Futebol Internacional
Organização da Copa América no Brasil provoca polémica
O governo brasileiro confirmou a receção da Copa América mas alguns políticos e entidades de saúde não concordam.
Com a confirmação da realização da Copa América os responsáveis governamentais informaram também que a competição desportiva terá, pelo menos, quatro sedes estaduais, num momento em especialistas preveem uma segunda vaga da pandemia no Brasil.
"Confirmada a Copa América no Brasil. Venceu a coerência! O Brasil que sedia jogos da Libertadores, Sul-Americana, sem falar nos campeonatos estaduais e brasileiro, não poderia virar as costas para um campeonato tradicional como este. As partidas serão em Mato Grosso, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Goiás, sem público", informou o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, na rede social Twitter.
Também o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, aproveitou a presença da imprensa numa cerimónia relacionada com vacinas contra a covid-19 para declarar que o Brasil está em "condição de realizar a Copa América", num momento em que o país ultrapassou as 465 mil mortes devido ao novo coronavírus.
"Como tem um facto novo que tem a ver com a paixão nacional, informo que fui procurado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) com anúncio de que a Federação Argentina de Futebol não tinha condições de realizar a Copa América. (...) Ouvi os ministros interessados, apresentamos os argumentos. Já foram realizados aproximadamente 80 jogos na América do Sul, sem problema nenhum", argumentou o chefe de Estado.
Contudo, o mandatário brasileiro mostrou-se sempre favorável à realização do torneio no país, apesar do preocupante avanço da pandemia e da grande circulação de variantes mais contagiosas, como o P.1, detetada no Amazonas.
De acordo com o executivo, presidido por Jair Bolsonaro, os jogos irão realizar-se nas unidades federativas do Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Goiás, e não contarão com público.
"Confirmada a Copa América no Brasil. Venceu a coerência! O Brasil que sedia jogos da Libertadores, Sul-Americana, sem falar nos campeonatos estaduais e brasileiro, não poderia virar as costas para um campeonato tradicional como este. As partidas serão em Mato Grosso, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Goiás, sem público", informou o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, na rede social Twitter.
Também o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, aproveitou a presença da imprensa numa cerimónia relacionada com vacinas contra a covid-19 para declarar que o Brasil está em "condição de realizar a Copa América", num momento em que o país ultrapassou as 465 mil mortes devido ao novo coronavírus.
"Como tem um facto novo que tem a ver com a paixão nacional, informo que fui procurado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) com anúncio de que a Federação Argentina de Futebol não tinha condições de realizar a Copa América. (...) Ouvi os ministros interessados, apresentamos os argumentos. Já foram realizados aproximadamente 80 jogos na América do Sul, sem problema nenhum", argumentou o chefe de Estado.
A decisão que coloca o Brasil como sede do torneio de futebol tem sido fortemente criticada por diversos setores políticos e especialistas em saúde, devido ao recrudescimento das infeções nas últimas semanas e à possibilidade de uma terceira vaga da pandemia.
Contudo, o mandatário brasileiro mostrou-se sempre favorável à realização do torneio no país, apesar do preocupante avanço da pandemia e da grande circulação de variantes mais contagiosas, como o P.1, detetada no Amazonas.
A Copa América foi confirmada no Brasil na segunda-feira pela Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), depois de a Colômbia e Argentina terem desistido de organizá-la.