5 anos depois FC Porto vence na estreia da «Champions»

Três golos ao Fenerbahçe quebraram o «inguiço» do FC.Porto na estreia da Liga dos Campeões. Golos de Golos: 1-0, Lisandro Lopez (11 m); 2-0, Lucho Gonzalez (13 m); 2-1, Guiza (29 m); 3-1, Lino (90 m).

RTP /
FC Porto festeja o primeiro golo ao Fenerbahçe PAULO NOVAIS / LUSA

Uma entrada com o "dragão" a cuspir fogo, chamuscou por completo os turcos com dois golos em 13 minutos, por Lisandro e Lucho, mas a equipa foi perdendo fulgor e acabou em dificuldades, disfarçadas pelo golo de Lino.
 
Lino acabou por ser o "joker" lançado por Jesualdo Ferreira já em período de descontos, para substituir Rodriguez, numa estratégia de queimar tempo, mas foi dos pés do defesa que, com segundos em campo, nasceu o golo da tranquilidade (3-1). 
 
O FC Porto entrou bem na partida e dispôs da primeira oportunidade
de perigo pelo argentino Lisandro, aos 06 minutos, no aproveitamento de uma intervenção deficiente, tipo assistência, de Lugano. 
 
A pressionar e a trocar a bola a toda a largura do terreno, o FC Porto
empurrou a formação turca para a sua intermediária e voltou a criar perigo para a baliza de Volkan por Lisandro, aos 08 minutos, e Mariano, aos 09.
 
A disposição ofensiva portista rendeu os seus frutos com o primeiro
golo de Lisandro (1-0), aos 11 minutos -- estreia esta época a marcar -, a passe de Raul Meireles, que desceu à área turca para criar uma situação de desequilíbrio. 
 
Ainda os ecos do golo se faziam ouvir no Dragão e o argentino Lucho,
aos 13 minutos, elevou a vantagem para 2-0 com um remate de primeira, na linha da pequena área, a passe do uruguaio Cristian Rodriguez. 
 
Aparentemente sem resposta para o poder de fogo sul-americano, a apática formação turca esteve perto de sofrer novo golo de Lisandro, aos 26 minutos, mas o "chapéu" do argentino saiu muito por cima da barra. 
 
Ainda a tentar perceber como é que Lisandro tinha falhado de forma
incrível uma oportunidade flagrante para elevar a vantagem e sentenciar o jogo o FC Porto voltou a importunar o guarda-redes Volkan por Raul Meireles.
 
Lisandro, aos 27 minutos, procurou redimir-se do "chapéu" falhado com um potente remate à entrada do bico da grande área turca, mas a bola passou ao lado do poste esquerdo da baliza defendida por Volkan. 
 
Seguindo a velha máxima de quem não marca sofre, o FC Porto viu o Fenerbahçe, na primeira situação de perigo, reduzir pelo espanhol Daniel Giza (2-1), aos 29 minutos, com um remate certeiro entre o poste e Helton. 
 
Giza, campeão europeu pela Espanha, melhor marcador da Liga espanhola e transferência mais cara do futebol turco, aproveitou da melhor forma a recarga a um cabeceamento de Alex defendido por Helton. 
 
A segunda parte principiou praticamente com novo lance de perigo por
parte do FC Porto, mas Mariano, que fez tudo bem até ao remate, voltou a não conseguir acertar com a baliza defendida por Volkan. 
 
Mesmo sem jogar bem, e muito menos sem o fulgor demonstrado no início do jogo, o FC Porto voltou a dispor de nova oportunidade para aumentar a vantagem aos 59 minutos, mas o remate de Lucho errou por pouco o alvo. 
 
Com o decorrer do encontro, e face ao decréscimo de rendimento e à fraca produção da inconsistente equipa do FC Porto, alguns assobios e manifestações de desagrado fizeram-se ouvir e sentir no Dragão. 
 
Os treinadores Jesualdo Ferreira e Luís Aragonés recorreram aos bancos, procurando soluções para chegar ao golo, e à falta de jogadas corridas foi através de lances de bola parada que o perigo rondou as balizas. 
 
Bruno Alves, aos 72 minutos, na sequência de um livre, obrigou o guarda-redes Volkan a ceder canto, e Roberto Carlos, por duas vezes, levou a bola a atravessar com perigo a área de Helton, à procura de um desvio ou emenda.  
 
Com o encontro perto do fim, e já com o Fenerbahçe apostado em chegar ao golo do empate, o FC Porto dilatou a vantagem por Lino (3-1), aos 92 minutos, na primeira vez que tocou na bola após entrar a substituir Rodriguez.
 
O encontro chegou ao fim com o FC Porto a conquistar os três primeiros pontos no Grupo G da milionária Liga dos Campeões, numa partida sofrida, que valeu sobretudo pelos primeiros 20 minutos. 
 
 
  
 
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