Jorge Cadete: "Espero que o Sporting consiga manter a tradição"

O ex-avançado internacional critica Benfica se não aceder, na sequência do adiamento da UEFA, com que também não concorda, recordando ter jogado "em relvados em muito pior estado"

RTP /
Jorge Cadete ss

O ex-avançado internacional Jorge Cadete defendeu que o Benfica deveria aceitar o pedido do Sporting para adiar o jogo entre ambos, depois do adiamento da partida com o Videoton.

"Se por lei, o intervalo de 72 horas for só para os jogos fora, depende do bom-senso do Benfica haver jogo ou não" mas, embora percebendo se os encarnados não cederem, lembrou: "hoje é o Sporting, amanhã, pode ser o Benfica a solicitar e depois as guerras começam aí". 

Embora aceitando que "o jogo na segunda-feira é prejudicial, por o Sporting ter menos horas de descanso que o Benfica, lembrou que, há 16 anos, no Celtic, "jogava aos sábados, terças e quintas e nesse espaço de tempo não há treinos e o cansaço é esquecido", quanto mais no "futebol moderno, de alta competição".

Cadete, que falava à margem de um evento organizado pela Fundação Luís Figo, esta sexta-feira à tarde, em Lisboa, criticou também a decisão da UEFA de ter adiado o jogo da última jornada do grupo G da Liga Europa.

"Já joguei em relvados em muito pior estado do que estava, ontem, (...) acho que não havia motivo para o jogo ter sido cancelado", comentou.

Sobre o resultado do dérbi, Jorge Cadete torce pelo Sporting, lembrando que "as equipas que estão menos bem no campeonato costumam superar-se e sair vencedoras".

"Espero que o Sporting consiga manter a tradição", complementou.

Analisando o momento leonino, considerou que  "A qualidade está lá, os resultados é que não têm aparecido e quando não aparecem o que é posto em causa é a qualidade".

"Estão a faltar vitórias, estão a faltar golos, o Sporting tem tido muitas oprtunidades de golo: há dois meses,  tinha uma média de 15 oportunidaes para um golo; nos últimos meses, 18 para um: é sinal que se tem de trabalhar a finalização, porque quando não se trabalha, as oportunidades surgem e não se marca"

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