará uma "era" na organização.

"Ele é um bom político e um homem bom. Estou certo de que nos futuro todos falaremos sobre a «era Guterres» nas Nações Unidas", declarou o presidente do PES, Sergei Stanishev, compatriota de duas das adversárias de António Guterres na corrida à liderança da ONU, as búlgaras Irina Bokova e Kristalina Georgieva.

16h30 -
Governo congratula-se com escolha de Guterres, "que muito prestigia o país"

O Governo português congratulou-se hoje com o resultado obtido por António Guterres na votação para o cargo de secretário-geral da ONU, considerando ser "uma escolha que muito prestigia o país", indicou em comunicado do conselho de ministros.

"O Governo congratula-se com o resultado obtido por António Guterres na sexta votação para o cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas, saudando o empenho da diplomacia portuguesa e a forma transparente como decorreu o processo de eleição promovido pela ONU", lê-se na nota.

Para o Executivo, "esta é uma escolha que muito prestigia o país e vem reconhecer o elevado mérito e a notável carreira de serviço público de António Guterres, tanto a nível nacional como internacional, destacando o trabalho que desenvolveu ao longo de dez anos em prol da defesa dos direitos humanos, enquanto Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados".

Assim, "o Governo português felicita António Guterres e deseja-lhe os maiores sucessos na liderança daquela que é a mais importante organização internacional", conclui a nota do conselho de ministros.


16h26 -
PCP apela a Guterres para contrariar "perversão e instrumentalização" das Nações Unidas

Os dirigentes do PCP apelaram hoje ao português António Guterres, que irá substituir o sul-coreano Ban Ki-Moon como secretário-geral das Nações Unidas, para contrariar a "perversão e instrumentalização" daquela instituição.

"O PCP salienta os enormes desafios que estão colocados a António Guterres, desde logo o da defesa e respeito do direito internacional como consagrado nos princípios e valores da Carta das Nações Unidas e a defesa da missão e papel da ONU, contrariando a perversão e instrumentalização de que têm vindo a ser alvo", lê-se em comunicado.


16h15 -
PS saúda Guterres, militante 127 e homem de "extraordinárias qualidades"

O PS apresentou uma nota de saudação pela aclamação de António Guterres para secretário-geral das Nações Unidas, dizendo que o militante 127 do partido, e antigo secretário-geral socialista, é um homem de "extraordinárias qualidades".

"O PS reafirma o profundo orgulho que sempre sentiu no seu militante n.º 127 e antigo secretário-geral, que tem uma longa e profícua história política que faz parte do património político e histórico do PS", diz uma nota dos socialistas divulgada esta tarde, após ser conhecida a aclamação do português.

"Esta eleição de António Guterres corresponde, além do mais, ao mais participado, transparente e democrático processo de sempre na escolha do secretário-geral da ONU, o que só acentua as suas extraordinárias qualidades pessoais e políticas para o desempenho do cargo, largamente demonstradas ao longo de todo este processo, ultrapassando todas as fases com brilhantismo que o consolidaram como a personalidade mais indicada para o desempenho de tão importante função", acrescentam os socialistas.

16h08
- "O Conselho de Segurança recomenda à Assembleia-Geral que o senhor António Guterres seja designado como secretário-geral das Nações Unidas, entre 1 de janeiro de 2017 e 31 de dezembro de 2021".

A decisão foi anunciada pelo o embaixador da Rússia, Vitaly Churkin, que assume este mês a presidência rotativa do Conselho de Segurança.

Em resposta às perguntas dos jornalistas, o representante da diplomacia russa enfatizou a justiça e a transparência do processo de eleição que conduziu à aclamação de Guterres. Vitaly Churkin reconhece que a Rússia teria apreciado dar o cargo a um secretário-geral da Europa de Leste, mas que optou por uma posição pragmática desde o início do processo.

O representante russo elogia as qualidades do português, destacando a experiência que arrecadou como alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados. "Viajou pelo mundo fora e lidou com problemas muito complexos. Foi primeiro-ministro de Portugal e é um político experiente. É uma pessoa que fala com todos, ouve todas as partes, diz o que pensa. É uma pessoa muito direta e muito acessível", acrescentou.

16h05 - O Parlamento português parou a sessão de trabalhos para aplaudir Guterres, mal se soube da decisão do Conselho de Segurança.

"Chegou a notícia que todos nós esperávamos. António Guterres foi aclamado e nomeado por unanimidade pelo Conselho de Segurança para secretário-geral das Nações Unidas", anunciou o vice-presidente da Assembleia da República Jorge Lacão, que está a presidir aos trabalhos.

15h45
- Um momento que fica para a história. Foi captado pelos representantes britânicos no Conselho de Segurança e mostra a ovação a Guterres logo após o voto unânime.
15h36 - Vitaly Churkin, embaixador da Rússia nas Nações Unidas, o país que preside este mês ao Conselho de Segurança, já fala na sede da ONU, em Nova Iorque. Churkin já confirmou a decisão unânime do órgão máximo das Nações Unidas.
15h30 - É oficial. António Guterres obteve o voto unânime do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Na votação de ontem, o português tinha recolhido 13 votos favoráveis e duas abstenções, que hoje se converteram em voto de aprovação. Uma escolha unânime e por aclamação.

15h00
- Os membros do Conselho de Segurança já estão reunidos para a sétima (e última) votação. Os 15 deverão aprovar por unanimidade a escolha de António Guterres para o cargo de secretário-geral.

Uma resolução que depois passa à Assembleia Geral, onde terá de ser aprovada por maioria simples. Duas formalidades que separam o português de ocupar oficialmente o cargo.

14h40
- Louvores à parte, o próximo secretário geral das Nações Unidas tem à sua espera um conjunto de enormes desafios, ou não fosse esta a organização apontada como a mais importante do planeta.

A guerra na Síria, a vaga de refugiados, as alterações climáticas e a reforma da própria ONU são alguns dos desafios mais prementes para o futuro líder.


14h33 - Como seria de esperar, as reações nacionais e internacionais multiplicam-se. A última foi mesmo de Ban Ki-moon, que considera que o seu sucessor "é uma excelente escolha".

Antes disso, tivemos a reação tardia da Comissão Europeia. Jean-Claude Juncker disse estar "extremamente satisfeito". Reunimos aqui as principais palavras dirigidas a Guterres.

Destaque para uma palavra mais crítica de Augusto Santos Silva. O ministro dos Negócios Estrangeiros diz que a Comissão Europeia se precipitou na utilização de alguns instrumentos de comunicação.

14h20 - A nomeação oficial de António Guterres só acontece com a votação na Assembleia Geral das Nações Unidas, algo que deverá acontecer já na próxima semana. Os próximos passos desse processo aqui explicados em detalhe. 

14h10 -
A derradeira votação do Conselho de Segurança das Nações Unidas acontece daqui por momentos, quando forem 10h00 em Nova Iorque (15h00 em Lisboa). Até lá, aproveitamos para recuperar alguns dos trabalhos desenvolvidos no nosso site a propósito deste dia histórico para a diplomacia portuguesa.

Começamos pelo início: quando a 29 de fevereiro deste ano o Governo português anunciou a candidatura de António Guterres a secretário-geral das Nações Unidas, a RTP debruçou-se sobre o percurso do ex-primeiro-ministro português. Um extenso perfil a que vale a pena regressar.

Ainda antes, em janeiro, durante a Grande Entrevista na RTP, António Guterres contava o caso mais dramático que conheceu enquanto alto-comissário para os Refugiados.

Entre os vários desafios, António Guterres vai enfrentar o ceticismo e as críticas intemporais à orgânica da própria ONU. Uma organização que é necessária e insuficiente, como aqui explicamos.

Acompanhe a emissão da RTP3 em direto

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