César Boaventura condenado a três anos de prisão com pena suspensa
O empresário de futebol César Boaventura, um dos principais arguidos do processo Operação Malapata relacionada com a transferência de jogadores, foi esta sexta-feira condenado a três anos de prisão, suspensa na sua execução.
O coletivo de juízes do Tribunal São João Novo, no Porto, frisou que a suspensão da pena fica condicionada ao pagamento de 36 mil euros, valor resultante dos benefícios que César Boaventura obteve.
Desta forma, os magistrados determinaram que os 36 mil euros deverão ir sendo pagos em depósitos de seis em seis meses, sem especificar o valor desses mesmos depósitos.
A Operação Malapata está relacionada com a transferência de jogadores e contas bancárias através das quais circulavam milhares de euros.
César Boaventura, que estava acusado de 10 crimes, foi condenado apenas por três, um de fraude fiscal e dois de falsificação de documentos, tendo sido absolvido dos de burla qualificada e de branqueamento de capitais.
"Tendo em conta tudo o que li e vi acho que devia fazer uma inflexão do seu modo de atuação porque me parece que, se não fizer uma inflexão, pode ter dissabores ainda maiores", disse o presidente do coletivo de juízes.
E acrescentou: "Parece que não cometeu nada de mal, mas eu digo que sim, que tem de mudar".
Além disso, o juiz presidente alertou César Boaventura de que tem problemas com o jogo e que tem de ter cuidado com isso.