Pichardo vence triplo salto na final da Liga Diamante

por Lusa
Aleksandra Szmigiel - Reuters

O português Pedro Pichardo venceu o triplo salto da final da Liga Diamante, que hoje se disputou em Zurique, com um salto de 17,70 metros, repetindo o sucesso conseguido em 2018.

O campeão olímpico do triplo encerra assim uma época excelente, arrecadando de novo um prémio monetário de 25.000 euros, além do Troféu Diamante, uma obra desenhada e produzida pelos joalheiros suíços da Beyer.

Na mesma prova, Tiago Pereira foi quinto, com 16,61, enquanto no triplo feminino Patrícia Mamona fechou a sua participação como a quarta melhor, com 14,33.

No lançamento do disco, Liliana Cá atirou a 61,92 e foi quinta. Competindo na quarta-feira, na Sechseläutenplatz, a maior praça de Zurique, Auriol Dongmo foi segunda na tabela final do lançamento do peso.

Cátia Azevedo competiu numa corrida de 400 metros fora do programa da Liga Diamante, para ser terceira na chegada à meta, em 52,42 segundos.

Pichardo não teve grande oposição, mais uma vez, e poderia ter ganhado o concurso com três dos quatro saltos que efetuou, deixando Hughes Fabrice Zango, do Burkina Faso, distante segundo, com 17,20, a meio metro exato.

O português abriu com 17,26 e depois efetuou um salto `desacertado`, a 15,94.

Prescindiu do terceiro e quarto saltos, para regressar em força de novo, com 17,27 e 17,70, sem que ninguém tivesse reagido `em condições`, entretanto.

Zango, medalhado de bronze em Tóquio2020, foi o segundo, com 17,20, e o argelino Yasser Mohamed Triki terceiro, com 17,03.

Mais ninguém superou a barreira dos 17 metros, seguindo-se na tabela o italiano Tobia Bocchi (16,71) e o português Tiago Pereira (16,61). Em sexto ficou o único norte-americano presente, Donald Scott (16,22).

Ainda mais `desequilibrada` foi a final do triplo feminino, com a venezuelana Yulimar Rojas a chegar a invulgares 15,48, contra 14,64 da jamaicana Shanieka Ricketts.

O terceiro lugar foi para outra jamaicana, Kimberly Williams (14,47), e o quarto para Patrícia Mamona, a vice-campeã olímpica (14,33). A portuguesa, que teve três nulos, fez ainda saltos a 14,23 e 14,16.

O disco feminino também consagrou uma das campeãs de Tóquio, a norte-americana Valarie Allman, com 69,20, derrotando a croata Sandra Perkovic (67,22) e as cubanas Yaime Perez, bronze nos Jogos Olímpicos (64,83) e Denia Caballero (62,21).

A recordista nacional, Liliana Cá, esteve muito regular, com três registo para lá dos 60 metros e outros tantos nulos. Nos lançamentos que marcou, conseguiu 61,92 como melhor, além de 60,64 e 60,55.

Em corrida que não fazia parte do programa oficial da final da Liga Diamante, Cátia Azevedo foi terceira nos 400 metros, em 52,42 segundos, atrás da norueguesa Amalie Iuel (51,64) e da alemã Corinna Schwab (51,69).

Na corrida da Liga Diamante, a vencedora foi a norte-americana Quanara Hayes (49,88), com a dominicana Marileidy Paulino a ficar em segundo (49,96) e Sada Williams, dos Barbados, a ser terceira (50,24).

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