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Daniela Reis é a única portuguesa nos Mundiais de ciclismo
Daniela Reis pôs fim a quatro anos sem representação feminina na seleção portuguesa nos Mundiais de ciclismo e espera agora que o seu exemplo quebre definitivamente a sua solidão como única mulher em Ponferrada2014.
A história da paixão de Daniela Reis pelo ciclismo será, porventura, igual à de tantas outras miúdas: “Eu andava de bicicleta com o meu pai e os amigos e eles disseram que eu tinha jeito. Depois, até foi o diretor desportivo da equipa do ACD Milharado que me convidou a integrar a equipa e eu pensei “ok, vamos experimentar. E foi assim”.
A discreta, mas sorridente ciclista tinha então 16 anos e, a partir daí, nunca mais parou. Dedicada ao ciclismo “desde há cinco anos”, a “miúda” de Sobral de Monte Agraço tem nestes Mundiais o seu teste de fogo, o da apresentação ao pelotão internacional, um momento que faz esquecer meses e meses de sacrifícios.
“Na altura (que começou) não era difícil, eu andava a estudar. Entretanto, comecei a trabalhar e aí começaram os problemas. Tempo para treinar não havia, era pouco, era à noite e, às vezes, de manhã antes de ir para o trabalho. Fui tentando conciliar as coisas. Entretanto evoluí. No primeiro ano de sub-23 andei à procura do ritmo, mas foi tudo encaminhado”, contou à agência Lusa.
Esse “tudo” não conta toda a verdade, aquela que a obrigou, há três meses, a despedir-se da pastelaria onde trabalhava, de modo a preparar-se para as provas nas quais vai estar presente no campeonato do Mundo espanhol: o contrarrelógio de terça-feira e a prova de fundo de sábado.
Por isso, a corredora da Acreditar-AC Malveira não tem problemas em assumir que “em Portugal é difícil uma mulher dedicar-se ao ciclismo, em Portugal é para começar”, uma realidade que pretender combater com o objetivo de ir para o estrangeiro.
E nenhum lugar é melhor montra para esse propósito do que Ponferrada2014: “É sempre bom estar na seleção, mesmo em júnior já tinha cá vindo, mas agora é diferente. O ritmo é outro, vou correr contra elites, as equipas melhores do mundo... vamos ver. Estou um bocadinho nervosa e, à medida que os dias vão passando, cada vez mais. Mas é só mais uma experiência”.
Sem expectativas quanto aos resultados finais, Daniela Reis reconheceu que a experiência deste ano é “criar pontos de referência para o próximo ano” e “conhecer melhor as adversárias”.
No entanto, a estadia da ciclista tem um pequeno senão. “Eu sinto-me sozinha no meio deles. Eles são muito porreiros, o pessoal todo – sub-23, juniores -, mas depois chega a corrida e penso ‘estou aqui sozinha’. Gostava que viessem mais (mulheres)”, confessou à Lusa.
Daniela Silva espera que o seu caso sirva de exemplo a mais mulheres, que tenham agora mais força para tentar uma carreira no ciclismo.
“Às vezes, no Facebook, miúdas, cadetes e mais novas, dizem-me ‘quando for grande também quero ir aí, também quero estar na seleção’. Dizem ‘força, nunca desistas’. É esse o objetivo. Eu não vou estar cá sempre, não é? Temos de ter alguém que me substitua”, concluiu.
A discreta, mas sorridente ciclista tinha então 16 anos e, a partir daí, nunca mais parou. Dedicada ao ciclismo “desde há cinco anos”, a “miúda” de Sobral de Monte Agraço tem nestes Mundiais o seu teste de fogo, o da apresentação ao pelotão internacional, um momento que faz esquecer meses e meses de sacrifícios.
“Na altura (que começou) não era difícil, eu andava a estudar. Entretanto, comecei a trabalhar e aí começaram os problemas. Tempo para treinar não havia, era pouco, era à noite e, às vezes, de manhã antes de ir para o trabalho. Fui tentando conciliar as coisas. Entretanto evoluí. No primeiro ano de sub-23 andei à procura do ritmo, mas foi tudo encaminhado”, contou à agência Lusa.
Esse “tudo” não conta toda a verdade, aquela que a obrigou, há três meses, a despedir-se da pastelaria onde trabalhava, de modo a preparar-se para as provas nas quais vai estar presente no campeonato do Mundo espanhol: o contrarrelógio de terça-feira e a prova de fundo de sábado.
Por isso, a corredora da Acreditar-AC Malveira não tem problemas em assumir que “em Portugal é difícil uma mulher dedicar-se ao ciclismo, em Portugal é para começar”, uma realidade que pretender combater com o objetivo de ir para o estrangeiro.
E nenhum lugar é melhor montra para esse propósito do que Ponferrada2014: “É sempre bom estar na seleção, mesmo em júnior já tinha cá vindo, mas agora é diferente. O ritmo é outro, vou correr contra elites, as equipas melhores do mundo... vamos ver. Estou um bocadinho nervosa e, à medida que os dias vão passando, cada vez mais. Mas é só mais uma experiência”.
Sem expectativas quanto aos resultados finais, Daniela Reis reconheceu que a experiência deste ano é “criar pontos de referência para o próximo ano” e “conhecer melhor as adversárias”.
No entanto, a estadia da ciclista tem um pequeno senão. “Eu sinto-me sozinha no meio deles. Eles são muito porreiros, o pessoal todo – sub-23, juniores -, mas depois chega a corrida e penso ‘estou aqui sozinha’. Gostava que viessem mais (mulheres)”, confessou à Lusa.
Daniela Silva espera que o seu caso sirva de exemplo a mais mulheres, que tenham agora mais força para tentar uma carreira no ciclismo.
“Às vezes, no Facebook, miúdas, cadetes e mais novas, dizem-me ‘quando for grande também quero ir aí, também quero estar na seleção’. Dizem ‘força, nunca desistas’. É esse o objetivo. Eu não vou estar cá sempre, não é? Temos de ter alguém que me substitua”, concluiu.