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Ronaldinho novamente detido no Paraguai por uso de passaporte adulterado

Ronaldinho novamente detido no Paraguai por uso de passaporte adulterado

Um juiz paraguaio emitiu nova ordem de detenção ao antigo jogador brasileiro Ronaldinho Gaúcho e o ministério público paraguaio pediu que fosse decretada prisão preventiva, na sequência da adulteração de passaportes e de falsificação de documentos.

Mário Aleixo - RTP /
Ronaldinho Gaúcho voltou a ser detido por uso de passaporte adulterado meia hora

Tanto Ronaldinho Gaúcho como Assis, o seu irmão, tinham sido anteriormente notificados que podiam regressar ao Brasil, pelo facto de terem colaborado com informação à investigação.

Só que, na sexta-feira, por um pedido do Ministério Público paraguaio, o juiz do processo, Mirko Valinotti, mudou de opinião e emitiu uma ordem de detenção. Ronaldinho Gaúcho, e o seu irmão Ronaldo foram levados à Agrupação Especializada da Polícia Nacional do Paraguai.

A ordem de detenção foi um duro revés para os irmãos e implicou uma reviravolta na investigação sobre a adulteração de passaportes e de falsificação de documentos. A Polícia Nacional paraguaia deteve-os no hotel Sheraton de Assunção.

Liberdade foi breve

Na quinta-feira, o procurador do processo tinha livrado os irmãos de um indiciamento por terem colaborado com a investigação com informações relevantes para a causa.

Assim, Ronaldinho e o seu irmão deixaram a Procuradoria contra o Crime Organizado do Paraguai depois de deporem durante oito horas, explicando a razão de terem usado documentos falsos para entrar no país. A Polícia havia encontrado horas antes passaportes adulterados e documentos de identidade paraguaios falsos.

Os irmãos alegaram "terem sido enganados" e que receberam os documentos através do empresário brasileiro Wilmondes Sousa Lira. Este, por sua vez, argumentou ter recebido os documentos apócrifos de duas mulheres paraguaias a quem pertenceriam os passaportes, cujos nomes, posteriormente, foram adulterados para os nomes dos irmãos Assis Moreira. Já os documentos de identidade são totalmente falsos.

Campanha social


O ex-craque da seleção brasileira chegou ao Paraguai na quarta-feira para participar na campanha social da Fundação Fraternidade Angelical que dá assistência médica a crianças desfavorecidas. Também viajou para lançar no mercado paraguaio o seu livro "Génio na vida" que conta a sua história.

Porém, ao passar pela migração no aeroporto, não apresentou o passaporte brasileiro nem o documento de identidade brasileiro, que é também um documento aceite pelas autoridades paraguaias. Apresentou sim um passaporte paraguaio que, depois alegou na Justiça, nunca ter solicitado. Foi detido horas depois no hotel, onde a Polícia encontrou os passaportes e documentos de identidade paraguaios.

O empresário acusado Wilmondes Sousa Lira e as duas paraguaias envolvidas com os passaportes, María Isabel Gayoso e Esperanza Apolonia Caballero, foram presos e indiciados por uso de documentos públicos de conteúdo falso, a mesma acusação agora contra Ronaldinho e seu irmão Roberto.
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