Futebol Nacional
Direitos televisivos. Benfica vota contra mas clubes aprovam venda por pacotes
Os clubes profissionais aprovaram esta sexta-feira um novo modelo de comercialização dos direitos televisivos, dando mais um passo decisivo rumo à centralização das transmissões do futebol em Portugal. A proposta foi votada em Assembleia Geral da Liga Portugal e recolheu um apoio esmagador, superior a 90%, com voto contra o Benfica e abstenção do Nacional.
A principal mudança passa pela substituição do modelo atual por um sistema de venda em pacotes. Na prática, os jogos deixam de ser comercializados isoladamente e passam a integrar conjuntos de direitos que podem ser adquiridos por diferentes operadores, incluindo canais de televisão, plataformas digitais e serviços de streaming.
Apesar do amplo consenso, houve exceções. O Benfica votou contra a proposta, enquanto o Nacional optou pela abstenção. Os restantes clubes alinharam a favor, num sinal claro de vontade coletiva para reformar o modelo vigente.
A Liga acredita que este novo formato poderá potenciar receitas significativas, com estimativas a apontarem para valores na ordem dos 225 milhões de euros, ou até superiores, dependendo da competitividade do processo de venda. A fragmentação em pacotes permite, em teoria, maximizar o valor global ao atrair múltiplos interessados para diferentes segmentos de jogos.
O modelo segue uma tendência já consolidada em várias ligas europeias, onde a divisão dos direitos por blocos, como jogos de topo, jornadas específicas ou horários premium, tem contribuído para aumentar as receitas e diversificar os canais de distribuição.
Ainda assim, permanecem questões por resolver. A implementação final depende de validação governamental e, sobretudo, da definição dos critérios de distribuição das receitas, um tema historicamente sensível no futebol português, marcado por desigualdades significativas entre clubes de maior e menor dimensão.
A centralização dos direitos televisivos está prevista para entrar plenamente em vigor na época 2028/29, colocando Portugal em linha com os principais campeonatos europeus. Até lá, o desafio será transformar o consenso alcançado numa solução equilibrada e sustentável para todo o ecossistema do futebol profissional.
Apesar do amplo consenso, houve exceções. O Benfica votou contra a proposta, enquanto o Nacional optou pela abstenção. Os restantes clubes alinharam a favor, num sinal claro de vontade coletiva para reformar o modelo vigente.
A Liga acredita que este novo formato poderá potenciar receitas significativas, com estimativas a apontarem para valores na ordem dos 225 milhões de euros, ou até superiores, dependendo da competitividade do processo de venda. A fragmentação em pacotes permite, em teoria, maximizar o valor global ao atrair múltiplos interessados para diferentes segmentos de jogos.
O modelo segue uma tendência já consolidada em várias ligas europeias, onde a divisão dos direitos por blocos, como jogos de topo, jornadas específicas ou horários premium, tem contribuído para aumentar as receitas e diversificar os canais de distribuição.
Ainda assim, permanecem questões por resolver. A implementação final depende de validação governamental e, sobretudo, da definição dos critérios de distribuição das receitas, um tema historicamente sensível no futebol português, marcado por desigualdades significativas entre clubes de maior e menor dimensão.
A centralização dos direitos televisivos está prevista para entrar plenamente em vigor na época 2028/29, colocando Portugal em linha com os principais campeonatos europeus. Até lá, o desafio será transformar o consenso alcançado numa solução equilibrada e sustentável para todo o ecossistema do futebol profissional.