Líder da Liga Portuguesa prevê regresso das bebidas alcoólicas aos estádios

Líder da Liga Portuguesa prevê regresso das bebidas alcoólicas aos estádios

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Reinaldo Teixeira, admitiu, esta terça-feira, que a venda de bebidas alcoólicas possa regressar "ainda esta época" a alguns estádios, após avaliação do teste realizado na Supertaça.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Fernando Veludo - Lusa

“Estamos a aguardar o relatório da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto e pensamos que sairá esta semana. Depois de apreciarmos esse relatório, falaremos com os agentes de autoridade, a GNR e a PSP, para depois podermos introduzir [a venda] em alguns estádios”, anunciou.

“Pensávamos que tínhamos tudo reunido para que se iniciasse já a época com alguns estádios. Não quero dar uma data concreta, mas sinto que é essa vontade, sinto que merecem os nossos adeptos isso e vamos conseguir em breve”, acrescentou.

O Governo autorizou a venda e consumo de bebidas de baixo teor alcoólico no jogo entre FC Porto e Torreeense, da Supertaça Cândido de Oliveira, disputado em Coimbra, no âmbito de um projeto-piloto. O dirigente explicou que a medida estará sempre dependente do parecer das forças de segurança e será limitada a cerveja e sidra.

Reinaldo Teixeira falava aos jornalistas no Porto, no final da Assembleia Geral ordinária da LPFP.

O presidente da Liga destacou o crescimento das assistências nos estádios, revelando que mais de 700 mil espetadores passaram pelos recintos nas primeiras sete jornadas das competições profissionais.

O dirigente associou a valorização das competições ao aumento do tempo útil de jogo, atribuindo essa evolução às alterações regulamentares e ao comportamento dos principais intervenientes.

“Eu sinto, nos três agentes principais, neste caso, nos jogadores, nos próprios treinadores e nos árbitros, uma preocupação de rentabilizar, dar mais tempo para o jogo”, afirmou, considerando existir uma maior “consciencialização” para reduzir situações de antijogo.

Sobre o clima de tensão pública entre dirigentes dos principais clubes portugueses, o líder da LPFP garantiu não encontrar esse ambiente nas reuniões do organismo.

“Não vejo guerrilha cá dentro, dentro da nossa casa, dentro da casa das sociedades desportivas”, afirmou.

Segundo Reinaldo Teixeira, tem existido “contributo positivo, argumentário construtivo” e “uma atitude cooperante e foco para o bem do coletivo” por parte dos clubes.
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