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Isaac Nader vice-campeão do mundo dos 1.500 metros

Isaac Nader vice-campeão do mundo dos 1.500 metros

O português Isaac Nader sagrou-se vice-campeão do mundo dos 1.500 metros em pista curta, em Torun, na Polónia, atrás do espanhol Mariano García, após a conquista do título ao ar livre em Tóquio2025.

RTP /
Foto: Aleksandra Szmigiel - Reuters

O algarvio, de 26 anos, detentor da melhor marca da temporada entre os finalistas, com 03.32,44 minutos, terminou no segundo lugar, em 03.40,06, atrás de Garcia, campeão mundial dos 800 metros em Belgrado2022 (03.39,63), enquanto o australiano Adam Spencer terminou no terceiro posto (03.40,26).

Isaac Nader, que este ano já bateu os recordes nacionais dos 800, 1.500 e 3.000 metros, conquistou a terceira medalha nacional na distância em pista curta, depois da vitória de Rui Silva, em Lisboa2001 e da do bronze de Mário Silva, em Sevilha1991.

"Dois ou três erros que se pagam caro"

O campeão do mundo ao ar livre melhorou os dois quartos lugares nas duas edições anteriores, assegurando a prata, com o tempo de 03.40,06 minutos, a 43 centésimos de segundo do vencedor (03.39,63), sem que o deixasse inteiramente satisfeito.

“Acho que neste momento não é fácil ganhar-me, mas a minha estratégia não era, realmente, o que acabou por acontecer e, a este nível, há alguns erros, dois ou três, que se pagam caro no final”, admitiu o algarvio.

Isaac Nader seguiu atrás de García, sem nunca ultrapassar o campeão do mundo dos 800 metros em Belgrado2022, admitindo que podia ter uma ponta final mais rápida do que o agora campeão.

“Mas eu sabia que, se não entrasse à frente, provavelmente ia ter problemas”, resumiu o meio-fundista do Benfica, descrevendo a impossibilidade de ultrapassar García na reta da meta, tal como fez para arrebatar o ouro ao ar livre em Tóquio2025.

Nesta disputa, o australiano Adam Spencer aproximou-se, para terminar terminou no terceiro posto, muito perto do português, com o tempo de 03.40,26.

“Se calhar, não ganhava na mesma. Mas, em corridas muito lentas torna-se difícil chegar à frente”, referiu o algarvio, na zona mista da Arena Torun.

Depois de bater este ano os recordes nacionais dos 800, 1.500 e 3.000 metros, Isaac Nader, que detinha a melhor marca da temporada entre os finalistas, com 03.32,44 minutos, ambicionava um desfecho diferente.

“Se calhar, o espanhol ganhou porque fiz a corrida mais limpa. Eu sabia que quem entrasse à frente acabaria por ganhar. Não devia ter corrido atrás, mas acho que fui eu, o espanhol e os outros todos. Sabia que ia lutar por uma medalha, a menos que acontecesse um grande, grande erro, mas, lá está, eu vim para ganhar, não vim para fazer outra coisa”, vincou.

Mesmo assim, Isaac Nader conquistou apenas a terceira medalha nacional na distância em Mundiais em pista curta, depois da vitória de Rui Silva, em Lisboa2001 e da do bronze de Mário Silva, em Sevilha1991.

O meio-fundista do Benfica assegurou a segunda medalha lusa em Torun2026, a sexta de prata, num total de 19 ‘metais’.

"Agora, vou tentar dois meses o mais tranquilos possíveis para, depois competir durante o mês de junho, pouco, mas acertadamente, porque quero ir [aos Europeus ao ar livre] Birmingham bem e disputar a final da Liga de Diamante e, para isso, é preciso qualificar-me", concluiu.

(Com Lusa)
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