Os dirigentes têm falta de profissionalismo
Humberto Coelho defende que os dirigentes dos clubes portugueses têm falta de experiência na área futebolística para fazer uma gestão correcta. É essa a explicação que o treinador dá para a sua ida para o comando técnico da Selecção da Tunísia.
Ouvido pela Antena 1, Humberto Coelho afirma que há falta de competência entre os gestores portugueses: "É preciso competência e pessoas que percebam de futebol e não só de gestão".
"Muitas vezes as pessoas que estão à frente dos clubes não têm experiência de futebol para fazer uma gestão correcta. Acho que o futebol tem que mudar um pouco", frisa.
O treinador considera que a chave do problema está no profissionalismo dos dirigentes dos clubes: "O problema em Portugal é que há dirigentes que não acompanham bem o futebol. São dirigentes de momento. Há que profissionalizar convenientemente os clubes com pessoas que percebam de futebol".
"Nada melhor do que os antigos jogadores para conhecer os jogadores. A mentalidade tem que mudar, tem que ser mais profissional. Tem que se ter novos objectivos para cativar meios financeiros, a adesão do público", sugere.
"Há treinadores, como por exemplo o Toni e o Inácio que foram campeões em Portugal e que têm que trabalhar fora do país. Vê-se que alguma coisa está mal em Portugal", desabafa.
Qualificação para o Mundial 2010 é objectivo
Humberto Coelho vai substituir Roger Lemerre à frente do comando técnico da Selecção da Tunísia. O treinador está optimista.
"A Tunísia é uma boa selecção, uma das melhores africanas. Vou substituir um seleccionador que foi campeão do mundo e campeão europeu. O meu trabalho tem como objectivos a classificação para a CAN e para o campeonato do mundo de 2010. Penso que vai ser um bom trabalho", assegura.
A Tunísia foi derrotada este domingo por 2-1 pelo Burkina Faso, na primeira jornada da zona africana para o apuramento do campeonato do mundo de 2010.
Humberto Coelho confessa que ficou surpreendido: "Ninguém estava à espera. O que é certo é que o futebol é assim mesmo. O Burkina Faso jogou bem".
"Agora há que recuperar deste contratempo. Creio que esta primeira fase é importante. Há agora cinco jogos na frente para se ganhar e se conseguir a qualificação", sublinha.