FC Porto olha ao futuro após o título. Villas-Boas quer segurar base, mas admite mudanças

FC Porto olha ao futuro após o título. Villas-Boas quer segurar base, mas admite mudanças

Depois de conquistar o 31.º campeonato nacional, o presidente André Villas-Boas garante a continuidade das peças-chave do FC Porto, mas sublinha a necessidade de renovar o plantel para assegurar competitividade e equilíbrio financeiro.

RTP /
Foto: Fernando Veludo - Lusa

O FC Porto celebrou este sábado a conquista do seu 31.º título de campeão nacional, mas André Villas-Boas já aponta ao futuro, defendendo um equilíbrio entre continuidade e renovação no plantel para a próxima temporada. Após a vitória por 1-0 frente ao Santa Clara, na última jornada da I Liga, o presidente portista destacou a importância de manter a base da equipa, sem esquecer a inevitabilidade de ajustes.

“O objetivo é manter as peças principais, naturalmente, porque foram determinantes neste título. Mas é essencial renovar, recriar e garantir a sustentabilidade económica do clube”, afirmou Villas-Boas, à Sport TV, no Estádio do Dragão, onde se realizou a cerimónia de consagração.

Apesar da entrada significativa de receitas com a qualificação direta para a Liga dos Campeões, o dirigente alertou para o peso das responsabilidades financeiras e desportivas, sublinhando a necessidade de intervir no mercado de transferências. “Há uma base sólida, mas é obrigatório mexer no plantel e evoluir de ano para ano”, reforçou.

Villas-Boas deixou ainda uma mensagem ambiciosa para o futuro, afirmando que o FC Porto não pode abdicar da posição de clube vencedor no panorama nacional. “Está feito, mas segue-se outro desafio. O FC Porto tem de continuar a construir um futuro sólido, dentro e fora de campo”, frisou, elogiando também a liderança do treinador Francesco Farioli e a coesão do grupo ao longo da época.

O presidente considerou ainda que as lesões de jogadores como Luuk de Jong e Samu condicionaram o percurso dos ‘dragões’ nas restantes competições, admitindo que a equipa poderia ter ido mais longe na Taça de Portugal e na Liga Europa.

Num Estádio do Dragão cheio, com cerca de 50 mil adeptos, o capitão Diogo Costa ergueu o troféu de campeão, encerrando uma época que devolveu a alegria aos sócios e adeptos portistas. O momento marcou também a melhor assistência da temporada, numa noite de celebração que reforçou o estatuto do clube como um dos mais titulados do futebol português.
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