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Presidente da Associação Évora 2027 rejeita críticas de partidarização da entidade

Presidente da Associação Évora 2027 rejeita críticas de partidarização da entidade

A presidente da associação gestora da Capital Europeia da Cultura Évora_27, Maria do Céu Ramos, lembrou hoje que está "desde a primeira hora" ligada ao projeto e rejeitou as críticas de partidarização daquela estrutura.

Lusa /

Questionada pelos jornalistas no final da cerimónia de tomada de posse da direção da Associação Évora 2027, que decorreu hoje nesta cidade, a presidente da nova estrutura disse recusar "completa e liminarmente" essas alegações.

"Não há qualquer fundamento para esse tipo de argumentação", afiançou Maria do Céu Ramos, lembrando que esteve "no princípio" deste processo da Capital Europeia da Cultura Évora_27, iniciado "há sete anos.

"Tenho muita alegria em não ser uma recém-chegada a Évora_27" e de "estar desde a primeira hora" na comissão executiva da candidatura, que acabou por ser aprovada a 07 de dezembro de 2022.

A responsável aludia ao facto de, até agora, ser secretária-geral da Fundação Eugénio de Almeida, uma das entidades pertencentes à Comissão Executiva Évora2027, liderada pela câmara municipal.

Na semana passada, a coordenadora da Equipa de Missão Évora_27, Paula Mota Garcia, demitiu-se do projeto Capital Europeia da Cultura, invocando os "recentes desenvolvimentos na constituição" da associação gestora.

Em comunicado divulgado já esta semana, Paula Garcia criticou o atraso na constituição da associação e a exclusão de membros ligados à candidatura.

Algumas forças políticas criticaram a saída da coordenadora e acusaram o PSD de partidarização da associação, que, além da presidente Maria do Céu Ramos, têm como diretores Financeiro e de Comunicação e Alcance, respetivamente, António Costa da Silva e Bruno Fraga Braz.

No exterior da sessão de tomada de posse destes três elementos da associação, à chegada do primeiro-ministro, Luís Montenegro, um grupo de pessoas alinhou-se e virou as costas ao chefe do Governo.

Enquanto decorria a cerimónia, no Palácio de D. Manuel, foi possível ouvir pessoas a cantarem, no exterior, modas alentejanas, em forma de protesto.

Questionada pelos jornalistas, no final, Maria do Céu Ramos argumentou que "a música" destes populares "trouxe um pano de fundo surpreendente, mas bonito", à cerimónia.

Agora, a direção da Associação Évora 2027 vai começar a fazer o seu trabalho, prometeu Maria do Céu Ramos: "Tenho a certeza de que todos vamos fazer o nosso melhor".

Sobre as declarações de Luís Montenegro de que o Governo vai apoiar a Capital Europeia da Cultura "na medida das possibilidades", a presidente da associação desdramatizou.

"Eu acho isso, como ele aqui disse, um motivo de alento e de confiança. Não estarmos sozinhos e termos o apoio do Governo, também ao nível financeiro, é muito importante", afirmou, rematando: "Sempre tudo é na medida das capacidades e das possibilidades".

Instado pelos jornalistas, o presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá (CDU), considerou que "politização tem que haver sempre", por se tratar de "um processo que é sempre político", mas disse esperar que não haja "partidarização".

"Se aquilo que conseguimos construir até aqui, como é patente, é exatamente a diversidade das opiniões" e "todos têm um espaço na Capital Europeia da Cultura", então, "é isto que eu espero que continue a acontecer", vincou.

E admitiu que, na próxima assembleia-geral da associação, que não está marcada, mas deverá ser "na próxima semana", sejam aprovados os regulamentos e lançados os concursos para os diretores executivo e artístico da estrutura.

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