Pinto da Costa lamenta salários em atraso mas...

O presidente do FC Porto lamentou esta quinta-feira os salários em atraso no futebol, mas considerou que o problema é extensivo a toda a sociedade, pelo que descarta qualquer tipo de penalização aos prevaricadores nas competições profissionais.   

RTP /
Pinto da Costa acredita que a crise no futebol é passageira npp.com

"Já houve muitos clubes que tiveram salários em atraso e hoje não têm. Se a solução é mata-los, então metade do país vai ficar morto", vincou.
 
O dirigente estabeleceu analogia com a indústria: "Se os clubes que tenham dificuldades em pagar salários em atraso não puderam concorrer, dentro do mesmo principio todas as actividades, sejam jornais, televisões, fabricas, comércio ou seja o que for devem fechar, porque se parte do princípio que estão a fazer concorrência desleal. Em Maio, se calhar metade do país vai fechar". 
 
"Acho que deve haver um critério e que as pessoas devem pensar e reflectir que o facto de se ter salários em atraso não quer dizer que esses não possam ser recuperados e pagos", frisou. 
 
E, irónico, acrescentou: "Quem tiver salários em atraso com trabalhadores não vai poder continuar a trabalhar, como parece que vai acontecer com os clubes". 
 
O Boavista é um dos clubes que tem vivido grandes dificuldades nos últimos anos - também tem salários em atraso - e ainda não se livrou do risco desportivo de descer e abandonar as competições profissionais. 
 
"Estou triste com a sua situação, pois é um clube histórico da cidade do Porto. Não acredito que vá acabar. No extremo pode acabar a SAD, mas o clube nunca acabará. Faz parte da cidade do Porto e a cidade não pode deixar acabar as instituições que a dignificam". 
 
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