Ódio de estimação interrompe o Sérvia-Albânia

Um “drone” (aeronave não tripulada) e a invasão de campo levaram à suspensão do encontro Sérvia-Albânia, a contar para o grupo I de qualificação para o Euro2016. Um caso de ódio de estimação como revela o jornalista da Antena 1, Ricardo Alexandre.

RTP /
A queda da bandeira incendiou o ambiente e levou à interrupção do jogo EPA

Agitação nas bancadas, um “drone” a sobrevoar o estádio e uma bandeira da Albânia a cair sobre o relvado foram o rastilho para tudo o que se seguiu.

Segundo o jornalista da Antena 1: “Repete-se um ciclo de confrontação. A Sérvia vai ter de jogar em Tirana, na Albânia, e é de adivinhar mais tensão. Provocação é a palavra que hoje se repete nos ‘media’ de Belgrado”.

Olsi Rama, irmão do primeiro-ministro albanês, Edi Rama, foi detido em Belgrado, acusado organizar o incidente que causou a interrupção do jogo, segundo informação veiculada pela televisão oficial sérvia (RTS).

Segundo a RTS, que cita o Ministério do Interior, era Olsi Rama que telecomandava, a partir de um camarote oficial do estádio do Partizan, o "drone" que sobrevoou o relvado com uma bandeira alusiva à denominada "Grande Albânia" e que provocou confrontos envolvendo jogadores das duas equipas e adeptos sérvios.

Em termos desportivos foi enviado um relatório para o comité de Controlo, Ética e Disciplina da UEFA a reportar o sucedido. depois da análise sugirão as consequências que podem ir do reatamento da partida a uma eventual punião das seleções intervenientes no jogo.
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