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Inter Milão é campeão de Itália pela 21.ª vez

Inter Milão é campeão de Itália pela 21.ª vez

O Inter Milão sagrou-se hoje campeão da Liga italiana de futebol pela 21.ª vez na sua história, ao vencer o Parma por 2-0 na 35.ª jornada, sucedendo ao Nápoles após ter sido segundo em 2024/25.

Lusa /
REUTERS/Daniele Mascolo

Golos do francês Marcus Thuram, aos 45+1 minutos, e do arménio Mkhitaryan, aos 80, coroaram com a vitória a conquista do 21.º ‘scudetto’, num jogo em que os ‘nerazzurri’ só precisavam de empatar, dada a igualdade de sábado dos napolitanos com o Como (0-0) e a derrota de hoje do AC Milan em casa do Sassuolo (2-0).

Com 82 pontos, contra 70 dos campeões de 2024/25 e os 67 do rival e vizinho, terceiro classificado, a três jornadas do fim o Inter já não pode ser alcançado.

É o 21.º título da Serie A para a equipa, orientada pelo antigo jogador romeno do clube, Christian Chivu, que ainda pode fazer a ‘dobradinha’ se vencer a final da Taça de Itália, ante a Lazio, em 13 de maio.
Inter Milão desbravou caminho em dezembro e ninguém mais o parou na Serie A
O Inter Milão recuperou o ‘trono’ do futebol italiano para arrecadar o seu 21.º título de campeão, numa caminhada que começou a desbravar a meio de dezembro e que se tornou imparável para a concorrência direta.

Um ano depois de ter perdido a corrida pelo bicampeonato para o Nápoles por apenas um ponto de diferença, a formação de Milão revelou-se intratável na Serie A 2025/26 a partir do Natal e, com três jornadas por disputar, conquistou o topo pela terceira vez nos últimos seis anos.

Já com o título no ‘bolso’ e a final da Taça de Itália para disputar, frente à Lazio, o Inter tem certamente agora a ‘mira’ apontada à ‘dobradinha’, algo que lhe foge desde 2009/10, sendo que já não tem a possibilidade de repetir o ‘triplete’ dessa época sob o comando de José Mourinho, face à surpreendente eliminação da Liga dos Campeões perante o Bodo/Glimt.



Em 2021, quando acabaram com a longa hegemonia da Juventus – vencedora de nove campeonatos consecutivos entre 2012 e 2020 -, os ‘nerazzurri’ emergiram como a principal força do ‘calcio’, com Antonio Conte, só que imediatamente foram remetidos a um papel secundário por AC Milan e Nápoles nas épocas seguintes, até conseguirem resgatar o ‘scudetto’ há dois anos, já com Simone Inzaghi ao comando.

O técnico que os levou a duas finais da Liga dos Campeões acabaria por fechar o ciclo em Milão após a derrota com o Paris Saint-Germain na temporada passada, para rumar ao ‘el dorado’ da Arábia Saudita, sendo substituído pelo romeno Cristian Chivu, um antigo central internacional romeno, que ergueu a última ‘orelhuda’ do clube enquanto jogador.

A curta experiência de três meses no Parma foi suficiente para os responsáveis milaneses apostarem no técnico, de 45 anos, mas as duas derrotas nas três primeiras rondas da Serie A, diante de Torino e Juventus, envolveram Chivu num manto de desconfiança, que se intensificou com as derrotas diante dos napolitanos (3-1) e no ‘Derby della Madonnina’ com o rival milanês (1-0).

O Inter era quarto classificado à 12.ª jornada – ainda que numa estreita luta com Roma, Nápoles e AC Milan -, mas três rondas volvidas estava isolado na liderança e não mais de lá saiu, cimentando a posição dominante com 14 vitórias em 15 jogos e apenas cedendo um empate nesse período, com Nápoles, em casa (2-2).

E este título agora consumado nem sequer assentou nos duelos com os principais rivais, já que, nas oito partidas do campeonato com Juventus, Nápoles, AC Milan e Roma, apenas venceu três (duas das quais aos romanos) e perdeu quatro, sendo mesmo derrotado em ambos os duelos com os ‘rossoneri’.

De resto, foi precisamente no segundo dérbi milanês que chegou ao fim a sequência invencível do Inter na prova, mas a vantagem pontual era já tão dilatada, que nem os três encontros seguidos sem vencer nesse período fizeram perigar a posição ‘nerazzurra’. Nem mesmo perante a ausência do capitão Lautaro Martínez, que tem enfrentado problemas físicos desde fevereiro.

A cumprir a oitava época em Milão, o internacional argentino, autor de 16 golos na Serie A, continua a ser o melhor marcador da competição e de uma equipa que mostrou não estar exclusivamente dependente da sua principal referência para ser a maior produtora de remates certeiros, com 82, a larga distância do perseguidores mais diretos, o surpreendente Como (59) e a Juventus (58).

Por outro lado, o Inter voltou a socorrer-se do plantel mais completo em Itália para consumar este título, assentando a sua consistência nos ‘intratáveis’ Akanji e Bastoni, nos inesgotáveis Dimarco, Barella e Zielinski, além do ‘criativo’ Çalhanoglu (nove golos e quatro assistências) e dos avançados Marcus Thuram (13) e Francesco Esposito (seis), este último um jovem 'gigante' (1,91 metros) de 20 anos já chamado à seleção principal de Itália.


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