Julgamento do processo Apito Dourado começa a 03 de Fevereiro

O julgamento da alegada viciação da classificação de árbitros de futebol e observadores nas épocas de 2002/03 e 2003/04, que resultou de certidão extraída do processo Apito Dourado, inicia-se a 03 de Fevereiro.

RTP /
EPA

No processo da 2. Vara Criminal de Lisboa, no Campus da Justiça, serão julgados 16 arguidos, indiciados da prática de crime de falsificação de documentos para a promoção e despromoção de categoria de árbitros.

A primeira sessão estava prevista para 30 de Outubro, mas o juiz Carlos Alexandre, que pediu exclusividade neste processo dada a complexidade da matéria em causa, entendeu adiar a audiência.

Pinto de Sousa, presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) de 1983 a 1989 e de 1998 a 2004, é um dos arguidos neste processo, acusado da prática de 144 crimes de falsificação de documentos.

António Henriques, António Azevedo Duarte, Luís Nunes e Francisco Costa, conselheiros do órgão da FPF presidido por Pinto de Sousa de 1998 a 2004, também serão julgados no âmbito deste processo.

O responsável pela informática da FPF, Paulo Torrão Gonçalves, os observadores João Penicho, Paulo Pita da Silva, José Marques Mendonça, António Fernandes Resende e João Henriques e os árbitros Manuel Nabais, Manuel da Cunha, Joaquim Soares, Marco de Castro Santos e António Fernandes completam os arguidos.

Esta acção, em que o Ministério Público sustentou a acusação em provas periciais, foi originada pela certidão número 51, extraída do Apito Dourado, um processo judicial sobre eventual corrupção na arbitragem e no futebol profissional e outros crimes associados, uma investigação da equipa da procuradora-adjunta Maria José Morgado.

C/Lusa
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