Futebol Nacional
Académico de Viseu regressa à I Liga portuguesa de futebol 37 anos depois
O Académico de Viseu garantiu hoje o regresso à I Liga portuguesa de futebol, 37 anos depois, ao empatar a zero na receção ao Sporting B, em jogo da 34.ª e última jornada do segundo escalão.
A formação viseense terminou a II Liga no segundo lugar, com os mesmos 59 pontos do Torreense, terceiro, mas melhor diferença de golos (58-33 contra 46-33), já que, no confronto direto, cada equipa venceu em casa pela diferença mínima.
O Académico de Viseu conta quatro presenças no primeiro escalão, em 1978/79 (16.º classificado), 1980/81 (13.º), 1981/82 (14.º) e 1988/89 (20.º).
Por seu lado, o Torreense, que goleou em casa o Vizela por 4-0, com golos de Luis Quintero (40 minutos), Kevin Zohi (63), Costinha (74, de grande penalidade) e Musa Drammeh (90+3), ficou em terceiro e vai disputar o play-off de subida.
A formação de Torres Vedras, que também estará na final da Taça de Portugal, na qual defrontará o Sporting, podendo conquistar um lugar europeu, defrontará no play-off o 16.º e antepenúltimo da I Liga, que fecha hoje.
O Torreense conta seis presenças na I Liga, tendo sido sétimo em 1955/56 e 1956/57, oitavo em 1957/58, 14.º em 1958/59 e 1964/65 e 16.º em 1991/92.
O Académico de Viseu conta quatro presenças no primeiro escalão, em 1978/79 (16.º classificado), 1980/81 (13.º), 1981/82 (14.º) e 1988/89 (20.º).
Por seu lado, o Torreense, que goleou em casa o Vizela por 4-0, com golos de Luis Quintero (40 minutos), Kevin Zohi (63), Costinha (74, de grande penalidade) e Musa Drammeh (90+3), ficou em terceiro e vai disputar o play-off de subida.
A formação de Torres Vedras, que também estará na final da Taça de Portugal, na qual defrontará o Sporting, podendo conquistar um lugar europeu, defrontará no play-off o 16.º e antepenúltimo da I Liga, que fecha hoje.
O Torreense conta seis presenças na I Liga, tendo sido sétimo em 1955/56 e 1956/57, oitavo em 1957/58, 14.º em 1958/59 e 1964/65 e 16.º em 1991/92.
A II Liga 2025/26 foi conquistada pelo Marítimo, que, desta forma, também está de regresso à I Liga.
Adeptos do Académico de Viseu com “batimentos cardíacos ao rubro” no Rossio
Cerca de mil adeptos do Académico de Viseu assistiram hoje ao jogo com o Sporting B no Rossio com os “batimentos cardíacos ao rubro” face à expectativa de experienciarem a subida à I Liga portuguesa de futebol.
“Viemos do Luxemburgo de propósito. Não podíamos faltar à festa do nosso Académico e ainda bem que viemos”, reagiu à agência Lusa Pedro Rocha que, com o irmão, Rui Rocha, se deslocou a Viseu para apoiar o clube.
Naturais do concelho vizinho de São Pedro do Sul, Pedro e Rui, de 27 e 21 anos, respetivamente, explicaram que “era impensável não assistir ao último jogo” da época para ver, pela primeira vez, a subida do Académico de Viseu, “o clube do coração” à I Liga de futebol, onde não marcava presença desde 1988/89.
“Os nossos pais ficaram no Luxemburgo a apoiarem-nos. E agora já só falta o Tondela manter-se na I liga para o distrito mostrar que está vivo e que também faz parte do mapa do futebol. Vai ser um orgulho dizermos lá fora que somos beirões”, afirmaram.
Os irmãos Rocha não conseguiram bilhete para assistir ao jogo no Estádio do Fontelo, assim como outros adeptos dos cerca de mil que se juntaram na Praça da República, comummente chamado de Rossio, para assistirem ao jogo num ecrã gigante.
“Mas, a energia foi toa boa como se estivéssemos no estádio. Foi maravilhosa a vibração que aqui se sentiu, mas não achei bem que os sócios só tivessem direito a um bilhete. Mas pronto, fizemos a festa aqui e isto vibrou”, disse Marília Moita.
Uma “frustração” sentida por outras adeptas que “todos os jogos” marcam presença no estádio municipal e que dizem ter “perdido os bilhetes para os adeptos de ocasião” nesta última jornada, mas o Rossio “foi igualmente bom, com boa energia e os batimentos cardíacos ao rubro”, assumiram quatro academistas.
Maria Costa, Carolina Carvalho, Mariana Rocha e Joana Cardoso, todas frequentadoras do curso de Desporto da Escola Superior de Educação, do Instituto Politécnico de Viseu, pediram “desculpa aos professores, pelo dia de estudo quase perdido, mas é por uma boa causa”.
Entre os professores, está o antigo futebolista João Luís, que leciona Fisiologia do Exercício, e era jogador do Académico de Viseu quando o clube esteve na I Liga pela última vez, há 37 anos. Agora, já só espera “passar a cadeira”, afinal “o apoio ao clube é sem medida, mesmo quando for enfrentar os ‘grandes’”, pois o Académico “será sempre a primeira escolha”.
Uma opinião partilhada pelos jovens Vicente e Duarte Zambujal, de 11 e nove anos, respetivamente, que ficaram “um bocadinho tristes” por não conseguirem ir ao Fontelo como fizeram ao longo da época, mas “o ambiente no Rossio foi tão bom como lá”.
“Gostava que tivesse ganhado, mas o que importa é que subimos à primeira. Estou feliz e foi muito bom. Toda a energia que aqui sentimos e a alegria que temos é muita. Estou muito feliz”, admitiu Vicente Zambujal.
O irmão, Duarte, também lamentou à agência Lusa a falta de bilhete, mas não escondeu a alegria de estar no Rossio, no meio de “muita alegria, como se estivesse no estádio”, apesar de ter torcido por uma vitória hoje.
As buzinas dos automóveis fazem-se sentir em várias artérias da cidade, e perto do Rossio, que fechou ao trânsito e, segundo a Polícia de Segurança Pública (PSP) disse à agência Lusa. vai manter-se assim ao longo do dia e noite, até a festa acabar, até porque os jogadores marcam presença na praça ao longo da tarde.
Já no Estádio Municipal do Fontelo, que hoje bateu o recorde da época no número de presença de adeptos, 6.384, que, ao apito final provocou uma “explosão de alegria”, apesar do jogo sofrido e sem golos.
Um empate era suficiente para garantir a subida, e acabou por ter um sabor a vitória para os comandados de Sérgio Fonseca que festejaram efusivamente, perante as bancadas repletas de adeptos que não arredaram pé.
Além da subida, festejada com entusiasmo, aplaudiram efusivamente André Clóvis, eleito o melhor jogador do campeonato, e, o mais do que provável, melhor marcador da prova, com 23 golos.
Cerca de mil adeptos do Académico de Viseu assistiram hoje ao jogo com o Sporting B no Rossio com os “batimentos cardíacos ao rubro” face à expectativa de experienciarem a subida à I Liga portuguesa de futebol.
“Viemos do Luxemburgo de propósito. Não podíamos faltar à festa do nosso Académico e ainda bem que viemos”, reagiu à agência Lusa Pedro Rocha que, com o irmão, Rui Rocha, se deslocou a Viseu para apoiar o clube.
Naturais do concelho vizinho de São Pedro do Sul, Pedro e Rui, de 27 e 21 anos, respetivamente, explicaram que “era impensável não assistir ao último jogo” da época para ver, pela primeira vez, a subida do Académico de Viseu, “o clube do coração” à I Liga de futebol, onde não marcava presença desde 1988/89.
“Os nossos pais ficaram no Luxemburgo a apoiarem-nos. E agora já só falta o Tondela manter-se na I liga para o distrito mostrar que está vivo e que também faz parte do mapa do futebol. Vai ser um orgulho dizermos lá fora que somos beirões”, afirmaram.
Os irmãos Rocha não conseguiram bilhete para assistir ao jogo no Estádio do Fontelo, assim como outros adeptos dos cerca de mil que se juntaram na Praça da República, comummente chamado de Rossio, para assistirem ao jogo num ecrã gigante.
“Mas, a energia foi toa boa como se estivéssemos no estádio. Foi maravilhosa a vibração que aqui se sentiu, mas não achei bem que os sócios só tivessem direito a um bilhete. Mas pronto, fizemos a festa aqui e isto vibrou”, disse Marília Moita.
Uma “frustração” sentida por outras adeptas que “todos os jogos” marcam presença no estádio municipal e que dizem ter “perdido os bilhetes para os adeptos de ocasião” nesta última jornada, mas o Rossio “foi igualmente bom, com boa energia e os batimentos cardíacos ao rubro”, assumiram quatro academistas.
Maria Costa, Carolina Carvalho, Mariana Rocha e Joana Cardoso, todas frequentadoras do curso de Desporto da Escola Superior de Educação, do Instituto Politécnico de Viseu, pediram “desculpa aos professores, pelo dia de estudo quase perdido, mas é por uma boa causa”.
Entre os professores, está o antigo futebolista João Luís, que leciona Fisiologia do Exercício, e era jogador do Académico de Viseu quando o clube esteve na I Liga pela última vez, há 37 anos. Agora, já só espera “passar a cadeira”, afinal “o apoio ao clube é sem medida, mesmo quando for enfrentar os ‘grandes’”, pois o Académico “será sempre a primeira escolha”.
Uma opinião partilhada pelos jovens Vicente e Duarte Zambujal, de 11 e nove anos, respetivamente, que ficaram “um bocadinho tristes” por não conseguirem ir ao Fontelo como fizeram ao longo da época, mas “o ambiente no Rossio foi tão bom como lá”.
“Gostava que tivesse ganhado, mas o que importa é que subimos à primeira. Estou feliz e foi muito bom. Toda a energia que aqui sentimos e a alegria que temos é muita. Estou muito feliz”, admitiu Vicente Zambujal.
O irmão, Duarte, também lamentou à agência Lusa a falta de bilhete, mas não escondeu a alegria de estar no Rossio, no meio de “muita alegria, como se estivesse no estádio”, apesar de ter torcido por uma vitória hoje.
As buzinas dos automóveis fazem-se sentir em várias artérias da cidade, e perto do Rossio, que fechou ao trânsito e, segundo a Polícia de Segurança Pública (PSP) disse à agência Lusa. vai manter-se assim ao longo do dia e noite, até a festa acabar, até porque os jogadores marcam presença na praça ao longo da tarde.
Já no Estádio Municipal do Fontelo, que hoje bateu o recorde da época no número de presença de adeptos, 6.384, que, ao apito final provocou uma “explosão de alegria”, apesar do jogo sofrido e sem golos.
Um empate era suficiente para garantir a subida, e acabou por ter um sabor a vitória para os comandados de Sérgio Fonseca que festejaram efusivamente, perante as bancadas repletas de adeptos que não arredaram pé.
Além da subida, festejada com entusiasmo, aplaudiram efusivamente André Clóvis, eleito o melhor jogador do campeonato, e, o mais do que provável, melhor marcador da prova, com 23 golos.