FC Porto
Futebol Nacional
Treino do FC Porto que antecedeu enfarte de Casillas foi moderado, diz Diogo Costa
O guarda-redes Diogo Costa classificou como “moderado”, atribuindo-lhe um três numa escala de zero a 10, o treino do FC Porto no qual Iker Casillas sofreu o enfarte, em 2019, descrevendo uma sessão sobretudo tática.
Ouvido como testemunha no processo em que o antigo guarda-redes espanhol reclama o reconhecimento do episódio como acidente de trabalho, Diogo Costa explicou que se tratava de um treino no final da época, com uma componente física reduzida e centrado essencialmente em aspetos táticos.
“Era um treino muito mais tático, uma posse de bola em que o guarda-redes tinha pouca intervenção. Lembro-me de ver o Iker sentado à espera da sua vez e, de repente, ‘ai, ai’. Foi algo de muito inesperado”, relatou o internacional português.
Segundo o atual guarda-redes dos 'dragões', a sessão começou cerca das 10:00, com uma preparação individual no ginásio, durante aproximadamente 20 a 30 minutos, dedicada sobretudo a mobilidade e alongamentos, sem grande exigência física.
Cerca das 10:30, os jogadores foram para o relvado, onde fizeram um período de ativação de cerca de 15 minutos, que incluiu uma corrida ligeira à volta do campo e exercícios específicos para os guarda-redes, com bolas lançadas para diferentes zonas.
“Foi muito curto, cerca de 15 minutos. Acho que não fez sprints”, afirmou Diogo Costa, acrescentando que os guarda-redes iam alternando nos exercícios e não permaneciam em esforço durante períodos prolongados.
A sessão prosseguiu depois com trabalho tático com toda a equipa, sobretudo através de exercícios de posse de bola.
De acordo com a testemunha, os guarda-redes tinham uma intervenção reduzida, permanecendo muitas vezes fora do exercício à espera da sua vez.
Diogo Costa explicou ainda que, no final da época, o trabalho do FC Porto, à data treinado por Sérgio Conceição, privilegiava habitualmente a componente tática, depois de uma fase inicial da temporada mais exigente fisicamente.
“Em maio, já no final da época, liga-se muito mais à parte tática, fazemos muito trabalho de vídeo, trazemo-lo para o campo”, afirmou, acrescentando que, naquela fase do campeonato, "o nível de exigência física é quase zero”.
Sobre o exercício específico que Casillas estava a realizar antes de pedir ajuda, Diogo Costa explicou que os guarda-redes trabalhavam alternadamente, com exercícios de coordenação e de reação a bolas rasteiras e aéreas.
“Foi ele que começou, depois trocámos, pela experiência que tenho deve ter demorado cinco, seis minutos, mas não consigo precisar quanto foi no dia. No máximo dos máximos, 10 minutos, isto de uma vez, depois troca e há outra repetição”, relatou.
Casillas terá pedido ajuda quando já estava fora do exercício.
“Foi quando já estava fora de jogo quando o Iker pediu ajuda”, contou Diogo Costa, que recordou o momento como um acontecimento inesperado: “Foi o primeiro enfarte que assisti, foi um choque, vieram logo socorrê-lo.
Chamado a quantificar o grau de exigência da sessão, Diogo Costa atribuiu-lhe três numa escala de zero a 10, considerando o treino em questão como “moderado”
O testemunho de Diogo Costa surge num processo em que Casillas pretende que o enfarte sofrido em 01 de maio de 2019 seja reconhecido como acidente de trabalho, estando em causa as responsabilidades do FC Porto e da seguradora Fidelidade.
A descrição do treino feita pelo guarda-redes contrasta com o depoimento prestado pelo cardiologista Luís Seca, que afirmou que Casillas lhe transmitiu que o enfarte ocorreu durante um pico de intensidade num treino do FC Porto, considerando o esforço físico o gatilho mais provável para desencadear o enfarte.
Luís Seca explicou em tribunal que baseou essa posição no relato que lhe foi transmitido pelo próprio Casillas, segundo o qual o episódio ocorreu durante uma fase de particular intensidade do treino.
Já o médico de medicina legal e do trabalho Duarte Nuno Vieira admitiu que um esforço físico vigoroso e diferente do habitual pode desencadear um enfarte, mas considerou mais provável uma causa natural por não estar demonstrado que o treino tenha sido excecional.
Diogo Costa recordou ainda que os jogadores do FC Porto visitaram Casillas no hospital depois do episódio e afirmou que, nessa altura, o espanhol não lhes disse que já tinha sentido sintomas no dia anterior.
O atual guarda-redes dos ‘dragões’ que trabalhou com Casillas durante cerca de duas épocas e meia, descreveu o antigo guarda-redes como “um profissional exemplar”, que procurava seguir pela sua dedicação e pelos cuidados com a alimentação.
“Era um jogador exemplar, com cuidado com a alimentação, tinha um problema de tiroide e tinha cuidado com a alimentação, era um profissional exemplar que eu tentava sempre seguir”, afirmou.
Ouvida durante a tarde, a médica Ágata Carvalho, a primeira a observar Casillas na CUF após o enfarte, relatou também em tribunal que o guarda-redes chegou consciente e a falar, tendo a nota de admissão sido elaborada com base no seu relato clínico.
Ágata Carvalho admitiu não se recordar exatamente das palavras utilizadas pelo jogador no momento da admissão, mas afirmou recordar-se de este ter referido a existência de dor retroesternal no dia anterior ao episódio ocorrido no treino, informação que ficou registada na documentação clínica elaborada aquando da entrada de Casillas na unidade hospitalar e que a defesa de Iker Casilas contesta.
O antigo guarda-redes do FC Porto sofreu um enfarte agudo do miocárdio em 01 de maio de 2019, durante o período em que representava os ‘dragões’, episódio que colocou um ponto final na sua carreira profissional.
O processo judicial pretende determinar se o episódio deve ser reconhecido como acidente de trabalho, estando em causa responsabilidades da seguradora Fidelidade e do FC Porto.
Na ação, Iker reclama da seguradora Fidelidade o pagamento de 750.821,91 euros por incapacidade temporária absoluta e de 1.521.780,82 euros por incapacidade permanente absoluta para o trabalho habitual (IPATH), bem como a condenação do FC Porto no pagamento da parte das indemnizações que considera não coberta pelo seguro, além de futuras despesas médicas, medicamentosas e do capital de remição da pensão anual a apurar pelo tribunal.
“Era um treino muito mais tático, uma posse de bola em que o guarda-redes tinha pouca intervenção. Lembro-me de ver o Iker sentado à espera da sua vez e, de repente, ‘ai, ai’. Foi algo de muito inesperado”, relatou o internacional português.
Segundo o atual guarda-redes dos 'dragões', a sessão começou cerca das 10:00, com uma preparação individual no ginásio, durante aproximadamente 20 a 30 minutos, dedicada sobretudo a mobilidade e alongamentos, sem grande exigência física.
Cerca das 10:30, os jogadores foram para o relvado, onde fizeram um período de ativação de cerca de 15 minutos, que incluiu uma corrida ligeira à volta do campo e exercícios específicos para os guarda-redes, com bolas lançadas para diferentes zonas.
“Foi muito curto, cerca de 15 minutos. Acho que não fez sprints”, afirmou Diogo Costa, acrescentando que os guarda-redes iam alternando nos exercícios e não permaneciam em esforço durante períodos prolongados.
A sessão prosseguiu depois com trabalho tático com toda a equipa, sobretudo através de exercícios de posse de bola.
De acordo com a testemunha, os guarda-redes tinham uma intervenção reduzida, permanecendo muitas vezes fora do exercício à espera da sua vez.
Diogo Costa explicou ainda que, no final da época, o trabalho do FC Porto, à data treinado por Sérgio Conceição, privilegiava habitualmente a componente tática, depois de uma fase inicial da temporada mais exigente fisicamente.
“Em maio, já no final da época, liga-se muito mais à parte tática, fazemos muito trabalho de vídeo, trazemo-lo para o campo”, afirmou, acrescentando que, naquela fase do campeonato, "o nível de exigência física é quase zero”.
Sobre o exercício específico que Casillas estava a realizar antes de pedir ajuda, Diogo Costa explicou que os guarda-redes trabalhavam alternadamente, com exercícios de coordenação e de reação a bolas rasteiras e aéreas.
“Foi ele que começou, depois trocámos, pela experiência que tenho deve ter demorado cinco, seis minutos, mas não consigo precisar quanto foi no dia. No máximo dos máximos, 10 minutos, isto de uma vez, depois troca e há outra repetição”, relatou.
Casillas terá pedido ajuda quando já estava fora do exercício.
“Foi quando já estava fora de jogo quando o Iker pediu ajuda”, contou Diogo Costa, que recordou o momento como um acontecimento inesperado: “Foi o primeiro enfarte que assisti, foi um choque, vieram logo socorrê-lo.
Chamado a quantificar o grau de exigência da sessão, Diogo Costa atribuiu-lhe três numa escala de zero a 10, considerando o treino em questão como “moderado”
O testemunho de Diogo Costa surge num processo em que Casillas pretende que o enfarte sofrido em 01 de maio de 2019 seja reconhecido como acidente de trabalho, estando em causa as responsabilidades do FC Porto e da seguradora Fidelidade.
A descrição do treino feita pelo guarda-redes contrasta com o depoimento prestado pelo cardiologista Luís Seca, que afirmou que Casillas lhe transmitiu que o enfarte ocorreu durante um pico de intensidade num treino do FC Porto, considerando o esforço físico o gatilho mais provável para desencadear o enfarte.
Luís Seca explicou em tribunal que baseou essa posição no relato que lhe foi transmitido pelo próprio Casillas, segundo o qual o episódio ocorreu durante uma fase de particular intensidade do treino.
Já o médico de medicina legal e do trabalho Duarte Nuno Vieira admitiu que um esforço físico vigoroso e diferente do habitual pode desencadear um enfarte, mas considerou mais provável uma causa natural por não estar demonstrado que o treino tenha sido excecional.
Diogo Costa recordou ainda que os jogadores do FC Porto visitaram Casillas no hospital depois do episódio e afirmou que, nessa altura, o espanhol não lhes disse que já tinha sentido sintomas no dia anterior.
O atual guarda-redes dos ‘dragões’ que trabalhou com Casillas durante cerca de duas épocas e meia, descreveu o antigo guarda-redes como “um profissional exemplar”, que procurava seguir pela sua dedicação e pelos cuidados com a alimentação.
“Era um jogador exemplar, com cuidado com a alimentação, tinha um problema de tiroide e tinha cuidado com a alimentação, era um profissional exemplar que eu tentava sempre seguir”, afirmou.
Ouvida durante a tarde, a médica Ágata Carvalho, a primeira a observar Casillas na CUF após o enfarte, relatou também em tribunal que o guarda-redes chegou consciente e a falar, tendo a nota de admissão sido elaborada com base no seu relato clínico.
Ágata Carvalho admitiu não se recordar exatamente das palavras utilizadas pelo jogador no momento da admissão, mas afirmou recordar-se de este ter referido a existência de dor retroesternal no dia anterior ao episódio ocorrido no treino, informação que ficou registada na documentação clínica elaborada aquando da entrada de Casillas na unidade hospitalar e que a defesa de Iker Casilas contesta.
O antigo guarda-redes do FC Porto sofreu um enfarte agudo do miocárdio em 01 de maio de 2019, durante o período em que representava os ‘dragões’, episódio que colocou um ponto final na sua carreira profissional.
O processo judicial pretende determinar se o episódio deve ser reconhecido como acidente de trabalho, estando em causa responsabilidades da seguradora Fidelidade e do FC Porto.
Na ação, Iker reclama da seguradora Fidelidade o pagamento de 750.821,91 euros por incapacidade temporária absoluta e de 1.521.780,82 euros por incapacidade permanente absoluta para o trabalho habitual (IPATH), bem como a condenação do FC Porto no pagamento da parte das indemnizações que considera não coberta pelo seguro, além de futuras despesas médicas, medicamentosas e do capital de remição da pensão anual a apurar pelo tribunal.