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Andebol/Europeu: Jogadores portugueses preparam "um regresso em grande"
Os jogadores da seleção portuguesa preparam “um regresso em grande” aos palcos internacionais de andebol, que passa pela tentativa de qualificação para a segunda ronda do Euro2020, apesar do nome intimidador dos adversários na fase de grupos.
“Há muitos anos que não conseguimos estar numa fase final e queremos um regresso em grande, tentando passar à fase seguinte. Sabemos que é um grupo bastante complicado, mas já demonstrámos que é possível ganhar a grandes esquipas e queremos voltar a fazê-lo”, disse à agência Lusa Tiago Rocha.
Tiago Rocha recordou o recente triunfo (33-27) alcançado sobre os franceses durante a fase de qualificação e o ponta Pedro Portela observou que o primeiro adversário no Euro2020 já olha “com mais respeito” para a seleção lusa, sustentando que “uma vitória frente à França será um grande passo para o apuramento”.
O guarda-redes do FC Porto, a última barreira da equipa das ‘quinas’, alertou para a importância de “transportar para a seleção o andebol praticado nos clubes portugueses”, observando que a presença no Europeu pode “abrir portas para os jovens mostrarem o seu potencial”.
“Acho que é o começo de uma longa caminhada, porque tenho a certeza de que esta equipa não vai ficar por aqui. Vamos continuar a trabalhar e apurar-nos para o campeonato do Mundo, até porque teremos muito mais maturidade. Este Europeu vai ser o primeiro passo”, garantiu Alfredo Quintana.
Para Pedro Portela, “há muito que Portugal merecia estar nestas competições”, e Tiago Rocha notou que a presença no Euro2020 “é muito importante para o desenvolvimento do andebol português”: “Estive nessas 14 tentativas de ir ao Europeu ou Mundial e tenho, finalmente, a sensação do dever cumprido”.
A primeira vitória de Portugal surgiu na segunda participação no torneio, em 2000, na Croácia, precisamente, sobre a Eslovénia, e também de forma tangencial (28-27), numa edição em que se impôs ainda à Islândia (28-25) e terminou no sétimo posto, o melhor desempenho de sempre.A equipa das ‘quinas’ estreia-se na sexta-feira, frente à congénere francesa, que defrontou na ‘poule’ 6 da fase de qualificação, tendo-se imposto por concludente 33-27 em Guimarães, antes de perder em Estrasburgo, também de forma categórica, por 33-24.
A seleção nacional assegurou a presença em quatro Europeus consecutivos, dando continuidade aos bons desempenhos em 2002, na Suécia, onde o triunfo robusto sobre Israel (26-15) proporcionou a passagem à segunda fase, na qual três derrotas relegaram Portugal para o nono lugar, ainda assim, o segundo melhor resultado.
Portugal ainda se apurou para o Europeu de 2004, na Eslovénia, despedindo-se no 14.º e antepenúltimo lugar, tendo conseguido empatar com a Croácia (32-32), e 2006, na Suíça, no qual terminou na 15.ª e penúltima posição, com três derrotas.
A seleção lusa parecia ter consolidado a sua posição na elite do andebol europeu, mas o decréscimo de rendimento nas duas últimas presenças na fase final do Europeu deixava já antecipar a queda competitiva, que se confirmou num ‘jejum’ de 14 anos.
Portugal conquistou também o direito a disputar por três vezes o Campeonato do Mundo, a primeira das quais em 1997, no Japão, na qual alcançou também a primeira vitória, sobre o Brasil, por 26-18, que lhe valeu o 19.º lugar final, entre 24 países.
A equipa das ‘quinas’ falhou a qualificação em 1999, mas voltou a juntar-se à ‘nata’ da modalidade em 2001, em França, tendo-se imposto à República Checa (29-19) e Marrocos (30–26), seguindo para a fase seguinte, na qual foi batida pela seleção anfitriã e futura campeã, terminando no 16.º lugar.
O Mundial de 2003 foi organizado por Portugal e foi também o último em que a seleção nacional participou, tendo alcançado o melhor resultado final - 12.º -, depois de se ter imposto a Gronelândia (34-19), Qatar (31-21) e Austrália (42–20), batendo na segunda fase a Tunísia, por 27–26.
O pivô do Sporting parte para Trondheim “com o objetivo de lutar em todos os jogos para ganhar”, pouco intimidado com o nome dos adversários, em especial a anfitriã Noruega e a França, segunda e terceira classificadas no último Mundial, respetivamente, além da estreante Bósnia-Herzegovina.Portugal acolheu a primeira edição da prova, em 1994, mas não escapou ao 12.º e último lugar, com cinco derrotas em igual número de jogos, apesar de ter cedido dois pela margem mínima, frente à Hungria (19-18) e à Eslovénia (23-22), tendo ainda perdido com Suécia, futura campeã, por 26-21.
Tiago Rocha recordou o recente triunfo (33-27) alcançado sobre os franceses durante a fase de qualificação e o ponta Pedro Portela observou que o primeiro adversário no Euro2020 já olha “com mais respeito” para a seleção lusa, sustentando que “uma vitória frente à França será um grande passo para o apuramento”.
“Queremos chegar o mais longe possível, mas temos de pensar passo a passo. Portugal não está no Europeu há 14 anos. Vamos lá com a ambição de fazer grandes coisas, mas temos de ter a noção de que tem de ser passo a passo”, reforçou Alfredo Quintana.
O guarda-redes do FC Porto, a última barreira da equipa das ‘quinas’, alertou para a importância de “transportar para a seleção o andebol praticado nos clubes portugueses”, observando que a presença no Europeu pode “abrir portas para os jovens mostrarem o seu potencial”.
“Acho que é o começo de uma longa caminhada, porque tenho a certeza de que esta equipa não vai ficar por aqui. Vamos continuar a trabalhar e apurar-nos para o campeonato do Mundo, até porque teremos muito mais maturidade. Este Europeu vai ser o primeiro passo”, garantiu Alfredo Quintana.
Para Pedro Portela, “há muito que Portugal merecia estar nestas competições”, e Tiago Rocha notou que a presença no Euro2020 “é muito importante para o desenvolvimento do andebol português”: “Estive nessas 14 tentativas de ir ao Europeu ou Mundial e tenho, finalmente, a sensação do dever cumprido”.
Dos três internacionais portugueses, Pedro Portela, que alinha nos franceses do Tremblay, foi o que se manifestou mais bem preparado para enfrentar as temperaturas negativas na Noruega, em contraponto com Alfredo Quintana, natural de Cuba, que não está, nem estará “nunca preparado para o frio”.
A sexta participação de Portugal, após 14 anos de ausência
Após uma prolongada ausência de 14 anos, Portugal volta a participar na fase final do Europeu de andebol, prova que disputou apenas cinco vezes e na qual tem como melhor resultado o sétimo lugar alcançado em 2000.
Portugal acolheu a primeira edição da prova, em 1994, mas não escapou ao 12.º e último lugar, com cinco derrotas em igual número de jogos, apesar de ter cedido dois pela margem mínima, frente à Hungria (19-18) e à Eslovénia (23-22), tendo ainda perdido com Suécia, futura campeã, por 26-21.
Após uma prolongada ausência de 14 anos, Portugal volta a participar na fase final do Europeu de andebol, prova que disputou apenas cinco vezes e na qual tem como melhor resultado o sétimo lugar alcançado em 2000.
Portugal acolheu a primeira edição da prova, em 1994, mas não escapou ao 12.º e último lugar, com cinco derrotas em igual número de jogos, apesar de ter cedido dois pela margem mínima, frente à Hungria (19-18) e à Eslovénia (23-22), tendo ainda perdido com Suécia, futura campeã, por 26-21.
A primeira vitória de Portugal surgiu na segunda participação no torneio, em 2000, na Croácia, precisamente, sobre a Eslovénia, e também de forma tangencial (28-27), numa edição em que se impôs ainda à Islândia (28-25) e terminou no sétimo posto, o melhor desempenho de sempre.A equipa das ‘quinas’ estreia-se na sexta-feira, frente à congénere francesa, que defrontou na ‘poule’ 6 da fase de qualificação, tendo-se imposto por concludente 33-27 em Guimarães, antes de perder em Estrasburgo, também de forma categórica, por 33-24.
A seleção nacional assegurou a presença em quatro Europeus consecutivos, dando continuidade aos bons desempenhos em 2002, na Suécia, onde o triunfo robusto sobre Israel (26-15) proporcionou a passagem à segunda fase, na qual três derrotas relegaram Portugal para o nono lugar, ainda assim, o segundo melhor resultado.
Portugal ainda se apurou para o Europeu de 2004, na Eslovénia, despedindo-se no 14.º e antepenúltimo lugar, tendo conseguido empatar com a Croácia (32-32), e 2006, na Suíça, no qual terminou na 15.ª e penúltima posição, com três derrotas.
A seleção lusa parecia ter consolidado a sua posição na elite do andebol europeu, mas o decréscimo de rendimento nas duas últimas presenças na fase final do Europeu deixava já antecipar a queda competitiva, que se confirmou num ‘jejum’ de 14 anos.
Portugal conquistou também o direito a disputar por três vezes o Campeonato do Mundo, a primeira das quais em 1997, no Japão, na qual alcançou também a primeira vitória, sobre o Brasil, por 26-18, que lhe valeu o 19.º lugar final, entre 24 países.
A equipa das ‘quinas’ falhou a qualificação em 1999, mas voltou a juntar-se à ‘nata’ da modalidade em 2001, em França, tendo-se imposto à República Checa (29-19) e Marrocos (30–26), seguindo para a fase seguinte, na qual foi batida pela seleção anfitriã e futura campeã, terminando no 16.º lugar.
O Mundial de 2003 foi organizado por Portugal e foi também o último em que a seleção nacional participou, tendo alcançado o melhor resultado final - 12.º -, depois de se ter imposto a Gronelândia (34-19), Qatar (31-21) e Austrália (42–20), batendo na segunda fase a Tunísia, por 27–26.
Portugal sem Gilberto Duarte, mas com ambição
A seleção portuguesa de andebol apresenta-se no campeonato da Europa de 2020 privada do seu melhor jogador, o lateral esquerdo Gilberto Duarte, mas com a ambição de ultrapassar a fase inicial, na qual defrontará dois ‘colossos’.
De regresso ao Europeu após 14 anos de ausência, Portugal ficou integrado no Grupo D, que se disputa na cidade norueguesa de Trondheim, em conjunto com a anfitriã Noruega e a França, vice-campeã mundial e medalha de bronze, respetivamente, no último Campeonato do Mundo, e a estreante Bósnia-Herzegovina.
A equipa das ‘quinas’ estreia-se na sexta-feira, frente à congénere francesa, que defrontou na ‘poule’ 6 da fase de qualificação, tendo-se imposto por concludente 33-27 em Guimarães, antes de perder em Estrasburgo, também de forma categórica, por 33-24.
De regresso ao Europeu após 14 anos de ausência, Portugal ficou integrado no Grupo D, que se disputa na cidade norueguesa de Trondheim, em conjunto com a anfitriã Noruega e a França, vice-campeã mundial e medalha de bronze, respetivamente, no último Campeonato do Mundo, e a estreante Bósnia-Herzegovina.
A equipa das ‘quinas’ estreia-se na sexta-feira, frente à congénere francesa, que defrontou na ‘poule’ 6 da fase de qualificação, tendo-se imposto por concludente 33-27 em Guimarães, antes de perder em Estrasburgo, também de forma categórica, por 33-24.
A equipa orientada pelo selecionador Paulo Pereira terminou no segundo lugar do grupo, atrás dos franceses, mas conquistou o direito de voltar ao Campeonato da Europa, que disputou pela última vez em 2006, na Suíça, tendo terminado no 15.º lugar.
Gilberto Duarte, autor de nove golos nos dois embates com os gauleses, que contribuíram para fazer do lateral esquerdo o melhor marcador luso na qualificação, com 23 tentos, lesionou-se ao serviço do Montpellier e é uma baixa, aparentemente, insubstituível.
O ponta direito António Areia, pelo contrário, recuperou de uma lesão no joelho esquerdo que o afastou durante mais de um mês da competição e integra a lista de 18 convocados, na qual o FC Porto é, por larga margem, o clube mais representado, com nove jogadores, seguido do Benfica, com três.
Portugal precisa de obter um resultado positivo com a França, antes de defrontar no domingo a Bósnia-Herzegovina, o adversário mais acessível, até porque enfrenta na última jornada a Noruega, finalista vencida no último Mundial e que deverá ser muito apoiada em Trondheim.
Em ano de qualificação para os Jogos Olímpicos Tóquio2020, as grandes potências da modalidade – entre as quais se incluem franceses e noruegueses - devem apresentar-se na máxima força, o que dificultará ainda mais o objetivo da equipa lusa de atingir a segunda fase.
Para seguir em frente no Europeu - no qual tem como melhor resultado o sétimo lugar alcançado em 2000, na Croácia -, Paulo Pereira conta com o guarda-redes Alfredo Quintana e os pivôs Alexis Borges e Daymaro Salina, naturais de Cuba e cuja naturalização elevou muito o nível competitivo da equipa das ‘quinas’.
O desempenho no Torneio Internacional de Espanha, no fim de semana passado, abriu boas perspetivas: Portugal perdeu apenas com a equipa anfitriã, por 30-25, após atingir o intervalo com um empate a 17 golos, e impôs-se à Rússia (27-25) e à Polónia (34-17), ambas também apuradas para o Euro2020.
O torneio será o primeiro a realizar-se em três países – Áustria, Noruega e Suécia – e também o primeiro alargado a 24 seleções, mais oito do que nas anteriores edições, precisamente num ano em que Portugal não necessitou dessa ‘benesse’, efetuando uma fase de qualificação quase irrepreensível.
Gilberto Duarte, autor de nove golos nos dois embates com os gauleses, que contribuíram para fazer do lateral esquerdo o melhor marcador luso na qualificação, com 23 tentos, lesionou-se ao serviço do Montpellier e é uma baixa, aparentemente, insubstituível.
O ponta direito António Areia, pelo contrário, recuperou de uma lesão no joelho esquerdo que o afastou durante mais de um mês da competição e integra a lista de 18 convocados, na qual o FC Porto é, por larga margem, o clube mais representado, com nove jogadores, seguido do Benfica, com três.
Portugal precisa de obter um resultado positivo com a França, antes de defrontar no domingo a Bósnia-Herzegovina, o adversário mais acessível, até porque enfrenta na última jornada a Noruega, finalista vencida no último Mundial e que deverá ser muito apoiada em Trondheim.
Em ano de qualificação para os Jogos Olímpicos Tóquio2020, as grandes potências da modalidade – entre as quais se incluem franceses e noruegueses - devem apresentar-se na máxima força, o que dificultará ainda mais o objetivo da equipa lusa de atingir a segunda fase.
Para seguir em frente no Europeu - no qual tem como melhor resultado o sétimo lugar alcançado em 2000, na Croácia -, Paulo Pereira conta com o guarda-redes Alfredo Quintana e os pivôs Alexis Borges e Daymaro Salina, naturais de Cuba e cuja naturalização elevou muito o nível competitivo da equipa das ‘quinas’.
O desempenho no Torneio Internacional de Espanha, no fim de semana passado, abriu boas perspetivas: Portugal perdeu apenas com a equipa anfitriã, por 30-25, após atingir o intervalo com um empate a 17 golos, e impôs-se à Rússia (27-25) e à Polónia (34-17), ambas também apuradas para o Euro2020.
O torneio será o primeiro a realizar-se em três países – Áustria, Noruega e Suécia – e também o primeiro alargado a 24 seleções, mais oito do que nas anteriores edições, precisamente num ano em que Portugal não necessitou dessa ‘benesse’, efetuando uma fase de qualificação quase irrepreensível.