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Os dirigentes têm falta de profissionalismo

Os dirigentes têm falta de profissionalismo

Humberto Coelho defende que os dirigentes dos clubes portugueses têm falta de experiência na área futebolística para fazer uma gestão correcta. É essa a explicação que o treinador dá para a sua ida para o comando técnico da Selecção da Tunísia.

RTP /
Humberto Coelho (na foto em 1970, quando era jogador do Benfica) considera que os antigos jogadores são quem melhor conhece os actuais futebolistas Lusa

Ouvido pela Antena 1, Humberto Coelho afirma que há falta de competência entre os gestores portugueses: "É preciso competência e pessoas que percebam de futebol e não só de gestão".

"Muitas vezes as pessoas que estão à frente dos clubes não têm experiência de futebol para fazer uma gestão correcta. Acho que o futebol tem que mudar um pouco", frisa.

O treinador considera que a chave do problema está no profissionalismo dos dirigentes dos clubes: "O problema em Portugal é que há dirigentes que não acompanham bem o futebol. São dirigentes de momento. Há que profissionalizar convenientemente os clubes com pessoas que percebam de futebol".

"Nada melhor do que os antigos jogadores para conhecer os jogadores. A mentalidade tem que mudar, tem que ser mais profissional. Tem que se ter novos objectivos para cativar meios financeiros, a adesão do público", sugere.

"Há treinadores, como por exemplo o Toni e o Inácio que foram campeões em Portugal e que têm que trabalhar fora do país. Vê-se que alguma coisa está mal em Portugal", desabafa.

Qualificação para o Mundial 2010 é objectivo

Humberto Coelho vai substituir Roger Lemerre à frente do comando técnico da Selecção da Tunísia. O treinador está optimista.

"A Tunísia é uma boa selecção, uma das melhores africanas. Vou substituir um seleccionador que foi campeão do mundo e campeão europeu. O meu trabalho tem como objectivos a classificação para a CAN e para o campeonato do mundo de 2010. Penso que vai ser um bom trabalho", assegura.

A Tunísia foi derrotada este domingo por 2-1 pelo Burkina Faso, na primeira jornada da zona africana para o apuramento do campeonato do mundo de 2010.

Humberto Coelho confessa que ficou surpreendido: "Ninguém estava à espera. O que é certo é que o futebol é assim mesmo. O Burkina Faso jogou bem".

"Agora há que recuperar deste contratempo. Creio que esta primeira fase é importante. Há agora cinco jogos na frente para se ganhar e se conseguir a qualificação", sublinha.

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