Futebol Internacional
Presidente da UEFA descarta imperadores no futebol depois da polémica com FIFA
O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, descartou que o futebol necessite de imperadores, após o projeto abortado da FIFA de comercializar participações dos Mundiais de futebol a investidores privados.
“Chegou a hora de dizer 'basta'. O futebol não precisa de imperadores”, afirmou o dirigente esloveno, ao discursar na 33.ª Assembleia Geral (AG) dos Clubes de Futebol Europeus (EFC), em Copenhaga.
Ceferin voltou a criticar a gestão da FIFA, numa altura que Gianni Infantino, presidente e único candidato assumido à liderança do órgão regulador do futebol mundial nas eleições de março de 2027, enfrenta crescente oposição.
Em julho, o dirigente ítalo-suíço promoveu, sem consulta prévia, um projeto para vender participações dos Campeonatos do Mundo a investidores privados através de uma nova empresa comercial, proposta na qual recuaria.
“Vamos desenvolver, inovar, tornar os nossos clubes e competições ainda mais bem-sucedidos, mas nunca nos esqueçamos de que o futebol é maior do que quem o administra. Somos os seus guardiões, não os seus donos. Ninguém tem o direito de vender o seu futuro”, vincou Aleksander Ceferin.
Sem mencionar Infantino, ausente da reunião magna dos EFC e representado pelo sueco Mattias Grafstrom, secretário-geral da FIFA, o esloveno comparou o homólogo da FIFA a “um imperador convencido de que veste roupas magníficas e que, segundo ele, só os tolos ou os incompetentes não as conseguem ver".
Apesar do recuo no projeto de comercialização dos Mundiais, as confederações da Europa (UEFA), da Ásia (AFC) e da América do Norte, Central e Caraíbas (CONCACAF) mantêm a pressão e exigem a saída de Gianni Infantino da FIFA, assim como diversas federações-membro.
O advogado e antigo presidente da Associação de Futebol da Eslovénia (NZS) tem sido acompanhado por Al-Khelaifi nas críticas a Gianni Infantino, mas já descartou a possibilidade de se candidatar à liderança da FIFA.
Ceferin voltou a criticar a gestão da FIFA, numa altura que Gianni Infantino, presidente e único candidato assumido à liderança do órgão regulador do futebol mundial nas eleições de março de 2027, enfrenta crescente oposição.
Em julho, o dirigente ítalo-suíço promoveu, sem consulta prévia, um projeto para vender participações dos Campeonatos do Mundo a investidores privados através de uma nova empresa comercial, proposta na qual recuaria.
“Vamos desenvolver, inovar, tornar os nossos clubes e competições ainda mais bem-sucedidos, mas nunca nos esqueçamos de que o futebol é maior do que quem o administra. Somos os seus guardiões, não os seus donos. Ninguém tem o direito de vender o seu futuro”, vincou Aleksander Ceferin.
Sem mencionar Infantino, ausente da reunião magna dos EFC e representado pelo sueco Mattias Grafstrom, secretário-geral da FIFA, o esloveno comparou o homólogo da FIFA a “um imperador convencido de que veste roupas magníficas e que, segundo ele, só os tolos ou os incompetentes não as conseguem ver".
Apesar do recuo no projeto de comercialização dos Mundiais, as confederações da Europa (UEFA), da Ásia (AFC) e da América do Norte, Central e Caraíbas (CONCACAF) mantêm a pressão e exigem a saída de Gianni Infantino da FIFA, assim como diversas federações-membro.
O advogado e antigo presidente da Associação de Futebol da Eslovénia (NZS) tem sido acompanhado por Al-Khelaifi nas críticas a Gianni Infantino, mas já descartou a possibilidade de se candidatar à liderança da FIFA.
Ceferin, de 58 anos, foi reeleito por unanimidade em abril de 2023, no 47.º Congresso da UEFA, em Lisboa, e voltou a impor-se sem oposição.
“O futebol precisa de grandes líderes como você e, em nome dos mais de 900 clubes dos EFC, pedimos que se candidate novamente à presidência no próximo ano”, apelou o dirigente qatari, líder do bicampeão europeu Paris Saint-Germain e membro do Comité Executivo da UEFA.
Na AG dos EFC, o dirigente qatari propôs, ainda, uma nova organização para reunir os clubes de futebol de todo o mundo e mostrou-se satisfeito pela reaproximação dos espanhóis do Real Madrid, treinados pelo português José Mourinho e um dos envolvidos na criação da Superliga europeia.
Na AG dos EFC, o dirigente qatari propôs, ainda, uma nova organização para reunir os clubes de futebol de todo o mundo e mostrou-se satisfeito pela reaproximação dos espanhóis do Real Madrid, treinados pelo português José Mourinho e um dos envolvidos na criação da Superliga europeia.