Eulálio destronado da liderança por Vingegaard que ganhou a 14.ª etapa
O ciclista português Afonso Eulálio (Bahrain Victorious) perdeu a `maglia rosa` da Volta a Itália para o dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), o vencedor da 14.ª etapa, caindo para a segunda posição na geral.
Na sua estreia no Giro, Vingegaard somou a terceira vitória de etapa na 109.ª edição da `corsa rosa` ao coroar em solitário o alto de Pila, após os 133 quilómetros desde Aosta, com o tempo de 03:53.01 horas, deixando o austríaco Felix Gall (Decathlon) na segunda posição, a 49 segundos, com o australiano Jai Hindley (Red Bull-BORA-hansgrohe) a ser terceiro, a 58.
Eulálio cedeu a uns 10 quilómetros do alto da contagem de primeira categoria que coincidia com a meta, perdendo 02.49 minutos para o líder da Visma-Lease a Bike, e desceu à vice-liderança da geral, a 02.26 de Vingegaard, que tem Gall, o terceiro classificado, a 02.50.
O português da Bahrain Victorious, de 24 anos, vestiu a `maglia rosa` após a quinta etapa, na qual foi segundo após integrar a fuga do dia, e tornou-se no segundo ciclista português que mais tempo liderou o Giro, apenas batido por João Almeida, que passou 15 dias como primeiro da geral em 2020.
No domingo, o pelotão cumpre 157 quilómetros entre Voghera e Milão, numa 15.ª etapa vocacionada para sprinters.
Giro: A camisola branca e o top 10 final são os novos objetivos de Eulálio
O ciclista Afonso Eulálio prometeu que vai lutar pela camisola branca e pelo top 10 na 109.ª Volta a Itália, após perder a ‘maglia rosa’ para o dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) à 14.ª etapa.
“Estávamos à espera disto. O Jonas é o Jonas, ontem [sexta-feira] já tinha dito que ele queria esta etapa e limitei-me a lutar até à meta”, resignou-se o português de 24 anos.
Líder desde a quinta etapa, Afonso Eulálio (Bahrain Victorious) foi hoje destronado por Vingegaard, após descolar do grupo de favoritos a cerca de 10 quilómetros do alto de Pila, sendo 15.º na jornada, a 02.49 minutos do dinamarquês da Visma-Lease a Bike, que completou os 133 quilómetros desde Aosta em 03:53.01 horas.
“Foi bastante difícil. Descolei cedo, mas os meus colegas confiaram em mim hoje, na última semana, nos últimos 10 dias, e só tinha de continuar a lutar até ao final da etapa, para oferecer algo à minha equipa”, assumiu o figueirense, na ‘flash interview’.
Ainda assim, e com a ajuda do experiente companheiro Damiano Caruso, Eulálio conseguiu minimizar as perdas e salvar o segundo lugar da geral, no final de uma etapa em que acredita que teve um resultado “bom”, uma vez que não gosta “muito de subidas longas”.
Atual vice-líder da geral do 109.º Giro, a 02.26 minutos de Vingegaard, o português reconheceu que agora tentará lutar pela camisola branca, símbolo do melhor jovem, que ainda enverga, “e também pelo top 10, se tiver boas pernas”.
“Falta uma semana. Penso que vou sofrer mais nos próximos dias. Acredito que amanhã [domingo] é uma etapa mais fácil e no dia seguinte descanso, desta vez sem bicicleta de contrarrelógio e sem preparar o ‘crono’. Espero que possa ter uma boa volta descontraída e um dia fácil”, antecipou.
Na última segunda-feira, Eulálio passou o segundo dia de descanso desta Volta a Itália vestido de rosa, tendo uma jornada preenchida a preparar o contrarrelógio, no qual manteve a ‘maglia’ contra todas as expectativas, e a falar com a imprensa.
Agora, aguarda pelo derradeiro dia de descanso, que se seguirá à 15.ª etapa, que no domingo liga Voghera e Milão ao longo de 157 quilómetros e é vocacionada para sprinters.
A 109.ª Volta a Itália termina em 31 de maio, em Roma.