Euro 2016
Futebol Internacional
França: a `besta negra` que nos separa do troféu
Pela segunda vez na sua história, Portugal vai disputar a final de uma grande competição. Depois de derrotar o País de Gales nas meias-finais do Euro, é a hora de defrontar o anfitrião na final. A França é uma 'besta negra' no caminho de Portugal. Nos últimos dez jogos, nem um triunfo se conta para a turma das quinas. Mas agora trata-se de uma final e, como o capitão Cristiano Ronaldo garantiu, tudo vai ser feito para se trazer o 'caneco'. Enquanto não se joga a final de mais um Europeu, fazemos a análise do rival que nos separa da glória.
É bem sabido que a equipa das quinas não se costuma dar bem com os gauleses e tanto assim é que nas últimas dez partidas disputadas entre as duas seleções, nenhuma delas foi ganha por Portugal. Parece que o último triunfo sobre 'Les Bleus' já foi há mais de 40 anos e para muitos vai ser difícil quebrar o enguiço.
Mas quem é esta seleção francesa? Treinada por Didier Deschamps, antigo capitão da equipa francesa e campeão mundial e europeu (1998 e 2000), a França é anfitriã deste Euro2016. Começou a sua caminhada ante a Roménia e acabou por averbar os primeiros três pontos nos últimos minutos, com um grande golo de Payet (triunfo por 2-1).

Durante os jogos que realizou na fase de qualificação (sendo anfitriã, a França só teve de jogar particulares com o grupo de Portugal), o sistema tético utilizado foi o 4x3x3. Foi com essa mesma distribuição que Didier Deschamps iniciou a turma francesa no Europeu. Em alguns jogos a tática foi variando, consoante os jogadores utilizados na linha de meio-campo e setor ofensivo.
Nas duas últimas partidas, o sistema fixou-se num 4x2x3x1. Sempre com uma linha de quatro defesas, dois médios de recuperação e construção e extremos rápidos e Griezmann atrás de Giroud para balancear o ataque.

Com uma equipa altamente equilibrada em todos os setores, a baliza é defendida pelo experiente Hugo Lloris. O guardião do Tottenham tem sido uma mais valia para os gauleses, apresentando-se em grande forma entre os postes. Contra a Alemanha foi uma das peças fulcrais para aguentar a vitória.
Na defesa, Koscielny fixou-se como patrão. Pode ser acompanhado por Adil Rami, apesar de ter tido nas últimas duas partidas a companhia da promessa Samuel Umtiti. Nas alas, Didier Deschamps pode contar com a experiência e profundidade de Bacary Sagna e Patrice Evra.
O meio-campo é fortíssimo. À cabeça, Paul Pogba é o motor da equipa e que liga o jogo francês da defesa para o ataque. O jogador da Juventus é acompanhado por Blaise Matuidi, que é uma força na linha intermediária francesa, recuperando muito esférico e criando jogo ofensivo.
Na frente de ataque tem sido Giroud a jogar. O avançado do Arsenal já leva três golos e foi mesmo dele o golo inaugural deste Euro. Com a preciosa ajuda da referência desta França, Antoine Griezmann, os gauleses apresentam um ataque rápido que ainda pode contar com a participação de Dimitri Payet, um dos melhores jogadores da última época na Europa.
Antoine Griezmann é o jogador que mais se destaca nos 'Bleus', levando já seis golos. Em apenas uma edição. Mais que ele, só mesmo Platini, que marcou nove tentos em 1984.

Em termos estatísticos, ambas as seleções apresentam números algo semelhantes. Nos golos a vantagem é claramente francesa, com 13 golos marcados, e melhor ataque deste Europeu. Sofreram apenas quatro golos, menos um que a Seleção Portuguesa.
No número de remates, as equipas estão equiparadas, com Portugal a ter mais nove remates que os franceses: 112 contra 103. As duas seleções remataram à baliza exatamente o mesmo número de vezes e os gauleses apresentam mais remates aos postes.
A posse de bola e eficácia no passe é praticamente a mesma para as duas equipas e em virtude de dois prolongamentos, Portugal correu mais 74 quilómetros em campo. No campo disciplinar, os franceses têm mais amarelos, apesar de cometerem menos faltas.
Esta é a final do Euro2016. Portugal tem uma tarefa hercúlea em mãos mas os números mostram que os lusos não estão automaticamente excluídos da luta pelo troféu de campeão europeu. Vai ser difícil, a França joga em casa, tem uma nação atrás de si, apesar da grande comunidade portuguesa que se faz ouvir por Paris.
Nada está garantido mas como diz Fernando Santos: "As finais não se jogam, ganham-se, e vou incutir isso na minha equipa."
Mas quem é esta seleção francesa? Treinada por Didier Deschamps, antigo capitão da equipa francesa e campeão mundial e europeu (1998 e 2000), a França é anfitriã deste Euro2016. Começou a sua caminhada ante a Roménia e acabou por averbar os primeiros três pontos nos últimos minutos, com um grande golo de Payet (triunfo por 2-1).
Durante os jogos que realizou na fase de qualificação (sendo anfitriã, a França só teve de jogar particulares com o grupo de Portugal), o sistema tético utilizado foi o 4x3x3. Foi com essa mesma distribuição que Didier Deschamps iniciou a turma francesa no Europeu. Em alguns jogos a tática foi variando, consoante os jogadores utilizados na linha de meio-campo e setor ofensivo.
Nas duas últimas partidas, o sistema fixou-se num 4x2x3x1. Sempre com uma linha de quatro defesas, dois médios de recuperação e construção e extremos rápidos e Griezmann atrás de Giroud para balancear o ataque.
Com uma equipa altamente equilibrada em todos os setores, a baliza é defendida pelo experiente Hugo Lloris. O guardião do Tottenham tem sido uma mais valia para os gauleses, apresentando-se em grande forma entre os postes. Contra a Alemanha foi uma das peças fulcrais para aguentar a vitória.
Na defesa, Koscielny fixou-se como patrão. Pode ser acompanhado por Adil Rami, apesar de ter tido nas últimas duas partidas a companhia da promessa Samuel Umtiti. Nas alas, Didier Deschamps pode contar com a experiência e profundidade de Bacary Sagna e Patrice Evra.
O meio-campo é fortíssimo. À cabeça, Paul Pogba é o motor da equipa e que liga o jogo francês da defesa para o ataque. O jogador da Juventus é acompanhado por Blaise Matuidi, que é uma força na linha intermediária francesa, recuperando muito esférico e criando jogo ofensivo.
Na frente de ataque tem sido Giroud a jogar. O avançado do Arsenal já leva três golos e foi mesmo dele o golo inaugural deste Euro. Com a preciosa ajuda da referência desta França, Antoine Griezmann, os gauleses apresentam um ataque rápido que ainda pode contar com a participação de Dimitri Payet, um dos melhores jogadores da última época na Europa.
Antoine Griezmann é o jogador que mais se destaca nos 'Bleus', levando já seis golos. Em apenas uma edição. Mais que ele, só mesmo Platini, que marcou nove tentos em 1984.
Em termos estatísticos, ambas as seleções apresentam números algo semelhantes. Nos golos a vantagem é claramente francesa, com 13 golos marcados, e melhor ataque deste Europeu. Sofreram apenas quatro golos, menos um que a Seleção Portuguesa.
No número de remates, as equipas estão equiparadas, com Portugal a ter mais nove remates que os franceses: 112 contra 103. As duas seleções remataram à baliza exatamente o mesmo número de vezes e os gauleses apresentam mais remates aos postes.
A posse de bola e eficácia no passe é praticamente a mesma para as duas equipas e em virtude de dois prolongamentos, Portugal correu mais 74 quilómetros em campo. No campo disciplinar, os franceses têm mais amarelos, apesar de cometerem menos faltas.
Esta é a final do Euro2016. Portugal tem uma tarefa hercúlea em mãos mas os números mostram que os lusos não estão automaticamente excluídos da luta pelo troféu de campeão europeu. Vai ser difícil, a França joga em casa, tem uma nação atrás de si, apesar da grande comunidade portuguesa que se faz ouvir por Paris.
Nada está garantido mas como diz Fernando Santos: "As finais não se jogam, ganham-se, e vou incutir isso na minha equipa."