Caso emails do Benfica. Adiada leitura do acórdão

por RTP

Foi adiada esta tarde a leitura do acórdão do processo de divulgação dos emails do Benfica. O adiamento para 12 de maio próximo deveu-se ao agravamento dos crimes imputados a Francisco J. Marques e Diogo Faria.

A sessão no Juízo Central Criminal de Lisboa iniciou-se pelas 14 horas e com o coletivo de juízes a dar conta do agravamento dos crimes de violação de correspondência ou telecomunicações, bem como dos crimes de ofensa a pessoa coletiva dos arguidos Francisco J. Marques e Diogo Faria.

A sessão foi interrompida por breves minutos, para que a defesa pudesse pronunciar-se, mas os arguidos entenderam que não havia nada para requerer, o que levou a que a leitura do acórdão fosse reagendada para o dia 12 de maio, a partir das 14:00.

Anteriormesnte, durante as alegações finais, a procuradora do Ministério Público (MP), Ana Pais, tinha pedido a condenação de Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto. Em causa, três alegados crimes de violação de correspondência não consentida.

O caso da divulgação dos emails surgiu em 2017 e 2018, envolvendo várias  comunicações entre elementos da estrutura do Benfica e terceiros e que foram reveladas no programa "Universo Porto - da bancada", do Porto Canal.

Francisco J. Marques, que divulgou conteúdos de emails do Benfica nesse 
programa do Porto Canal, estava acusado de três crimes de violação de correspondência ou de telecomunicações, três crimes de violação de correspondência ou de telecomunicações agravados, em concurso aparente com três crimes de devassa da vida privada, e um crime de acesso indevido.

O diretor de comunicação do FC Porto respondia ainda por cinco crimes de ofensa a pessoa coletiva agravados e um crime de ofensa à pessoa coletiva agravado na sequência de uma acusação particular.

Diogo Faria respondia por um crime de violação de correspondência ou de telecomunicações e um crime de acesso indevido, além de um crime de ofensa à pessoa coletiva agravado em acusação particular.

Por último, Júlio Magalhães está acusado pelo Ministério Público de três crimes de violação de correspondência ou de telecomunicações agravados, em concurso aparente com três crimes de devassa da vida privada, bem como cinco crimes de ofensa a pessoa coletiva agravados.

c/Lusa


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