Ciclismo
Roglic demonstrou ter mais uma vida para ser campeão europeu de contrarrelógio
A correr em casa, o ciclista esloveno, que completa 37 anos em 29 de outubro, conquistou pela primeira vez um título europeu.
O veterano Primoz Roglic conquistou esta quarta-feira surpreendentemente o título de campeão europeu de contrarrelógio, com o ciclista esloveno a dar uma alegria ao público local ao vencer um exercício em que Nelson Oliveira foi 15.º.
Embora muitos teimem em antecipar o seu ‘fim’, ‘Rogla’ demonstrou hoje novamente ter incontáveis ‘vidas’ no ciclismo, coroando-se campeão continental de contrarrelógio ao percorrer os 22,1 quilómetros com início e final em Sencur, na ‘sua’ Eslovénia, em 28.16 minutos.
A correr em casa, o ciclista esloveno, que completa 37 anos em 29 de outubro, conquistou pela primeira vez um título europeu, superiorizando-se aos franceses Bruno Armirail, segundo, a seis segundos, e Maxime Decomble, que fechou o pódio, a 28.
Vice-campeão da última Vuelta, prova na qual é recordista de vitórias a par de Roberto Heras, com quatro, Roglic recuperou hoje as suas credenciais de contrarrelogista, que lhe valeram o título olímpico em Tóquio2020, tornando-se no mais velho a vestir a camisola das estrelas.
“É lindo. Claro que [este triunfo] é para mim, mas penso que também é para todos os que estiveram aqui estes dias, todos aqueles que tornaram estes Europeus possíveis”, declarou.
O também vencedor do Giro2023 revelou ter ficado sem rádio logos nos primeiros quilómetros: “Estava completamente perdido. Fi-lo [o contrarrelógio] apenas baseado no meu feeling”, completou o ciclista, que ainda não tem contrato anunciado para a próxima época.
As sensações ‘bastaram’ a Roglic para ser campeão europeu, numa prova em que o suíço Stefan Küng, que foi quinto, desiludiu como nos Mundiais, e Nelson Oliveira foi o melhor dos portugueses, no 15.º lugar, com Tiago Antunes a ser 20.º.
O campeão mediterrânico até ultrapassou dois ciclistas para estabelecer o melhor tempo no primeiro ponto intermédio, uma ‘proeza’ que repetiria quando cruzou a meta.
No entanto, o também vice-campeão da prova de fundo de Taranto2026 acabaria na 20.ª posição, a 1.27 minutos do vencedor.
No sentido contrário, o duas vezes diplomado olímpico Nelson Oliveira foi de menos a mais, finalizando o seu exercício na oitava posição, um resultado que seria ‘corrigido’ para o 15.º posto na classificação final, a 1.07 de Roglic.
Antes de ‘Rogla’ se sagrar campeão europeu, já Marlen Reusser se tinha tornado recordista de títulos continentais da vertente feminina, ao cumprir os 22,1 quilómetros em Sencur em 31.30 minutos.
Pouco mais de duas semanas depois de tornar-se bicampeã mundial, a suíça de 35 anos somou o seu quinto título europeu, depois dos alcançados em 2021, 2022, 2023 e 2025, batendo Demi Vollering, a recém-coroada campeã mundial e europeia de fundo.
A neerlandesa, também vencedora do Tour e do Giro este ano, foi segunda, a 23 segundos, com a francesa Juliette Berthet a ser terceira, a 1.10 minutos.
Beatriz Roxo foi a única portuguesa a disputar o ‘crono’ de elites, sendo 23.ª e penúltima classificada, a 7.59 minutos de Reusser.
Também no contrarrelógio de sub-23, as nacionais Raquel Dias e Emília Baía ficaram bem longe dos primeiros lugares: a primeira foi 24.ª classificada, a 6.55 minutos da vencedora, a neerlandesa Nienke Vinke, e a segunda foi 26.ª, a 8.30.
Numa prova em que alinharam 28 corredoras, Vinke cumpriu os 22,1 quilómetros em 32.26 minutos, deixando a compatriota Megan Arens a 36 segundos. A eslovaca Viktória Chladonova fechou o pódio, a 42.
Ao início da manhã, na categoria de juniores, Benjamín Noval juntou o título continental de contrarrelógio ao conquistado nos Mundiais de Montreal, de onde saiu bicampeão ao chegar também ao arco-íris na prova de fundo.
O espanhol completou o ‘crono’ em 29.46 minutos, desempatando nas centésimas com o dinamarquês Malthe Risbjerg, que ficou com a prata, enquanto o belga Vic De Smet foi bronze, a sete segundos.
Entre os portugueses, Gonçalo Costa foi o melhor, na 21.ª posição, a 1.38 minutos, com Afonso Falcão a ficar-se pelo 43.º lugar, a 3.49.
Os Europeus de ciclismo de estrada decorreram na Eslovénia, na região de Ljubljana, entre sexta-feira e hoje.
Embora muitos teimem em antecipar o seu ‘fim’, ‘Rogla’ demonstrou hoje novamente ter incontáveis ‘vidas’ no ciclismo, coroando-se campeão continental de contrarrelógio ao percorrer os 22,1 quilómetros com início e final em Sencur, na ‘sua’ Eslovénia, em 28.16 minutos.
A correr em casa, o ciclista esloveno, que completa 37 anos em 29 de outubro, conquistou pela primeira vez um título europeu, superiorizando-se aos franceses Bruno Armirail, segundo, a seis segundos, e Maxime Decomble, que fechou o pódio, a 28.
Vice-campeão da última Vuelta, prova na qual é recordista de vitórias a par de Roberto Heras, com quatro, Roglic recuperou hoje as suas credenciais de contrarrelogista, que lhe valeram o título olímpico em Tóquio2020, tornando-se no mais velho a vestir a camisola das estrelas.
“É lindo. Claro que [este triunfo] é para mim, mas penso que também é para todos os que estiveram aqui estes dias, todos aqueles que tornaram estes Europeus possíveis”, declarou.
O também vencedor do Giro2023 revelou ter ficado sem rádio logos nos primeiros quilómetros: “Estava completamente perdido. Fi-lo [o contrarrelógio] apenas baseado no meu feeling”, completou o ciclista, que ainda não tem contrato anunciado para a próxima época.
As sensações ‘bastaram’ a Roglic para ser campeão europeu, numa prova em que o suíço Stefan Küng, que foi quinto, desiludiu como nos Mundiais, e Nelson Oliveira foi o melhor dos portugueses, no 15.º lugar, com Tiago Antunes a ser 20.º.
O campeão mediterrânico até ultrapassou dois ciclistas para estabelecer o melhor tempo no primeiro ponto intermédio, uma ‘proeza’ que repetiria quando cruzou a meta.
No entanto, o também vice-campeão da prova de fundo de Taranto2026 acabaria na 20.ª posição, a 1.27 minutos do vencedor.
No sentido contrário, o duas vezes diplomado olímpico Nelson Oliveira foi de menos a mais, finalizando o seu exercício na oitava posição, um resultado que seria ‘corrigido’ para o 15.º posto na classificação final, a 1.07 de Roglic.
Antes de ‘Rogla’ se sagrar campeão europeu, já Marlen Reusser se tinha tornado recordista de títulos continentais da vertente feminina, ao cumprir os 22,1 quilómetros em Sencur em 31.30 minutos.
Pouco mais de duas semanas depois de tornar-se bicampeã mundial, a suíça de 35 anos somou o seu quinto título europeu, depois dos alcançados em 2021, 2022, 2023 e 2025, batendo Demi Vollering, a recém-coroada campeã mundial e europeia de fundo.
A neerlandesa, também vencedora do Tour e do Giro este ano, foi segunda, a 23 segundos, com a francesa Juliette Berthet a ser terceira, a 1.10 minutos.
Beatriz Roxo foi a única portuguesa a disputar o ‘crono’ de elites, sendo 23.ª e penúltima classificada, a 7.59 minutos de Reusser.
Também no contrarrelógio de sub-23, as nacionais Raquel Dias e Emília Baía ficaram bem longe dos primeiros lugares: a primeira foi 24.ª classificada, a 6.55 minutos da vencedora, a neerlandesa Nienke Vinke, e a segunda foi 26.ª, a 8.30.
Numa prova em que alinharam 28 corredoras, Vinke cumpriu os 22,1 quilómetros em 32.26 minutos, deixando a compatriota Megan Arens a 36 segundos. A eslovaca Viktória Chladonova fechou o pódio, a 42.
Ao início da manhã, na categoria de juniores, Benjamín Noval juntou o título continental de contrarrelógio ao conquistado nos Mundiais de Montreal, de onde saiu bicampeão ao chegar também ao arco-íris na prova de fundo.
O espanhol completou o ‘crono’ em 29.46 minutos, desempatando nas centésimas com o dinamarquês Malthe Risbjerg, que ficou com a prata, enquanto o belga Vic De Smet foi bronze, a sete segundos.
Entre os portugueses, Gonçalo Costa foi o melhor, na 21.ª posição, a 1.38 minutos, com Afonso Falcão a ficar-se pelo 43.º lugar, a 3.49.
Os Europeus de ciclismo de estrada decorreram na Eslovénia, na região de Ljubljana, entre sexta-feira e hoje.