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Vitória perde com Arsenal por culpa de dois livres diretos no final

Vitória perde com Arsenal por culpa de dois livres diretos no final

O Vitória de Guimarães perdeu quinta-feira inglória e cruelmente por 3-2 com os ingleses do Arsenal, no Grupo F da Liga Europa de futebol, depois de uma magnífica exibição só ‘traída’ pela classe de um jogador, Nicolas Pépé.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Arsenal festeja a reviravolta no resultado Eddie Keogh - Reuters

O futebolista costa-marfinense, lançado em campo a um quarto de hora do fim, foi o ‘carrasco’ do Vitória, ao marcar os dois golos que operaram a reviravolta no marcador, aos 80 e 90+2 minutos, na execução de dois livres diretos que deram ao resultado uma expressão injustamente penalizadora para o Vitória.

É certo que as faltas que deram origem aos livres foram fruto de inexperiência a este nível competitivo , a primeira por Pêpê, que entrara aos 64 minutos a render André Almeida, e a segunda por Rochinha, esta já em período de compensações, e que na primeira das faltas cobradas pelo costa marfinense, o guarda-redes Miguel Silva foi mal batido, mas o Vitória fez um jogo em cheio e merecia ter saído do Emirates com pontos.

Esta derrota compromete o apuramento dos minhotos, que ainda não têm qualquer ponto no Grupo F, que é liderado pelos ‘gunners’ com nove pontos, à frente dos alemães do Eintracht Frankfurt, com seis, e dos belgas do Standard Liège, com três.

O treinador Ivo Vieira prometera antes do jogo que o Vitória iria ser uma equipa atrevida e que iria jogar para vencer, e a verdade é que cumpriu integralmente na primeira parte, mostrando personalidade, sem medo de ter a bola e de jogar no campo todo, com chegada à área ‘arsenalista’.

Esse atrevimento bem cedo deu frutos, com o golo do jovem inglês Edwards, contratado ao Tottenham esta época, logo aos nove minutos, com excelente pormenor técnico na área, a tirar dois adversários da frente e a rematar para o fundo das redes, na sequência de um ‘slalom’ do venezuelano Victor Garcia pelo flanco direito.

De resto, Edwards seria uma das figuras da partida, com o seu pé esquerdo ‘mágico’ a criar problemas à defesa inglesa para o travar, importante a marcar o ritmo, a segurar a bola quando devia e a esticar o jogo até à área inglesa em jogadas coletivas bem delineadas.

O técnico ‘arsenalista’, o espanhol Unay Emery, apresentou um ‘onze’ com apenas um titular, Alexandre Lacazette, que vem de uma paragem longa, mas já fizera o mesmo na jornada anterior frente aos belgas do Standard de Liège e venceu por 4-0, o que abona a favor da exibição dos minhotos.

O Arsenal empatou aos 32 minutos, por Martinelli, de cabeça, após um cruzamento do flanco esquerdo, mas o Vitória continuou a fazer o seu jogo, sem complexos, sem baixar as linhas, a jogar em todo o campo, acabando por voltar à vantagem com um golo de Bruno Duarte, em recarga a um remate de Davidson ao poste, na sequência de uma perda de bola de Willock a meio-campo.

A perder ao intervalo, Unay Emery viu-se forçado a lançar três habituais titulares, Maitland-Niles, Daniel Ceballos e Nicolas Pépé, mas o Vitória manteve-se coeso defensivamente, sem nunca cair na tentação de baixar muito as linhas, mantendo o Arsenal em sentido com rápidas transições ofensivas.

O tempo jogava a favor do Vitória, mas eis que a classe de Nicolas Pépé, contratado esta época pelo Arsenal aos franceses do Lille, em dois lances de bola parada, acabou por fazer a diferença, graças à inspiração de uma individualidade que custou 80 milhões de euros aos cofres da equipa ‘arsenalista’, a mais cara transferência da história do clube.
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