Golo aos seis minutos e pouco mais

Para Villas-Boas, ganhar era preciso, "nem que tivéssemos de marcar um golo com a mão"; para Carlos Brito, respeito a mais pelo Porto

RTP /
Moutinho felicita Varela pelo golo dos dragões, no caso, festejado por dois ex-leões

Um golo de Varela, aos seis minutos, deu a vitória, sobre o Rio Ave, a um Porto que esteve longe de satisfazer os adeptos, que pediam mais futebol ao "dragão", depois de duas derrotas consecutivas para as Taças.

Apesar de menos conseguida, a exibição foi suficiente para o FC Porto manter o percurso 100 por cento vitorioso no Estádio do Dragão, onde soma 11 vitórias em jogos do campeonato.

O golo dos dragões surgiu dois minutos após o Rio Ave ter criado uma oportunidade para marcar, por João Tomás, após livre de Vítor Gomes, mas que Otamendi, a ocupar o lugar de Maicon no eixo da defesa, evitou.

O Rio Ave passou, então, por um período de verdadeiro sufoco, devido à pressão exercida pelo FC Porto, e só aos 36 minutos conseguiu voltar a chegar à área de Helton, através de um centro de Vítor Gomes sem seguimento.

A cinco minutos do intervalo, e após alguns períodos de palmas, ouviram-se os primeiros assobios no Dragão, fruto do descontentamento pela toada morna em que o jogo dos portista, entretanto, tinha caído.

No final, Villas-Boas considerou ter o jogo sido "uma resposta fortíssima a uma derrota com o Benfica, em casa,(...)nem que se tivéssemos de marcar um golo com a mão, é assim que teríamos de ganhar, que queremos ganhar, e seguir em frente no nosso percurso".

Do lado dos vilacondenses, Carlos Brito, revelou que "ao intervalo, fi-los sentir que eles tinham capacidade para muito mais. Mas,penso que respeitaram em demasia o FC Porto; respeito sim , é bom e eu gosto, mas nem tanto ao mar nem tanto à terra".

"Na segunda parte, demos uma imagem totalmente diferente,(...) sem colocar um autocarro em frente da baliza", concluiu
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