Ciclismo
Volta a Portugal
Volta a Portugal. Velódromo de Sangalhos remove “obstáculos” para ciclistas cumprirem ‘sonhos’
A principal missão do Velódromo Nacional de Sangalhos é retirar “os obstáculos” que separam os ciclistas e a respetiva federação dos objetivos, vincou hoje o chefe da Divisão de Desporto da Câmara Municipal de Anadia.
No dia em que se assinalam dois anos da conquista da medalha de ouro na variante de madison em Paris2024 por Iúri Leitão e Rui Oliveira, corredores que ali se prepararam, e em que o local acolhe a partida da quinta etapa da 87.ª Volta a Portugal em bicicleta, Sérgio Fernandes vinca que o espaço, classificado como centro satélite do Centro Mundial de Ciclismo pela UCI desde 2019, é uma “referência mundial”.
“O nosso objetivo é tirarmos da frente dos atletas e das federações os obstáculos que possam existir para concretizarem os seus objetivos. Nesse âmbito, a Federação Portuguesa de Ciclismo, a União Europeia de Ciclismo e a Câmara Municipal de Anadia tentam que este centro satélite seja referência a nível mundial. Para já, temos conseguido manter esse nível. Temos sido uma referência para cursos de mecânicos, cursos de treinadores, cursos de dirigentes e estágios de atletas sub-23 e juniores”, afirmou à Lusa.
Inaugurado em 11 de setembro de 2009, o equipamento integra o Centro de Alto Rendimento (CAR) de Anadia, valência que integra ainda pistas de BMX e de cross-country olímpico (XCO), outras variantes do ciclismo, e recebe também a preparação de ginastas, esgrimistas e judocas, contabilizando mais de 8.700 atletas e de 30 mil utilizações por ano.
O responsável pelo espaço assume que o plano de cada dia é desenhado no dia anterior, no que respeita, por exemplo, ao gelo necessário para os banhos após os treinos, principalmente para ciclistas e ginastas de trampolim, e aos horários de utilização.
“Às 08:30, já temos atletas a chegar. Aqueles que têm de fazer algum período de recuperação trabalham com o fisioterapeuta antes da sessão principal de treino. A ginástica tem, por norma, um aquecimento mais longo e chega mais cedo. O ciclismo e o judo prolongam-se mais no dia, porque gostam de fazer duas sessões, uma mais generalista e outra específica com os treinadores”, compara.
Responsável por uma instalação “grande e muito exigente”, a Câmara de Anadia lançou, em junho, o concurso para a requalificação do CAR, com um preço a rondar os 1,2 milhões de euros, que contempla, por exemplo, a correção e pintura do piso do velódromo e a reparação das coberturas da nave e da unidade de alojamento, afetadas pelas tempestades Leslie, em outubro de 2018, e Kristin, em janeiro deste ano.
“A humidade é um inimigo forte desta madeira e desta pista. Esses cuidados têm de ser redobrados. Essa intervenção vai-nos permitir estarmos um bocadinho mais à vontade, com mais segurança, relativamente a esse tipo de situações. A cobertura vai ter a tecnologia que se usa hoje e não a mesma tecnologia de há 17 ou 18 anos, quando foi a empreitada inicial”, especificou.
Com uma quota-parte em 17 medalhas conquistadas nos Jogos Olímpicos Paris2024 e sete nos Jogos Paralímpicos do mesmo ano, o CAR de Anadia já recebeu vários campeonatos da Europa de juniores e de sub-23 de ciclismo de pista e envolve custos anuais próximos do milhão de euros, entre manutenção, energia, recursos humanos e logística necessária para eventos, mas que valem a pena para valorizar o território do distrito de Aveiro e o desporto nacional.
“Temos aqui todas as condições de que necessitam para o treino e um espaço calmo, tranquilo. O mediatismo de grandes atletas em Portugal faz-se pouco sentir nestas modalidades. Conseguem estar focados no seu trabalho. Vamos conseguindo soluções”, descreveu.
O velódromo acolhe hoje a partida da quinta etapa da 87.ª Volta a Portugal em bicicleta, um contrarrelógio de 17,4 quilómetros com meta em Águeda, em que o primeiro corredor iniciou o percurso às 15:05 e o último, o francês Aléxis Guérin (Anicolor-Campicarn), líder da classificação geral, fá-lo-á às 17:07.
“O nosso objetivo é tirarmos da frente dos atletas e das federações os obstáculos que possam existir para concretizarem os seus objetivos. Nesse âmbito, a Federação Portuguesa de Ciclismo, a União Europeia de Ciclismo e a Câmara Municipal de Anadia tentam que este centro satélite seja referência a nível mundial. Para já, temos conseguido manter esse nível. Temos sido uma referência para cursos de mecânicos, cursos de treinadores, cursos de dirigentes e estágios de atletas sub-23 e juniores”, afirmou à Lusa.
Inaugurado em 11 de setembro de 2009, o equipamento integra o Centro de Alto Rendimento (CAR) de Anadia, valência que integra ainda pistas de BMX e de cross-country olímpico (XCO), outras variantes do ciclismo, e recebe também a preparação de ginastas, esgrimistas e judocas, contabilizando mais de 8.700 atletas e de 30 mil utilizações por ano.
O responsável pelo espaço assume que o plano de cada dia é desenhado no dia anterior, no que respeita, por exemplo, ao gelo necessário para os banhos após os treinos, principalmente para ciclistas e ginastas de trampolim, e aos horários de utilização.
“Às 08:30, já temos atletas a chegar. Aqueles que têm de fazer algum período de recuperação trabalham com o fisioterapeuta antes da sessão principal de treino. A ginástica tem, por norma, um aquecimento mais longo e chega mais cedo. O ciclismo e o judo prolongam-se mais no dia, porque gostam de fazer duas sessões, uma mais generalista e outra específica com os treinadores”, compara.
Responsável por uma instalação “grande e muito exigente”, a Câmara de Anadia lançou, em junho, o concurso para a requalificação do CAR, com um preço a rondar os 1,2 milhões de euros, que contempla, por exemplo, a correção e pintura do piso do velódromo e a reparação das coberturas da nave e da unidade de alojamento, afetadas pelas tempestades Leslie, em outubro de 2018, e Kristin, em janeiro deste ano.
“A humidade é um inimigo forte desta madeira e desta pista. Esses cuidados têm de ser redobrados. Essa intervenção vai-nos permitir estarmos um bocadinho mais à vontade, com mais segurança, relativamente a esse tipo de situações. A cobertura vai ter a tecnologia que se usa hoje e não a mesma tecnologia de há 17 ou 18 anos, quando foi a empreitada inicial”, especificou.
Com uma quota-parte em 17 medalhas conquistadas nos Jogos Olímpicos Paris2024 e sete nos Jogos Paralímpicos do mesmo ano, o CAR de Anadia já recebeu vários campeonatos da Europa de juniores e de sub-23 de ciclismo de pista e envolve custos anuais próximos do milhão de euros, entre manutenção, energia, recursos humanos e logística necessária para eventos, mas que valem a pena para valorizar o território do distrito de Aveiro e o desporto nacional.
“Temos aqui todas as condições de que necessitam para o treino e um espaço calmo, tranquilo. O mediatismo de grandes atletas em Portugal faz-se pouco sentir nestas modalidades. Conseguem estar focados no seu trabalho. Vamos conseguindo soluções”, descreveu.
O velódromo acolhe hoje a partida da quinta etapa da 87.ª Volta a Portugal em bicicleta, um contrarrelógio de 17,4 quilómetros com meta em Águeda, em que o primeiro corredor iniciou o percurso às 15:05 e o último, o francês Aléxis Guérin (Anicolor-Campicarn), líder da classificação geral, fá-lo-á às 17:07.