João Ferreira é o sucessor de Duarte Gomes como diretor técnico de arbitragem

João Ferreira é o sucessor de Duarte Gomes como diretor técnico de arbitragem

O ex-árbitro internacional João Ferreira é o novo diretor técnico de arbitragem, após a demissão de Duarte Gomes, anunciou hoje o Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Lusa / Adicionar como fonte informativa
José Coelho - Lusa

"O CA anuncia que João Ferreira, antigo árbitro da Associação de Futebol de Setúbal e ex-vice-presidente do CA, é o novo Diretor Técnico Nacional de Arbitragem. A escolha vem no seguimento do planeamento para a época 2026/2027, que está a ser preparada pelo órgão que tutela a arbitragem em Portugal", lê-se num comunicado da FPF.

João Ferreira, que esteve 13 anos no mais alto escalão da arbitragem nacional, é atualmente observador internacional e inicia funções de diretor técnico na segunda-feira.

O ex-árbitro era candidato ao CA nas listas lideradas por Nuno Lobo nas últimas eleições na FPF, vencidas pelo atual presidente Pedro Proença.

Duarte Gomes renunciou ao cargo de diretor técnico da arbitragem da FPF, tendo o organismo remetido agora a situação para o MP, na sequência dos motivos alegados em participação formal pelo ex-árbitro internacional, que estava em funções há um ano e já disse estar disponível para prestar todos os esclarecimentos

Duarte Gomes ainda não revelou publicamente os motivos da demissão, mas a decisão da FPF em remeter a situação para o MP no âmbito da Regime Jurídico da Integridade do Desporto levanta suspeição no setor da arbitragem a pouco mais de um mês do início das provas profissionais.

O primeiro ponto do sexto artigo desse conjunto de normas menciona a denúncia obrigatória "sempre que os agentes desportivos tenham conhecimento ou suspeitem de comportamentos antidesportivos contrários aos valores da verdade, da lealdade e da correção e suscetíveis de alterar de forma fraudulenta uma competição desportiva ou o respetivo resultado".

Em comunicado, Duarte Gomes não detalhou a situação nem os agentes envolvidos, revelando apenas que, no final da época 2025/26, um árbitro profissional partilhou consigo "um conjunto de informações que, pelo seu teor e sensibilidade", lhe suscitaram "preocupações institucionais muito relevantes".

Duarte Gomes afirmou ter conduzido o assunto "com reserva, neutralidade e transparência", mas, no decurso das diligências que fez, considerou que "não era possível restaurar o grau de confiança institucional que considerava essencial ao desempenho" das suas funções.

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