Adeptos israelitas contra recrutamento de jogadores muçulmanos

O Beitar de Jerusalém apresentou oficialmente dois jogadores de confissão muçulmana, originários da Chechénia, cuja contratação provocou a ira de parte dos adeptos do clube israelita

RTP /
Claque do Beitar ti

Zaur Sadaev e Dzhabrail Kadaev, provenientes do Terek de Grozni,
devem integrar o seu novo plantel, quinta-feira, após os exames médicos desta quarta-feira.

Sadaev, de 23 anos, declarou ter "vindo para jogar futebol e nada mais". "Nós não conhecemos a palavra medo", acrescentou o seu companheiro Kadaev, de 19 anos, quando questionado sobre as reacções à sua contratação.

Um núcleo duro de adeptos do Beitar, conhecido pelos seus excesos racistas, protestou, sábado, contra a vinda destes jogadores, decidida pelo dono do clube, Arcadi Gaydamak, de origem russa.

Na passada terça-feira, o jogo dos 32 avos de final da Taça de Israel, que o Beitar ganhou, por 5-0, ao Oum el-Fahem, um clube de uma cidade árabe do norte de Israel, decorreu num ambiente  eléctrico.

Dezoito adeptos do Beitar foram expulsos do estádio, outro foi detido por agressão a um polícia e um outro pelo consumo de droga.

Do lado do Oum el-Fahem, quatro apoiantes foram interpelados por brandirem uma bandeira palestiniana, um outro foi preso por agressão a um polícia  e quatro expulsos do estádio Teddy Kolle, segundo um porta-voz da polícia, que destacou centenas de efectivos, incluindo elementos das forças especiais anti-motim.

 

 
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