Futebol Internacional
Arbitrar a Supertaça Europeia é fruto do "trabalho", diz somali Omar Artan
O árbitro somali Omar Artan, afastado pelas autoridades dos Estados Unidos do Mundial2026, ao impedi-lo de entrar no país, atribuiu hoje ao “trabalho” o facto de ser o primeiro de outro Continente a dirigir a Supertaça Europeia.
“Tive sorte, mas trabalhei muito para chegar até aqui e estou realmente orgulhoso”, disse, ao site da UEFA, o ‘juíz’ de 34 anos, que na quarta-feira vai arbitrar o desafio entre o Paris Saint-Germain e o Aston Villa, em Salzburgo, na Áustria.
A oportunidade surge depois do árbitro africano ter visto frustrado o sonho de estar no Mundial2026, após lhe ter sido negada a entrada nos Estados Unidos, onde integraria o painel de eleitos pela FIFA para dirigir o torneio.
O Departamento de Estado norte-americano justificou a barragem do árbitro com "ligações a indivíduos suspeitos de pertencerem a organizações terroristas", alegações que causaram ampla indignação. Paralelamente, o presidente Donald Trump tem sido reincidente em declarações depreciativas quanto à comunidade somali – chegou a chamar-lhes “lixo” - além de ter bombardeado o país.
Grato pelo apoio que recebeu “de todo o mundo”, Omar Artan assumiu que foi “um período muito difícil” para si: “Muitas pessoas têm compaixão por mim, porque quando alguém trabalha muitos anos para fazer algo, e depois não o pode fazer, é muito desafiante. No entanto, agradeço muito o apoio que recebi em todo o mundo. Estou muito grato”.
Em 2025, Omar Artan tornou-se o primeiro do seu país a arbitrar uma final da Liga dos Campeões da Confederação Africana de Futebol (CAF) e foi distinguido com o prémio de Melhor Árbitro Masculino do Ano da CAF, um ano depois de ter sido pioneiro na sua nação ao participar na fase final da Taça das Nações Africanas.
Omar Artan, que cresceu num contexto “difícil” depois do pai ter falecido quando era anda jovem, revelou que esse infortúnio não o impediu de seguir os seus “sonhos”, um dos quais integrar a lista de árbitros internacionais da FIFA, em 2018.
“Como podem imaginar, cresci numa situação difícil, mas isso não me impediu de perseguir os meus sonhos", vincou.
Reconhece que o “apoio e reconhecimento” da CAF tem sido fundamental no seu percurso – “sem eles, isto não teria sido possível” -, numa oportunidade integrada igualmente num protocolo desta entidade com a UEFA, que visa uma maior cooperação entre as entidades.
“Esta é uma grande honra para Omar Artan e para os árbitros africanos. É um excelente exemplo de como o futebol aproxima e une as pessoas", regozijou-se o presidente da CAF, Patrice Motsepe.
O somali que tem ultrapassado todo o tipo de dificuldades ao longo da vida também dirigiu o jogo de atribuição do terceiro lugar do Mundial Sub-20 da FIFA, no Chile2025.
A oportunidade surge depois do árbitro africano ter visto frustrado o sonho de estar no Mundial2026, após lhe ter sido negada a entrada nos Estados Unidos, onde integraria o painel de eleitos pela FIFA para dirigir o torneio.
O Departamento de Estado norte-americano justificou a barragem do árbitro com "ligações a indivíduos suspeitos de pertencerem a organizações terroristas", alegações que causaram ampla indignação. Paralelamente, o presidente Donald Trump tem sido reincidente em declarações depreciativas quanto à comunidade somali – chegou a chamar-lhes “lixo” - além de ter bombardeado o país.
Grato pelo apoio que recebeu “de todo o mundo”, Omar Artan assumiu que foi “um período muito difícil” para si: “Muitas pessoas têm compaixão por mim, porque quando alguém trabalha muitos anos para fazer algo, e depois não o pode fazer, é muito desafiante. No entanto, agradeço muito o apoio que recebi em todo o mundo. Estou muito grato”.
Em 2025, Omar Artan tornou-se o primeiro do seu país a arbitrar uma final da Liga dos Campeões da Confederação Africana de Futebol (CAF) e foi distinguido com o prémio de Melhor Árbitro Masculino do Ano da CAF, um ano depois de ter sido pioneiro na sua nação ao participar na fase final da Taça das Nações Africanas.
Omar Artan, que cresceu num contexto “difícil” depois do pai ter falecido quando era anda jovem, revelou que esse infortúnio não o impediu de seguir os seus “sonhos”, um dos quais integrar a lista de árbitros internacionais da FIFA, em 2018.
“Como podem imaginar, cresci numa situação difícil, mas isso não me impediu de perseguir os meus sonhos", vincou.
Reconhece que o “apoio e reconhecimento” da CAF tem sido fundamental no seu percurso – “sem eles, isto não teria sido possível” -, numa oportunidade integrada igualmente num protocolo desta entidade com a UEFA, que visa uma maior cooperação entre as entidades.
“Esta é uma grande honra para Omar Artan e para os árbitros africanos. É um excelente exemplo de como o futebol aproxima e une as pessoas", regozijou-se o presidente da CAF, Patrice Motsepe.
O somali que tem ultrapassado todo o tipo de dificuldades ao longo da vida também dirigiu o jogo de atribuição do terceiro lugar do Mundial Sub-20 da FIFA, no Chile2025.