Futebol Internacional
Mourinho treinador do Ano
José Mourinho foi esta segunda-feira eleito melhor treinador do mundo de 2010 pela FIFA, no Congresso de Zurique, Suíça.
José Mourinho voltou a ser "Special One",
ao ser eleito melhor treinador de futebol do ano pela FIFA, depois de na
última época ter conquistado "tudo" ao serviço do Inter de Milão.
"Não sou mais um, penso que sou especial". A frase, proferida em 2004,
valeu a alcunha de "Special One" a José Mourinho, atual técnico do Real
Madrid, que bateu na corrida ao prémio FIFA os espanhóis Vicente Del Bosque,
campeão do Mundo, e Pep Guardiola, do FC Barcelona.
Mourinho junta o prémio FIFA, atribuído pela primeira vez, a muitos
outros galardões, entre os quais melhor treinador, atribuídos por UEFA,
Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, Itália, Inglaterra
e World Soccer.
Quando fez a afirmação, ao ser apresentado no Chelsea, Mourinho era
o campeão europeu em título, mas ainda só tinha seis dos 17 títulos conquistados
em 10 anos de carreira, onde se contam duas Ligas portuguesas, duas inglesas,
duas italianas, duas Ligas dos Campeões e uma Taça UEFA.
Aos 47 anos, só não conquistou títulos no Benfica e na União de Leiria,
os primeiros clubes. Desde 2002/03, foi colecionando troféus no FC Porto,
Chelsea e Inter de Milão, com a exceção de 2007/08 - deixou Londres em setembro.
Chegou ao Benfica à quinta jornada de 2000/01 e cumpriu 11 jogos, saindo
em dezembro depois de reclamar ao novo presidente, Manuel Vilarinho, que
o confirmasse para a época seguinte, após derrotar o Sporting na Luz (3-0).
Este triunfo e a saída são os momentos que considerou os mais marcantes
no Benfica, onde chegou, pela mão de João Vale e Azevedo, três meses após
deixar de ser adjunto de Louis van Gaal em Barcelona.
Seguiu-se Leiria, onde destaca "o crescimento da equipa até chegar ao
quarto lugar", à frente do Benfica. Saiu para o FC Porto, após oito jogos
seguidos sem perder.
Contratado pelo FC Porto em janeiro de 2002, para substituir Octávio
Machado, estreou-se à 20. jornada e prometeu na apresentação o título na
época seguinte.
Cumpriu a promessa com juros: ao Dragão chegaram dois títulos nacionais,
uma Taça UEFA, uma Liga dos Campeões, uma Taça de Portugal e uma Supertaça
lusa. "No FC Porto... a 'Champions'. O máximo, a equipa chegou ao paraíso",
frisa.
Chegou a Londres no verão de 2004 com a medalha de campeão europeu para
orientar o Chelsea, que não conquistava o título há 50 anos. Em Inglaterra,
tornou-se "superstar": o sobretudo Armani, a forma exuberante de estar no
banco e a relação afetiva com jogadores e adeptos tornaram-se imagens de
marca.
Mas isso de pouco valeria se não tivesse ganho tudo internamente (duas
Ligas, uma Taça, duas Taças da Liga e uma Supertaça). Foi ainda duas vezes
semifinalista da Liga dos Campeões.
A 20 de setembro de 2007, dia em que cumpria sete anos como treinador
principal, rescindiu contrato com o Chelsea, após a estreia na fase de grupos
da "Champions".
Quase se tornou selecionador de Inglaterra, mas os nove meses de paragem
terminaram quando assinou pelo Inter, para ganhar duas Ligas, uma Taça,
uma Supertaça e ainda uma Liga dos Campeões.
"No Inter, o triplete completo em 15 dias. Taça de Itália, campeonato,
meias-finais (da Liga dos Campeões) com o Barcelona e final com Bayern.
Sobre-humano", destaca da sua passagem pelo clube italiano, que não era
campeão europeu há 45 anos.
Quando em Setembro chegou a Madrid garantiu querer deixar uma marca:
"No Real, quero ser visto um dia como um grande profissional, que trabalhou
nos limites, que se preocupou com o crescimento do clube de futebol e das
suas estruturas. E, se possível, que tenha ganho títulos".
Quando soube que estava entre os finalistas ao prémio FIFA, Mourinho
garantiu que trocava o prémio por vitórias em campo: "O que posso dizer?
Prefiro ganhar o jogo do próximo domingo do que a Bola de Ouro".
C/Lusa
ao ser eleito melhor treinador de futebol do ano pela FIFA, depois de na
última época ter conquistado "tudo" ao serviço do Inter de Milão.
"Não sou mais um, penso que sou especial". A frase, proferida em 2004,
valeu a alcunha de "Special One" a José Mourinho, atual técnico do Real
Madrid, que bateu na corrida ao prémio FIFA os espanhóis Vicente Del Bosque,
campeão do Mundo, e Pep Guardiola, do FC Barcelona.
Mourinho junta o prémio FIFA, atribuído pela primeira vez, a muitos
outros galardões, entre os quais melhor treinador, atribuídos por UEFA,
Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, Itália, Inglaterra
e World Soccer.
Quando fez a afirmação, ao ser apresentado no Chelsea, Mourinho era
o campeão europeu em título, mas ainda só tinha seis dos 17 títulos conquistados
em 10 anos de carreira, onde se contam duas Ligas portuguesas, duas inglesas,
duas italianas, duas Ligas dos Campeões e uma Taça UEFA.
Aos 47 anos, só não conquistou títulos no Benfica e na União de Leiria,
os primeiros clubes. Desde 2002/03, foi colecionando troféus no FC Porto,
Chelsea e Inter de Milão, com a exceção de 2007/08 - deixou Londres em setembro.
Chegou ao Benfica à quinta jornada de 2000/01 e cumpriu 11 jogos, saindo
em dezembro depois de reclamar ao novo presidente, Manuel Vilarinho, que
o confirmasse para a época seguinte, após derrotar o Sporting na Luz (3-0).
Este triunfo e a saída são os momentos que considerou os mais marcantes
no Benfica, onde chegou, pela mão de João Vale e Azevedo, três meses após
deixar de ser adjunto de Louis van Gaal em Barcelona.
Seguiu-se Leiria, onde destaca "o crescimento da equipa até chegar ao
quarto lugar", à frente do Benfica. Saiu para o FC Porto, após oito jogos
seguidos sem perder.
Contratado pelo FC Porto em janeiro de 2002, para substituir Octávio
Machado, estreou-se à 20. jornada e prometeu na apresentação o título na
época seguinte.
Cumpriu a promessa com juros: ao Dragão chegaram dois títulos nacionais,
uma Taça UEFA, uma Liga dos Campeões, uma Taça de Portugal e uma Supertaça
lusa. "No FC Porto... a 'Champions'. O máximo, a equipa chegou ao paraíso",
frisa.
Chegou a Londres no verão de 2004 com a medalha de campeão europeu para
orientar o Chelsea, que não conquistava o título há 50 anos. Em Inglaterra,
tornou-se "superstar": o sobretudo Armani, a forma exuberante de estar no
banco e a relação afetiva com jogadores e adeptos tornaram-se imagens de
marca.
Mas isso de pouco valeria se não tivesse ganho tudo internamente (duas
Ligas, uma Taça, duas Taças da Liga e uma Supertaça). Foi ainda duas vezes
semifinalista da Liga dos Campeões.
A 20 de setembro de 2007, dia em que cumpria sete anos como treinador
principal, rescindiu contrato com o Chelsea, após a estreia na fase de grupos
da "Champions".
Quase se tornou selecionador de Inglaterra, mas os nove meses de paragem
terminaram quando assinou pelo Inter, para ganhar duas Ligas, uma Taça,
uma Supertaça e ainda uma Liga dos Campeões.
"No Inter, o triplete completo em 15 dias. Taça de Itália, campeonato,
meias-finais (da Liga dos Campeões) com o Barcelona e final com Bayern.
Sobre-humano", destaca da sua passagem pelo clube italiano, que não era
campeão europeu há 45 anos.
Quando em Setembro chegou a Madrid garantiu querer deixar uma marca:
"No Real, quero ser visto um dia como um grande profissional, que trabalhou
nos limites, que se preocupou com o crescimento do clube de futebol e das
suas estruturas. E, se possível, que tenha ganho títulos".
Quando soube que estava entre os finalistas ao prémio FIFA, Mourinho
garantiu que trocava o prémio por vitórias em campo: "O que posso dizer?
Prefiro ganhar o jogo do próximo domingo do que a Bola de Ouro".
C/Lusa