António Simões pede seriedade frente aos Estados Unidos

O antigo futebolista foi dos primeiros a jogar nos Estados Unidos e reconhece, na Antena 1, que o futebol tem evoluído muito naquele país.

Mário Aleixo - RTP /
António Simões conhece como poucos o futebol norte-americano Lusa

António Simões atuou nos Estados Unidos entre 1976 e 1982 tendo passado pelo Boston Minutemen, San Jose Earthquakes, Dallas Tornado, Detroit Lightning, Chicago Horizons, e Kansas Cornets.

Aos 73 anos fala do futebol norte-americano com particular à vontade e, em declarações ao jornalista Nuno Matos, faz a ponte entre o passado e o presente: “No meu tempo investiam no grande jogador mas depois inverteram o caminho. Após o Mundial de 1994 que organizaram, começaram a criar condições de treino e de desenvolvimento do jogo e a investir na formação”.



Simões frisa para quem não sabe que, na atualidade, há centenas de jogadores norte-americanos espalhados pelo mundo, sobretudo na Europa. As seleções marcam presenças nas provas internacionais. Já nos ganharam e não é muito fácil vencê-los”.

Do passado recordam-se a derrota de Portugal frente aos Estados Unidos no Mundial Coreia/Japão por 3-2 e o empate no Mundial do Brasil 2-2.

Para o jogo desta terça-feira entre as duas seleções, em Leiria, a partir das 20h45, Simões deixa o aviso: “É preciso encará-los de forma séria porque sabem jogar” e extrajogo acrescenta que “os europeus têm de aprender com eles de como se promove e vende o jogo”.

O ex-internacional português acredita que figuras como Cristiano Ronaldo e Lionel Messi possam acabar as suas carreiras nos Estados Unidos.

A terminar sobre o jogo de terça-feira e a seleção portuguesa ainda acrescenta um outro ângulo de observação: “O jogo servirá para dar espírito competitivo e oportunidade aos mais jovens enquanto ao selecionador compete tomar decisões”.
PUB