Futebol Internacional
Infantino acusado de enganar administração da FIFA
O diretor de operações da FIFA, Kevin Lamour, acusou Gianni Infantino de enganar a administração do organismo com o plano de abertura ao investimento privado, classificando-o como um “projeto de uma só pessoa”.
“Os vice-presidentes da FIFA, os membros do Conselho da FIFA, as confederações, as federações, os jogadores, as ligas, os clubes e os adeptos não foram os únicos ignorados. A própria administração da FIFA também foi enganada”, refere o franco-suíço, num comunicado enviado à Associated Press.
De acordo com o dirigente, a iniciativa “não é um projeto da FIFA” e “muito menos um projeto da administração da FIFA”.
“É o projeto de uma só pessoa”, salienta, apontando ao presidente da FIFA, o ítalo-suíço Gianni Infantino.
Lamour denuncia ainda uma “mentira por omissão durante meses” e um “exercício unilateral de poder”, que considera reveladores “de falta de confiança, falta de transparência, falta de discernimento, falta de boa governação e uma grave falta de respeito”.
“Este projeto não só não deve prosseguir – por razões óbvias que nem precisam de ser aqui enumeradas – como chegou a altura de os líderes políticos do futebol colocarem as perguntas certas e tomarem as decisões certas em relação a este projeto e ao que virá depois. Todos devem assumir a responsabilidade. Porque está a tornar-se cada vez mais difícil para a administração da FIFA trabalhar nestas condições e cumprir a sua missão", declara.
Antigo executivo da UEFA, integrado na FIFA há menos de dois anos, Lamour critica diretamente Infantino, defendendo que os funcionários da organização “merecem mais do que desprezo e intimidação”.
“A nossa missão – a missão das centenas de dirigentes apaixonados, dedicados e exemplares da FIFA – é servir o futebol. Não servir os interesses pessoais de uma pessoa que, infelizmente, acredita personificar a FIFA quando deveria estar ao seu serviço. Um presidente deve unir as pessoas, inspirá-las e promover a união. Hoje, estamos a viver o contrário”, afirmou, depois de admitir que pode perder o emprego no organismo, mas que “dormirá descansado”.
A crise interna agravou-se hoje com a demissão de Carlos Cordeiro, assessor de Infantino, que rejeitou a proposta, classificando-a como “prejudicial” para o futebol e “um mau negócio para o futuro do desporto”.
A criação da FFE tem o objetivo de gerir as atividades comerciais (transmissão, patrocínio, venda de bilhetes, licenciamento) e eventos (Mundial, Mundial de Clubes, em masculinos e femininos).
A UEFA, que reúne 55 federações europeias e sete dos últimos dez campeões do Mundo, ameaçou boicotar futuras competições da FIFA caso o plano avançasse. A CONCACAF, que reúne 41 federações da América do Norte, América Central e Caraíbas, rejeitou a proposta e a Confederação Africana de Futebol (CAF) pediu avaliação interna.
A FIFA estima captar 4.200 milhões de dólares (cerca de 3.662 milhões de euros), prometendo aumentar as dotações das 211 federações-membro de 8 (7 ME) para 20 milhões (17,4 ME), entre 2027 e 2030.
De acordo com o dirigente, a iniciativa “não é um projeto da FIFA” e “muito menos um projeto da administração da FIFA”.
“É o projeto de uma só pessoa”, salienta, apontando ao presidente da FIFA, o ítalo-suíço Gianni Infantino.
Lamour denuncia ainda uma “mentira por omissão durante meses” e um “exercício unilateral de poder”, que considera reveladores “de falta de confiança, falta de transparência, falta de discernimento, falta de boa governação e uma grave falta de respeito”.
“Este projeto não só não deve prosseguir – por razões óbvias que nem precisam de ser aqui enumeradas – como chegou a altura de os líderes políticos do futebol colocarem as perguntas certas e tomarem as decisões certas em relação a este projeto e ao que virá depois. Todos devem assumir a responsabilidade. Porque está a tornar-se cada vez mais difícil para a administração da FIFA trabalhar nestas condições e cumprir a sua missão", declara.
Antigo executivo da UEFA, integrado na FIFA há menos de dois anos, Lamour critica diretamente Infantino, defendendo que os funcionários da organização “merecem mais do que desprezo e intimidação”.
“A nossa missão – a missão das centenas de dirigentes apaixonados, dedicados e exemplares da FIFA – é servir o futebol. Não servir os interesses pessoais de uma pessoa que, infelizmente, acredita personificar a FIFA quando deveria estar ao seu serviço. Um presidente deve unir as pessoas, inspirá-las e promover a união. Hoje, estamos a viver o contrário”, afirmou, depois de admitir que pode perder o emprego no organismo, mas que “dormirá descansado”.
A crise interna agravou-se hoje com a demissão de Carlos Cordeiro, assessor de Infantino, que rejeitou a proposta, classificando-a como “prejudicial” para o futebol e “um mau negócio para o futuro do desporto”.
A criação da FFE tem o objetivo de gerir as atividades comerciais (transmissão, patrocínio, venda de bilhetes, licenciamento) e eventos (Mundial, Mundial de Clubes, em masculinos e femininos).
A UEFA, que reúne 55 federações europeias e sete dos últimos dez campeões do Mundo, ameaçou boicotar futuras competições da FIFA caso o plano avançasse. A CONCACAF, que reúne 41 federações da América do Norte, América Central e Caraíbas, rejeitou a proposta e a Confederação Africana de Futebol (CAF) pediu avaliação interna.
A FIFA estima captar 4.200 milhões de dólares (cerca de 3.662 milhões de euros), prometendo aumentar as dotações das 211 federações-membro de 8 (7 ME) para 20 milhões (17,4 ME), entre 2027 e 2030.
(Com Lusa)