Polémica com Luís Suárez no Liverpool

O avançado quer sair, o dono do clube não deixa porque, diz, "precisamos do Luis"

RTP /
Luís Suárez reuters

John W. Henry, o homem de negócios norte-americano proprietário do Liverpool, declarou à imprensa britânica a sair esta sexta-feira, não ter  intenções de vender o uruguaio Luís Suárez, que espera, por seu lado, ir para o Arsenal.

"Não vamos vender o Luís", disse Henry ao quotidiano "The Guardian". "Digo-o sem equívocos possíveis: não o vendemos ao Arsenal seja qual for o montante da oferta (...). E não o vendemos a um clube estrangeiro porque não temos tempo de encontrar um substituto", acrescentou.

"Para todos os clubes, é muito importante não vender [um jogador a um clube rival], mas é ainda mais importante para o Liverpool, pois não disputamos uma competição europeia esta época e não estamos na Liga dos Campeões há muito tempo", prosseguiu.

"Vender um jogador a um clube nosso rival para os lugares de acesso à Europa seria ridículo", explicou. 

Suárez, que chegou ao Liverpool em 2011, proveniente dos holandeses do  Ajax, acusa os seus dirigentes de não respeitarem os termos do seu contrato.

Segundo ele, o contrato tem uma cláusula que lhe permite deixar Anfield Road  se um clube puser em cima da mesa 40 milhões de libras (€46 milhões), soma que o Arsenal propôs aos dirigentes dos reds.

O avançado, de 26 anos, com 30 golos marcados na última época, ameaçou recorrer às autoridades desportivas inglesas para uma arbitragem, ameaça que levou o treinador do Liverpool, Brendan Rodgers, a dizer que Suárez não respeitava o seu clube.

"O nosso treinador está vexado, os nossos adeptos também, mas precisamios do Luís e tudo se vai resolver, esperemos", sublinhou Henry.

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