Associação de Futebol de Coimbra prevê realizar jogos no fim de semana
A Associação de Futebol de Coimbra (AFC) vai manter, para já, a realização de jogos no fim de semana, apesar de reconhecer alguns constrangimentos causados pelo mau tempo, sobretudo nos concelhos de Montemor-o-Velho e Figueira da Foz.
"Vamos analisar a situação até ao limite, mas a intenção é manter todos os jogos da próxima jornada. No último fim de semana realizaram-se 80% dos jogos agendados sem problemas nenhuns", disse à agência Lusa o presidente da AFC, Vítor Simões.
Salientando que o calendário "ficaria muito complicado" se fosse adiada mais uma jornada, depois do cancelamento das partidas no fim de semana a seguir à depressão Kristin, o dirigente alegou que existem indicações da Federação Portuguesa de Futebol para os campeonatos terminaram por altura da final da Taça de Portugal.
"Os clubes têm compreendido esta situação, embora possam, por acordo, adiar os seus jogos, nas situações em que é mais complicado realizar as respetivas partidas", referiu Vítor Simões.
Relativamente às queixas de pais sobre a manutenção dos jogos dos escalões jovens enquanto o país atravessa esta fase de mau tempo, o presidente da AFC frisou que se trata de um número residual "num universo de centenas".
"Não quer dizer que esses pais não tenham razão, porque, com os desvios de estradas, não é fácil para quem vem da Figueira da Foz ou Montemor-o-Velho estar às 09:00 em Coimbra", ressalvou o dirigente, reiterando que, em certos casos, os clubes podem adiar os jogos.
Segundo Vítor Simões, "Figueira da Foz e Montemor-o-Velho são os concelhos que estão pior, enquanto no resto do distrito dá para jogar, até porque o futebol é um desporto de inverno".
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.