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FPF apresenta à APAF alterações ao Regulamento Disciplinar com agravamento de sanções

FPF apresenta à APAF alterações ao Regulamento Disciplinar com agravamento de sanções

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) apresentou hoje à Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) as 84 alterações ao Regulamento Disciplinar das suas competições, com agravamento de sanções, devido aos episódios de violência contra os árbitros.

Lusa /
Lusa

Há um mês, os dois organismos reuniram-se de emergência, na sequência de vários casos de violência com os juízes, tendo sido anunciada a apresentação de alterações ao Regulamento Disciplinar da FPF para a temporada 2026/27, “que exorta a serem também adotadas pelo futebol profissional e futebol distrital, respeitando sempre o princípio da autorregulação das instituições”.

De acordo com a nota divulgada no sítio do organismo presidido por Pedro Proença, as alterações incidem em seis áreas, com destaque para as “agressões e declarações ofensivas e caluniosas que tenham como alvo os elementos da equipa de arbitragem, violência, posse e uso de material produtor de fogo-de-artifício ou de quaisquer engenho pirotécnico e comportamento discriminatório dos adeptos”.

Também fazem parte das mudanças ao regulamento as áreas das “declarações ofensivas de dirigentes desportivos para com outros dirigentes desportivos ou organizações, assédio sexual e moral e dívidas salariais”.

Em declarações ao Canal 11, o antigo árbitro internacional português destacou a rapidez do processo para dar conta das “grandes alterações”.

“Em menos de um mês, alterámos o nosso Regulamento Disciplinar para a próxima época. Um regulamento que terá grandes alterações. São mais de 84 alterações que teremos incluídas no nosso Regulamento Disciplinar, alinhando às boas práticas internacionais e às propostas da própria APAF", explicou o presidente da FPF.

Pedro Proença acrescentou que já partilhou com a Liga Portuguesa de Futebol Profissional e com as Associações Distritais e Regionais “esta preocupação e a tipologia das alterações a fazer aos regulamentos” para que “sejam acompanhadas por estas entidades, cumprindo o que o princípio de autorregulação de cada um dos organismos”.

Por sua vez, o homólogo da APAF, José Borges, enalteceu a rapidez e a resolução: "É a defesa dos nossos árbitros, do desporto em geral e ficamos muito satisfeitos pela FPF, em tão pouco tempo, ter assumido esta pasta e ter resolvido esta pasta perante os argumentos que apresentámos”.
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