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Suspenso julgamento do processo movido pela Britalar

A segunda sessão de julgamento do processo cível movido pela empresa Britalar contra o Benfica foi desmarcada esta tarde, depois de as duas partes terem apresentado requerimento de suspensão por um período de 30 dias.

RTP /
A Britalar reclama mais 1,6 milhões de euros em obras no Centro de Estágio do Seixal

O presidente demissionário do Benfica, Luís Filipe Vieira, estava notificado para comparecer esta quinta-feira no julgamento na 13ª Vara do Tribunal Cível de Lisboa.

Porém, o juiz do processo, Nuno Salpico, deferiu o pedido de suspensão, visando um eventual acordo entre a Britalar, que reclama 1,6 milhões de euros por alegadas obras adicionais não contratualizadas na construção do Centro de Estágio do Benfica.

Se a Britalar, empresa de António Salvador, presidente do Sporting de Braga, e o Benfica não chegarem a acordo no decorrer dos 30 dias subsequentes, o juiz terá de voltar a marcar outras sessões de julgamento, quando já tinham sido programadas audiências para esta quinta-feira, 26 de Junho e 2 de Julho, esta última preenchida também com as alegações finais.

Na acção interposta pela Britalar está em causa a construção do Centro de Estágio do Benfica, no Seixal, uma obra que foi inicialmente orçada em 12,96 milhões de euros, em meados de 2004, e renegociada mais tarde em mais 2,5 milhões de euros, como salientou António Salvador no seu depoimento na primeira sessão.

O empresário disse que, em Janeiro de 2005, o Benfica apresentou mais projectos de especialidade para o Centro de Estágio, sem que tenha especificado quais, e que a empresa comunicou ao clube que a empreitada teria de ser adjudicada por mais três milhões de euros.

Já com as obras em curso, em Fevereiro desse ano, António Salvador afirmou ter voltado a reunir-se com Luís Filipe Vieira e o então vice-presidente para o património Mário Dias. Ambos disseram que essa verba adicional seria acordada num jantar.

Nesse encontro, ficou acordado entre as partes que o valor seria reduzido de três para 2,5 milhões de euros, tendo esse acordo sido reduzido a contrato "quase dois meses depois", como vincou António Salvador.

No entanto, a Britalar reclama mais 1,6 milhões em obras alegadamente executadas e que não estavam previstas no contrato de empreitada, enquanto que o Benfica entende não haver lugar para pagamentos adicionais.

Lusa
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