Benfica
FC Porto
Jornada principal
Quaisquer aspirações do Benfica ao título de campeão nacional passam obrigatoriamente por uma vitória no domingo sobre o FC Porto, que, por sua vez, já esteve mais confortável na liderança da I Liga e enfrenta riscos sérios se perder o clássico da 25.ª jornada que se vai disputar no estádio da Luz. Fim-de-semana de suma importância igualmente para o Sporting, que se desloca a Braga para outro clássico do futebol português que poderá influenciar grandemente a ponta final do campeonato.
Apesar de ser a única equipa invicta no campeonato, o Benfica segue no terceiro lugar, a sete pontos de distância dos ‘dragões’, e só conseguirá tornar o atraso sustentável se não esbanjar a última oportunidade de se impor ao rival portuense, no jogo de domingo, no Estádio da Luz, com início às 18:00.
O FC Porto está longe do fulgor da primeira volta, na qual apenas o Benfica lhe travou a cavalgada triunfal ao empatar 0-0 no Estádio do Dragão, mas desloca-se a Lisboa com a certeza de que deixará a capital portuguesa no topo da I Liga, mesmo que seja derrotado, pois dispõe de quatro pontos de vantagem sobre o Sporting, segundo classificado.
O bicampeão nacional acompanhará o clássico com atenção redobrada, mas a disposição com que o fará depende do que acontecer na véspera, na visita dos leões a Braga, para o outro clássico da jornada. Em caso de vitória leonina na cidade dos arcebispos, um eventual desaire do FC Porto na Luz deixa a equipa de Rui Borges a um escasso ponto do primeiro lugar, isto num momento de grande tensão entre os dois clubes.
O jogo de terça-feira no Estádio José Alvalade entre ‘leões’ e ‘dragões’, da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, terminou com a vitória do Sporting por 1-0 e acusações graves de ambos os presidentes, deixando também marcas para o jogo de domingo, devido à lesão do influente defesa polaco Jan Bednarek.
O central, que sofreu um traumatismo na grade costal, é um dos maiores responsáveis pelo facto de o FC Porto apresentar a melhor defesa da I Liga, com oito golos sofridos em 24 jogos, tendo sido ainda o marcador do tento com que os ‘azuis e brancos’ derrotaram o Benfica em janeiro, por 1-0, nos quartos de final da Taça de Portugal.
A possível ausência de Bednarek poderá ser compensada pelo regresso do central brasileiro Thiago Silva, mas o treinador italiano Francesco Farioli continua a deparar-se com muita dificuldade para encontrar um substituto à altura do avançado espanhol Samu, o seu melhor marcador, que se lesionou com gravidade e vai falhar o resto da época 2025/26.
Do lado benfiquista, a principal preocupação de José Mourinho parece ser a lesão do médio norueguês Fredrik Aursnes, numa semana aparentemente tranquila, após o turbilhão que viveu durante o play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões com o Real Madrid, na sequência da acusação de racismo feita pelo brasileiro Vinícius Júnior a Gianluca Prestianni, que motivou a abertura de um processo disciplinar pela UEFA e a suspensão provisória ao argentino.
Rafa Silva parece confirmar-se como um reforço, mas, perante a solidez defensiva do próximo adversário, o treinador do Benfica precisa que Vangelis Pavlidis justifique a razão pela qual é o segundo melhor marcador da competição, com 20 golos, mesmo sem esperar que o grego possa repetir o ‘hat-trick’ obtido na temporada passada no Estádio do Dragão.
O clássico encontra o Benfica na fase mais produtiva da época, ainda que a série de quatro vitórias seguidas constitua um registo espartano à entrada para a 25.ª jornada e seja revelador da irregularidade dos ‘encarnados’, contrastando com o máximo de 11 triunfos consecutivos (quase o triplo) alcançado pelos portuenses.
O encontro entre Benfica e FC Porto será arbitrado por João Pinheiro, da Associação de Futebol de Braga, que se prepara para dirigir o 19.º confronto na carreira entre grandes do futebol português e o sexto entre ‘águias’ e ‘dragões’, mas apenas o primeiro na presente temporada.
Dragões lideram histórico
O FC Porto tem um saldo positivo de dez vitórias nos 259 duelos futebolísticos com o Benfica, sendo que voltou aos dois dígitos de avanço depois do triunfo caseiro nos ‘quartos’ da Taça de Portugal.
Em 14 de janeiro, no Dragão, um golo solitário do central polaco Bednarek, logo aos 15 minutos, selou o 103.º triunfo dos portistas, contra 93 dos ‘encarnados’, que lideram nos golos (298-375). Os empates são 63.
Com esta vitória, os ‘azuis e brancos’ colocaram um ponto final numa série de três jogos sem ganhar, pois tinha-se registado um empate (0-0) também no Dragão, para o campeonato, e dois impactantes triunfos do Benfica por 4-1 em 2024/25.
No total dos 259 jogos, para a I Liga, Taça de Portugal, Taça da Liga, Supertaça e Campeonato de Portugal, desde 1931, os ‘dragões’ estão por cima e, na terceira década do século XXI, desde 2020/21, também é o FC Porto que manda, com sete triunfos, contra cinco dos ‘encarnados’.
Os portistas já tinham dominado a segunda década do século XXI (15 triunfos contra sete), para assumir o comando do histórico, sendo que, desde 1980/81, contabilizam mais 24 vitórias (64 contra 40), frente a um Benfica que fechou a década de 70 do século passado com mais 14 (53 contra 39).
As ‘águias’ não ‘mandam’ numa década precisamente desde os anos 70, quando somaram mais cinco triunfos (11 contra seis, em 23 jogos), repetindo os anos 40 (14-6, em 22) e 60 (12-7, em 28).
No que respeita ao campeonato, o FC Porto tem ainda uma vantagem maior, pois soma mais 11 triunfos (72 contra 61), num duelo com 50 empates em que o Benfica manda nos golos (281-269).
O clássico, que teve o seu primeiro capítulo há mais de 94 anos, mais precisamente em 28 de junho de 1931, com um 3-0 do Benfica no Campo do Arnado, ostenta um benfiquista como melhor marcador, o ‘rei’ Eusébio, autor de 25 golos.
Domingo, no estádio da Luz, a partir das 18:00, será escrito um novo capítulo nesta longa história.
(Com Lusa)
O FC Porto está longe do fulgor da primeira volta, na qual apenas o Benfica lhe travou a cavalgada triunfal ao empatar 0-0 no Estádio do Dragão, mas desloca-se a Lisboa com a certeza de que deixará a capital portuguesa no topo da I Liga, mesmo que seja derrotado, pois dispõe de quatro pontos de vantagem sobre o Sporting, segundo classificado.
O bicampeão nacional acompanhará o clássico com atenção redobrada, mas a disposição com que o fará depende do que acontecer na véspera, na visita dos leões a Braga, para o outro clássico da jornada. Em caso de vitória leonina na cidade dos arcebispos, um eventual desaire do FC Porto na Luz deixa a equipa de Rui Borges a um escasso ponto do primeiro lugar, isto num momento de grande tensão entre os dois clubes.
O jogo de terça-feira no Estádio José Alvalade entre ‘leões’ e ‘dragões’, da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, terminou com a vitória do Sporting por 1-0 e acusações graves de ambos os presidentes, deixando também marcas para o jogo de domingo, devido à lesão do influente defesa polaco Jan Bednarek.
O central, que sofreu um traumatismo na grade costal, é um dos maiores responsáveis pelo facto de o FC Porto apresentar a melhor defesa da I Liga, com oito golos sofridos em 24 jogos, tendo sido ainda o marcador do tento com que os ‘azuis e brancos’ derrotaram o Benfica em janeiro, por 1-0, nos quartos de final da Taça de Portugal.
A possível ausência de Bednarek poderá ser compensada pelo regresso do central brasileiro Thiago Silva, mas o treinador italiano Francesco Farioli continua a deparar-se com muita dificuldade para encontrar um substituto à altura do avançado espanhol Samu, o seu melhor marcador, que se lesionou com gravidade e vai falhar o resto da época 2025/26.
Do lado benfiquista, a principal preocupação de José Mourinho parece ser a lesão do médio norueguês Fredrik Aursnes, numa semana aparentemente tranquila, após o turbilhão que viveu durante o play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões com o Real Madrid, na sequência da acusação de racismo feita pelo brasileiro Vinícius Júnior a Gianluca Prestianni, que motivou a abertura de um processo disciplinar pela UEFA e a suspensão provisória ao argentino.
Rafa Silva parece confirmar-se como um reforço, mas, perante a solidez defensiva do próximo adversário, o treinador do Benfica precisa que Vangelis Pavlidis justifique a razão pela qual é o segundo melhor marcador da competição, com 20 golos, mesmo sem esperar que o grego possa repetir o ‘hat-trick’ obtido na temporada passada no Estádio do Dragão.
O clássico encontra o Benfica na fase mais produtiva da época, ainda que a série de quatro vitórias seguidas constitua um registo espartano à entrada para a 25.ª jornada e seja revelador da irregularidade dos ‘encarnados’, contrastando com o máximo de 11 triunfos consecutivos (quase o triplo) alcançado pelos portuenses.
O encontro entre Benfica e FC Porto será arbitrado por João Pinheiro, da Associação de Futebol de Braga, que se prepara para dirigir o 19.º confronto na carreira entre grandes do futebol português e o sexto entre ‘águias’ e ‘dragões’, mas apenas o primeiro na presente temporada.
Dragões lideram histórico
O FC Porto tem um saldo positivo de dez vitórias nos 259 duelos futebolísticos com o Benfica, sendo que voltou aos dois dígitos de avanço depois do triunfo caseiro nos ‘quartos’ da Taça de Portugal.
Em 14 de janeiro, no Dragão, um golo solitário do central polaco Bednarek, logo aos 15 minutos, selou o 103.º triunfo dos portistas, contra 93 dos ‘encarnados’, que lideram nos golos (298-375). Os empates são 63.
Com esta vitória, os ‘azuis e brancos’ colocaram um ponto final numa série de três jogos sem ganhar, pois tinha-se registado um empate (0-0) também no Dragão, para o campeonato, e dois impactantes triunfos do Benfica por 4-1 em 2024/25.
No total dos 259 jogos, para a I Liga, Taça de Portugal, Taça da Liga, Supertaça e Campeonato de Portugal, desde 1931, os ‘dragões’ estão por cima e, na terceira década do século XXI, desde 2020/21, também é o FC Porto que manda, com sete triunfos, contra cinco dos ‘encarnados’.
Os portistas já tinham dominado a segunda década do século XXI (15 triunfos contra sete), para assumir o comando do histórico, sendo que, desde 1980/81, contabilizam mais 24 vitórias (64 contra 40), frente a um Benfica que fechou a década de 70 do século passado com mais 14 (53 contra 39).
As ‘águias’ não ‘mandam’ numa década precisamente desde os anos 70, quando somaram mais cinco triunfos (11 contra seis, em 23 jogos), repetindo os anos 40 (14-6, em 22) e 60 (12-7, em 28).
No que respeita ao campeonato, o FC Porto tem ainda uma vantagem maior, pois soma mais 11 triunfos (72 contra 61), num duelo com 50 empates em que o Benfica manda nos golos (281-269).
O clássico, que teve o seu primeiro capítulo há mais de 94 anos, mais precisamente em 28 de junho de 1931, com um 3-0 do Benfica no Campo do Arnado, ostenta um benfiquista como melhor marcador, o ‘rei’ Eusébio, autor de 25 golos.
Domingo, no estádio da Luz, a partir das 18:00, será escrito um novo capítulo nesta longa história.
(Com Lusa)