Marco Silva: "Jogar à porta fechada não resolve problemas"

Marco Silva: "Jogar à porta fechada não resolve problemas"

O treinador do Benfica, Marco Silva, advertiu que jogar à porta fechada não resolve os problemas do futebol e admitiu que a força da equipa “será diferente” frente ao Académico de Viseu.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Lusa

“Não sou a pessoa indicada para falar, mas retirar 65 ou 60 mil pessoas de um estádio de futebol, se acharmos que é assim que vamos resolver problemas, estamos completamente enganados”, atirou o técnico dos ‘encarnados’, no Seixal, em conferência de imprensa de antevisão do encontro com o Académico de Viseu.

O Benfica recebe os beirões no domingo, em partida da primeira jornada da I Liga portuguesa de futebol com início previsto para as 20:30, no Estádio da Luz, que será disputada à porta fechada por decisão da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD).

O clube da Luz foi sancionado devido à utilização de artefactos pirotécnicos por parte de adeptos em cinco partidas em 2022/23, condenação confirmada no início de julho pelo Tribunal da Relação.

Mas, para Marco Silva, “só faz sentido jogar futebol se estiverem adeptos” nas bancadas.

“Acho que temos muitos bons exemplos na Europa de como contrariar algumas coisas que não são boas. E, se não são boas, há que atuar diretamente e não é a interditar um [estádio] ou não permitindo que os adeptos estejam no estádio e [permitindo] que um jogo seja à porta fechada que vai resolver o que quer que seja”, insistiu o treinador ex-Fulham.

Segundo o técnico, até para o Académico de Viseu “seria muito bom” voltar à I Liga “após mais de 30 anos” podendo jogar “no Estádio da Luz, com um ambiente de futebol a sério”, apesar de perceberem que a ausência de adeptos “pode equilibrar um pouco mais a balança”.

“É óbvio que uma das grandes forças, para não dizer a maior força, de um clube como o Benfica é a sua massa adepta e o apoio que tem. Quando nos retiram isso, naturalmente, a força será diferente”, admitiu Marco Silva.

O Benfica recebe o Académico de Viseu no domingo, em encontro da primeira jornada da I Liga com início previsto para as 20:30, no Estádio da Luz, em Lisboa, e arbitragem de David Rafael Silva (AF Porto).

Trubin "sem desconforto"

“Não vejo nenhum desconforto no Trubin. Vem treinar todos os dias com a seriedade que tem de colocar, é um jogador que tem, características muito próprias na sua personalidade, mas não vi absolutamente nenhuma diferença do Trubin da semana passada ou do pós-jogo de quinta-feira”, garantiu atirou o técnico ‘encarnado’.

O ‘guardião’ ucraniano, de 25 anos, foi o habitual titular do clube da Luz nas últimas três temporadas, mas foi relegado para o banco de suplentes por Samuel Soares, na quinta-feira, na vitória sobre os escoceses do Hearts (6-1), da 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa.

Um decisão “técnica” que Marco Silva assumiu ter sido da sua responsabilidade, mas sem adiantar se a manterá no domingo, na receção ao Académico de Viseu.

“É uma decisão minha, é uma decisão técnica. Se eu a tomei na quinta-feira, foi porque a decidi tomar desta forma. Vamos ver qual será a decisão para amanhã”, comentou.

Certo é que o guarda-redes português, formado no Seixal, integra a hierarquia de capitães do plantel ‘encarnado’, liderada, a partir desta época, por Fredrik Aursnes, onde até subiu duas posições após as saídas de Otamendi e António Silva.

“Está definido o grupo de capitães. É o Fredrik [Aursnes], primeiro, Tomás Araújo, segundo, Samuel [Soares], Lenglet e Leandro Barreiro”, revelou o ex-treinador do Fulham.

Também certo, segundo Marco Silva, é que a decisão de relegar Trubin para o banco de suplentes não tem a ver com uma possível transferência do ‘guardião’.

“Não tomo decisões a pensar no mercado. Enquanto são jogadores do Benfica, e os jogadores que estarão na convocatória para amanhã são jogadores do Benfica, têm vindo a trabalhar e estão completamente integrados naquilo que é o nosso desafio para a época que se inicia”, vincou.

Ainda sobre o mercado, e sem referir o nome de João Palhinha, mas respondendo a uma pergunta sobre se os ‘encarnados’ estão dispostos a esperar até ao fim do mercado para contratar o jogador do Bayern Munique, Silva lembrou que “enquanto [o mercado de transferências] estiver aberto, poderão acontecer entradas e saídas”.

“Não vou individualizar num jogador ou no outro, mas temos vindo a dizer, e não vou escondê-lo, que enquanto o mercado estiver aberto essas possibilidades estarão em cima da mesa. O nosso objetivo é sempre tentar melhorar a nossa equipa e se o pudermos fazer, iremos fazer”, apontou.

(Com Lusa)
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