Ciclismo
Volta a Portugal
Linarez primeiro em Elvas, Rui Oliveira mantém amarela
O ciclista Leangel Linarez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) foi o mais rápido na terceira etapa da Volta a Portugal, com uma chegada ao sprint, após a qual Rui Oliveira (UAE Emirates), quinto, manteve a camisola amarela.
A articulação exemplar entre o venezuelano Leangel Linarez, primeiro a cruzar a meta em Elvas, na terceira etapa da 87.ª Volta a Portugal em bicicleta, e o português João Matias valeu à Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua a primeira vitória da época.
Discreta nas chegadas ao Palácio Nacional de Queluz, na quinta-feira, e a Albufeira, na sexta-feira, a equipa dirigida por Gustavo Veloso apresentou a sua melhor versão nos derradeiros metros da tirada mais longa da corrida, marcados por uma aparatosa queda e por nova aparição do camisola amarela, Rui Oliveira (UAE Emirates), no sprint.
Quando o quarteto da fuga do dia estava prestes a ser alcançado à entrada para o último quilómetro, José Moreira (GI Group Holding-Simoldes-UDO) e Gonçalo Rodrigues (Óbidos Cycling Team) ainda fizeram um esforço para ‘sobreviver’ na frente, mas Gonçalo foi incapaz de contornar a rotunda final e colidiu com as barreiras, numa queda que se alastrou a outros elementos do pelotão.
O acidente desencadeou um final caótico, com César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) a assumir a dianteira e a forçar Rui Oliveira (UAE Emirates) a encurtar a distância, num esforço que lhe deu a liderança momentânea, mas que lhe custou energia crucial para os últimos 150 metros, onde foi incapaz de conter Matias e Linarez, vitorioso na travessia alentejana entre Beja e Elvas, de 182,2 quilómetros.
“Ontem [sexta-feira] já queria ganhar, mas a vitória na etapa chegou hoje. Estou muito feliz, a nível pessoal e pela equipa. É uma vitória que estávamos à procura desde o início da temporada. Por uma ou por outra coisa, tivemos 'má sorte' e não conseguimos ganhar”, realçou aos jornalistas o corredor, um dia depois de completar 29 anos.
Com um palmarés que já incluía duas vitórias em etapas da Volta, ambas conquistadas em 2023, o sprinter dera à Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua a única vitória em duas épocas na Clássica de Viana do Castelo, em 06 de abril de 2025, antes de novo êxito hoje.
Segundo na etapa, João Matias mostrou-se visivelmente emocionado ao reviver um final de etapa onde sentiu “um peso enorme” sair-lhe de cima quando se apercebeu que o ciclista que o ia ultrapassar junto à linha de meta era o colega de equipa com quem estudara ao milímetro a chegada.
“Somos uma dupla que, nos sprints, tem muita conexão. Temos conseguido várias vitórias na Volta a Portugal. Temos estado muitas vezes na disputa. Desde o início do ano que as coisas não nos estão a correr bem”, salienta o corredor barcelense, de 35 anos, que soma três vitórias em etapas da Volta.
O duo da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua superou assim a concorrência do argentino Tomas Connte (Aviludo-Louletano-Loulé), prejudicado pela queda do colega Filipe Francisco, que seguia à sua frente, do espanhol Iker Bonillo (Feira dos Sofás-Boavista), de Rui Oliveira, que prossegue a espera por vencer uma tirada, e de Daniel Cavia (Burgos-Burpellet-BH), segundo nas duas chegadas anteriores.
À exceção da queda nos metros finais do final ligeiramente inclinado, o sprint à porta do núcleo fortificado de Elvas encerrou um dia parecido ao de sexta-feira, entre Sines e Albufeira, com uma fuga a marcar uma jornada decorrida ainda sob mais calor, com a temperatura a rondar os 40 graus Celsius.
Os portugueses José Moreira (GI Group Holding-Simoldes-UDO) e Gonçalo Rodrigues (Óbidos Cycling Team), o irlandês Ronan O’Connor (APS Pro Cycling by Team Cadence Cyclery) e o norte-americano Joshua Lebo (Meridian Racing p/b de La Uz) adiantaram-se ao quilómetro quatro e mantiveram-se juntos até o pelotão neutralizar a distância, somente a um quilómetro da meta.
O norte-americano venceu a única contagem de montanha do dia, uma subida de 1,9 quilómetros com 6,9% de inclinação média, com término no Castelo de Monsaraz, e repartiu com Gonçalo Rodrigues as vitórias nas metas volantes de Alandroal e de Vila Viçosa, na última etapa talhada para sprinters.
No domingo, a quarta etapa termina com a primeira chegada em alto, à Torre na Serra da Estrela, a 1.961 metros de altitude, que pode criar diferenças significativas na classificação geral, após um trajeto de 154,6 quilómetros, com início em Figueiró dos Vinhos, que inclui três contagens de montanha de terceira categoria e uma de segunda antes da subida final, a única de categoria especial na prova.
Discreta nas chegadas ao Palácio Nacional de Queluz, na quinta-feira, e a Albufeira, na sexta-feira, a equipa dirigida por Gustavo Veloso apresentou a sua melhor versão nos derradeiros metros da tirada mais longa da corrida, marcados por uma aparatosa queda e por nova aparição do camisola amarela, Rui Oliveira (UAE Emirates), no sprint.
Quando o quarteto da fuga do dia estava prestes a ser alcançado à entrada para o último quilómetro, José Moreira (GI Group Holding-Simoldes-UDO) e Gonçalo Rodrigues (Óbidos Cycling Team) ainda fizeram um esforço para ‘sobreviver’ na frente, mas Gonçalo foi incapaz de contornar a rotunda final e colidiu com as barreiras, numa queda que se alastrou a outros elementos do pelotão.
O acidente desencadeou um final caótico, com César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) a assumir a dianteira e a forçar Rui Oliveira (UAE Emirates) a encurtar a distância, num esforço que lhe deu a liderança momentânea, mas que lhe custou energia crucial para os últimos 150 metros, onde foi incapaz de conter Matias e Linarez, vitorioso na travessia alentejana entre Beja e Elvas, de 182,2 quilómetros.
“Ontem [sexta-feira] já queria ganhar, mas a vitória na etapa chegou hoje. Estou muito feliz, a nível pessoal e pela equipa. É uma vitória que estávamos à procura desde o início da temporada. Por uma ou por outra coisa, tivemos 'má sorte' e não conseguimos ganhar”, realçou aos jornalistas o corredor, um dia depois de completar 29 anos.
Com um palmarés que já incluía duas vitórias em etapas da Volta, ambas conquistadas em 2023, o sprinter dera à Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua a única vitória em duas épocas na Clássica de Viana do Castelo, em 06 de abril de 2025, antes de novo êxito hoje.
Segundo na etapa, João Matias mostrou-se visivelmente emocionado ao reviver um final de etapa onde sentiu “um peso enorme” sair-lhe de cima quando se apercebeu que o ciclista que o ia ultrapassar junto à linha de meta era o colega de equipa com quem estudara ao milímetro a chegada.
“Somos uma dupla que, nos sprints, tem muita conexão. Temos conseguido várias vitórias na Volta a Portugal. Temos estado muitas vezes na disputa. Desde o início do ano que as coisas não nos estão a correr bem”, salienta o corredor barcelense, de 35 anos, que soma três vitórias em etapas da Volta.
O duo da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua superou assim a concorrência do argentino Tomas Connte (Aviludo-Louletano-Loulé), prejudicado pela queda do colega Filipe Francisco, que seguia à sua frente, do espanhol Iker Bonillo (Feira dos Sofás-Boavista), de Rui Oliveira, que prossegue a espera por vencer uma tirada, e de Daniel Cavia (Burgos-Burpellet-BH), segundo nas duas chegadas anteriores.
À exceção da queda nos metros finais do final ligeiramente inclinado, o sprint à porta do núcleo fortificado de Elvas encerrou um dia parecido ao de sexta-feira, entre Sines e Albufeira, com uma fuga a marcar uma jornada decorrida ainda sob mais calor, com a temperatura a rondar os 40 graus Celsius.
Os portugueses José Moreira (GI Group Holding-Simoldes-UDO) e Gonçalo Rodrigues (Óbidos Cycling Team), o irlandês Ronan O’Connor (APS Pro Cycling by Team Cadence Cyclery) e o norte-americano Joshua Lebo (Meridian Racing p/b de La Uz) adiantaram-se ao quilómetro quatro e mantiveram-se juntos até o pelotão neutralizar a distância, somente a um quilómetro da meta.
O norte-americano venceu a única contagem de montanha do dia, uma subida de 1,9 quilómetros com 6,9% de inclinação média, com término no Castelo de Monsaraz, e repartiu com Gonçalo Rodrigues as vitórias nas metas volantes de Alandroal e de Vila Viçosa, na última etapa talhada para sprinters.
No domingo, a quarta etapa termina com a primeira chegada em alto, à Torre na Serra da Estrela, a 1.961 metros de altitude, que pode criar diferenças significativas na classificação geral, após um trajeto de 154,6 quilómetros, com início em Figueiró dos Vinhos, que inclui três contagens de montanha de terceira categoria e uma de segunda antes da subida final, a única de categoria especial na prova.
(Com Lusa)