Futebol Internacional
O "canhão" do Arsenal fez-se ouvir em Inglaterra
À quarta foi de vez para o Arsenal de Mikel Arteta, que nas três últimas épocas teve de contentar-se com o sabor amargo de ser vice-campeão inglês de futebol, mas este ano ergueu mesmo o troféu.
Hoje, nem precisou de jogar, assistindo na penúltima jornada da Liga inglesa a nova perda de pontos do rival Manchester City, que empatou em Bournemouth e assim ficou a irrecuperáveis quatro pontos.
Sem vedetas absolutas no plantel, o histórico clube do norte de Londres impôs-se pelo coletivo, com momentos de futebol brilhante, destacando-se uma defesa de grande acerto e a excelência do jogo de bolas paradas, a acompanhar um bom entendimento entre jogadores que se conhecem na perfeição.
A estabilidade tem sido o segredo do Arsenal dos tempos modernos, dos últimos 30 anos, em que só teve treinadores estrangeiros.
Primeiro, o carismático francês Arsène Wenger, depois, por uma época, apenas o espanhol Unai Emery (que está no Aston Villa) e agora o também espanhol Arteta, que promete deixar marca na história dos 'gunners' em linha com a longa permanência de Wenger.
Esta época, a campanha chegou a estar comprometida, com a liderança que parecia segura a ser depois discutida pelo Manchester City, que chegou a comandar a prova.
Mas alguns 'tiros no pé' da equipa de Guardiola deram espaço a que o Arsenal fechasse a época em grande, com o quarto título da Premier League e a final da Liga dos Campeões, dia 30, onde vai tentar bater o Paris Saint-Germain.
Um quadro totalmente diferente da 'tremedeira' de março e abril, em que cedeu a liderança ao City, por quem foi eliminado da Taça da Liga, e em que caiu na Taça de Inglaterra às mãos do Southampton.
O basco Arteta, que foi jogador do Arsenal entre 2011 e 2016, está aos 44 anos no ponto máximo de uma carreira que, a fazer fé no ADN arsenalista, pode ser ainda mais brilhante.
Adjunto do já lendário Pep Guardiola no City, assim que parou de jogar, está desde 2019 à frente do grande clube de Londres, construindo com tempo e evidente sabedoria uma equipa ganhadora, que joga bem e de forma limpa.
O Arsenal é a equipa da Premier League com menos cartões amarelos e vermelhos (nem um tem), o que diz tudo sobre a forma como tem encarado os seus confrontos, recorrendo mesmo muito pouco ao jogo duro.
Numa equipa de muitos virtuosos, o 'dono' da baliza é o espanhol David Raya, o guarda-redes menos batido e detentor de uma impressionante série de 19 jogos sem sofrer golos - vence sem surpresa o prémio Golden Glove pelo terceiro ano consecutivo. A segurança que dá à equipa tem sido essencial para o lançamento das jogadas ofensivas.
Na defesa, impera o brasileiro Gabriel Magalhães, um dos escolhidos para a seleção canarinha que vai ao Mundial. O francês William Saliba e o neerlandês Jurrien Timber têm sido outras referências essenciais no quarteto defensivo.
Declan Rice, grande especialista de bolas paradas e a contratação mais cara de sempre do Arsenal, o capitão norueguês Martin Odegaard, Eberechi Eze e o espanhol Martin Zubinmendi são médios de referência na 'locomotiva' da equipa.
Na frente, o melhor marcador da equipa - mas longe de o ser na Premier League - é o sueco Viktor Gyokeres, campeão nas duas épocas anteriores pelo Sporting.
O brasileiro Gabriel Martinelli, que também vai ao Mundial, tem estado menos influente que o habitual, esta época, mas a frente de ataque tem vivido muito do talento individual de Bukayo Saka e do belga Leandro Trossard, entre outros.
Depois de três vezes ficar às portas do triunfo, o Arsenal confirma-se como a equipa mais consistente da década, a par do Manchester City, contrastando bem com o eclipse total do até agora campeão Liverpool.
A espera foi longa, mais longa do que seria de esperar - o último triunfo foi em 2003/2004, ainda com Wenger. Mas este ano pode ser o melhor de sempre, para o emblema do canhão, se vencer a Liga dos Campeões, onde nunca foi além de finalista derrotado, há exatamente 20 anos.
Sem vedetas absolutas no plantel, o histórico clube do norte de Londres impôs-se pelo coletivo, com momentos de futebol brilhante, destacando-se uma defesa de grande acerto e a excelência do jogo de bolas paradas, a acompanhar um bom entendimento entre jogadores que se conhecem na perfeição.
A estabilidade tem sido o segredo do Arsenal dos tempos modernos, dos últimos 30 anos, em que só teve treinadores estrangeiros.
Primeiro, o carismático francês Arsène Wenger, depois, por uma época, apenas o espanhol Unai Emery (que está no Aston Villa) e agora o também espanhol Arteta, que promete deixar marca na história dos 'gunners' em linha com a longa permanência de Wenger.
Esta época, a campanha chegou a estar comprometida, com a liderança que parecia segura a ser depois discutida pelo Manchester City, que chegou a comandar a prova.
Mas alguns 'tiros no pé' da equipa de Guardiola deram espaço a que o Arsenal fechasse a época em grande, com o quarto título da Premier League e a final da Liga dos Campeões, dia 30, onde vai tentar bater o Paris Saint-Germain.
Um quadro totalmente diferente da 'tremedeira' de março e abril, em que cedeu a liderança ao City, por quem foi eliminado da Taça da Liga, e em que caiu na Taça de Inglaterra às mãos do Southampton.
O basco Arteta, que foi jogador do Arsenal entre 2011 e 2016, está aos 44 anos no ponto máximo de uma carreira que, a fazer fé no ADN arsenalista, pode ser ainda mais brilhante.
Adjunto do já lendário Pep Guardiola no City, assim que parou de jogar, está desde 2019 à frente do grande clube de Londres, construindo com tempo e evidente sabedoria uma equipa ganhadora, que joga bem e de forma limpa.
O Arsenal é a equipa da Premier League com menos cartões amarelos e vermelhos (nem um tem), o que diz tudo sobre a forma como tem encarado os seus confrontos, recorrendo mesmo muito pouco ao jogo duro.
Numa equipa de muitos virtuosos, o 'dono' da baliza é o espanhol David Raya, o guarda-redes menos batido e detentor de uma impressionante série de 19 jogos sem sofrer golos - vence sem surpresa o prémio Golden Glove pelo terceiro ano consecutivo. A segurança que dá à equipa tem sido essencial para o lançamento das jogadas ofensivas.
Na defesa, impera o brasileiro Gabriel Magalhães, um dos escolhidos para a seleção canarinha que vai ao Mundial. O francês William Saliba e o neerlandês Jurrien Timber têm sido outras referências essenciais no quarteto defensivo.
Declan Rice, grande especialista de bolas paradas e a contratação mais cara de sempre do Arsenal, o capitão norueguês Martin Odegaard, Eberechi Eze e o espanhol Martin Zubinmendi são médios de referência na 'locomotiva' da equipa.
Na frente, o melhor marcador da equipa - mas longe de o ser na Premier League - é o sueco Viktor Gyokeres, campeão nas duas épocas anteriores pelo Sporting.
O brasileiro Gabriel Martinelli, que também vai ao Mundial, tem estado menos influente que o habitual, esta época, mas a frente de ataque tem vivido muito do talento individual de Bukayo Saka e do belga Leandro Trossard, entre outros.
Depois de três vezes ficar às portas do triunfo, o Arsenal confirma-se como a equipa mais consistente da década, a par do Manchester City, contrastando bem com o eclipse total do até agora campeão Liverpool.
A espera foi longa, mais longa do que seria de esperar - o último triunfo foi em 2003/2004, ainda com Wenger. Mas este ano pode ser o melhor de sempre, para o emblema do canhão, se vencer a Liga dos Campeões, onde nunca foi além de finalista derrotado, há exatamente 20 anos.