Os Testes de Pré Temporada em Jerez

RTP /
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A Fórmula 1 de volta. Nos primeiros testes oficiais da nova época, escuderias e pilotos mostraram os primeiros argumentos para 2015. Abaixo de modo rápido, identificamos os principais tópicos do que em Jerez, em 4 dias de testes, as equipas presentes tiveram oportunidade de mostar.

A diferença mais sensível em termos visuais nos carros de 2015, tem a ver com a alteração regulamentar dos narizes dos F1. Mas genericamente os carros são ainda uma simples evolução do ano passado.

A lógica dos cronos, se bem que estes ficam para a história, deve ser vista na sua dimensão de teste. As equipas testaram soluções diversas, os planos de trabalho em cada dia foram distintos, cada um com a sua preocupação e modelo de desenvolvimento. Mas sem dúvida que resultam dados óbvios, como os problemas de fiabilidade da McLaren-Honda, a consistência da Ferrari e Sauber, ou a fiabilidade dos Mercedes. Vamos por partes:

· Mercedes campeã fez Kms sem fim:

Mais de 500 voltas nos 4 dias, não lutaram pelos melhores cronos, mas focaram-se na fiabilidade em longos turnos e novas soluções aerodinâmicas que façam desenvolver o novo W06. São obviamente a equipa a bater este ano de novo. O motor Mercedes confirmou-se como o mais performant e registou as maiores velocidades no Speed Trap.

· Ferrari de volta aos anos bons:

Talvez o trabalho de longo tempo de James Allison desta vez tenha sido bem nascido. O SF15-T surpreendeu em pista. Não durante pouco tempo. Foi consistente por períodos grandes de teste com um total de mais de 250 voltas. E quando Vettel e Raikkonen precisaram de deixar a marca com tempos mais rápidos e pneus apropriados, quer com médios quer com macios, o SF15 T respondeu. A isto não estará desligada a evolução nítida dos motores Ferrari em relação ao passado recente. Se outro argumento fosse necessário as marcas dos Sauber ferrari acabam com a dúvida.

· Red Bull camuflado e até sem Asa:

Pode ter sido um início tímido mas todos esperam por Barcelona para as cenas dos próximos capítulos. O teste não foi famoso, mas no ano passado tinha sido ainda pior, com patéticas 28 voltas (menos de 100 km) em Jerez e o então RB10 normalmente a fumegar logo ao deixar os pits. Desta vez o Red Bull apareceu numa manobra de Marketing com uma pintura camuflada, mas o número de voltas e cronos não permite otimismo de entrada. Um erro de Kvyat que partiu a única asa dianteira da equipa em Jerez hipotecou muito do trabalho que ficou limitado durante um dos dias. E depois um motor que teve de ser mudado deixou parte de outro dia hipotecado. Só em Barcelona, se poderá avaliar onde está realmente o RB11 da Red Bull.

· McLaren e Honda entram mal no regresso da parceria que fez história:

Há quem aposte que o regresso da Honda à F1 fará renascer a McLaren, mas tal levará algum tempo. Os japoneses têm tudo para ajudar a elevar a escuderia inglesa, o motor será evoluído ao limite. Mas a fiabilidade é sempre um fator crítico na juventude. E a McLaren passou a maior parte dos testes parada na boxe. Múltiplos problemas mecânicos evitaram que Alonso e Button rodassem nos primeiros 2 dias (só 11 voltas acumuladas). No final cerca de 80 voltas.Barcelona será decisivo para avaliar das reais chances para o início da temporada.

· Lotus, Sauber e Toro Rosso:

A escuderia Lotus perdeu o primeiros dia de testes, chegando tarde a Jerez. Maldonado fez a maior parte dos testes nos segundo e terceiro dias. Já Grosjean rodou apenas na manhã do último dia, com um problema a evitar que o francês fizesse pouco mais do que aquecer o lugar.

A Sauber deixou uma tremenda impressão. Tão diferente de 2014 onde se arrastou pelas pistas. O novato Felipe Nsr e o sueco Marcus Ericsson com o motor Ferrari no seu C34 deixaram a ideia que a equipa suiça está em condições de se bater bem no meio do pelotão. Ao contrário da maioria das equipas a Sauber não tem o seu próprio simulador, tentando com êxito completar o máximo de quilometragem possível.

A Toro Rosso não deixou uma ideia muito clara e definitiva. Com dois rookies, pelo menos a certeza que Sainz e Verstappen terão a adrenalina e talento suficientes para em pista discutir posições. Resta saber qual a capacidade que ambos terão para evoluir o STR10, que tem no motor Renault mais um lastro do que um empurrão. Em Jerez ambos os pilotos estreantes foram capazes de ganhar quilometragem valioso teste.

De um modo geral, confirma-se, os carros estão mais rápidos que em 2014. A evolução dos chassis e dos motores esperada, vai ajudar a consolidar essa certeza.

Da lista de melhores cronos que sobraram dos 4 dias, ficaram Raikkonen com 1.20.841 (composto Macio), Vettel 1.20.984 (Médio), Nasr 1.21.545 (Macio), Rosberg 1.21.982 (Médio), Ericsson 1.22.019 (Macio) e Hamilton 1.22.172 (Médio).

Mais voltas nos 4 dias em Jerez, por escuderias, a Mercedes que rodou 516 voltas seguida da Sauber com 381, Toro Rosso 352, Ferrari 347, Williams 278, Lotus 190, Red Bull 165 e a McLaren só com 79. Para se ter em Kms, entre prieira e última. a Mercedes rodou 2285 Kms, a McLaren só 350 Kms.

Alguns outros Factos:

* Nos testes de 2014 em Jerez, A Ferrari tinha perdido 1,5s para a MErcedes, este ano bateu a Mercedes por 1,1s.

* Crono de Vettel de 1.20.984 nunca foi alcançado por Rosberg ou Hamilton com o mesmo composto.

* O primeiro teste da segunda geração destes motores indica que muito desempenho foi encontrado, apesar das novas regulamentações do nariz ter comprometido designers para encontrar mais downforce.

* Por Motores, a Mercedes rodou 4.357,15 Kms, a Ferrari 3.236,87, a Renault 2.298,13 e a Honda 349,81 Kms.

* O Speed Trap registou vantagem instantânea de velocidade para os Motores MErcedes, a saber as mais altas registadas nos 4 dias:


1 Felipe Massa (Williams-Mercedes) 307,6 kmh
2 Nico Rosberg (Mercedes) 307,6 kmh
3 Pastor Maldonado (Lotus-Mercedes) 306,8 kmh
4 Max Verstappen (Toro Rosso-Renault) 303,3 kmh
5 Marcus Ericsson (Sauber-Ferrari) 303,3 kmh
6 Kimi Raikkonen (Ferrari) 300,8 kmh
7 Daniil Kvyat (Red Bull-Renault) 294,2 kmh
8 Jenson Button (McLaren-Honda) 277,6 kmh


CRONOS DOS 4 DIAS



Das equipas já confirmadas para a nova temporada, a Force India esteve ausente. As informações recolhidas vão no sentido que a situação de ausência se possa prolongar para os testes de Barcelona. O rumor que a equipa poderia mesmo estar ausente da 1ª corrida da época, fdoram desementidas. Em todo o caso serão grandes as dificuldades sem Kms percorridos para a equipa na pré-época. As dificuldades na origem desta ausência parecem relacionadas com a falta de pagamento feita pelos patrocinadores do russo Soritkin, piloto de testes da equipa. Veremos como e quando se resolve a situação.

Após o final dos testes, a grande notícia relacionou-se com a possibilidade da Marussia se inscrever na época de 2015, com a designação de Manor GP, depois desta deixar de estar sob administração judicial a 19 de Fevereiro, fruto da disponibilidade do britânico Justin King, ex-diretor da Sainsbury e pai do piloto de F3 britânica, Jordan King.

Só que a Manor solicitou aos responsa´veis da F1, para usar o chassis de 2014 da Marussia pelo menos durante as primeiras corridas de 2015. Para tal acontecer, seria preciso uma unanimidade que não aconteceu. Red Bull, Toro Rosso, Lotus, Sauber, torceram o nariz. O Grupo Estratégico da Fórmula 1 declinou o pedido. Recorde-se que os responsáveis das escuderias que permaneceram na F1, decidiram antes dividir entre si os cerca de 30 Milhões de Euros pertencentes à Marussia resultantes dos pontos obtidos por Jules Bianchi no Mónaco o ano passado e que valeu à escuderia o 10º lugar final.

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