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Liga e Braga reúnem-se quarta-feira para analisar incidentes no dérbi minhoto

Liga e Braga reúnem-se quarta-feira para analisar incidentes no dérbi minhoto

A Liga portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) vai reunir-se na quarta-feira com o Sporting de Braga, a pedido dos bracarenses, na sequência dos incidentes no dérbi minhoto, confirmou hoje à Lusa fonte oficial da LPFP.

Lusa /
Foto: Hugo Delgado - Lusa

No sábado, o Sporting de Braga criticou a PSP por impedir “a exibição de uma tela de promoção ao clube e à cidade”, antes da receção ao Vitória de Guimarães, em encontro da 23.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Em comunicado, os ‘arsenalistas’ mostraram-se ofendidos, queixaram-se de uma “postura intransigente e autista” por parte da PSP e anunciaram que iriam solicitar “reuniões de emergência” e instar a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a LPFP “a posicionarem-se” sobre o caso.

A LPFP confirmou à Lusa que “respondeu afirmativamente” ao pedido dos ‘arsenalistas’, agendando uma reunião para quarta-feira, e avançou que pretende “ver esclarecido o incidente”, uma vez que a exibição da tela de promoção estava “previamente aprovada pelo organismo”.

O Sporting de Braga venceu no sábado por 3-2 na receção ao Vitória de Guimarães, em encontro da 23.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, para regressar, à condição, ao quarto lugar da tabela classificativa.

PSP identifica mais de 50 adeptos e detém um homem no clássico do Minho
A operação policial ao clássico entre Sporting de Braga e Vitória de Guimarães, no sábado, para a 23.ª jornada da I Liga de futebol, resultou na identificação de mais de 50 adeptos e um detido, detalharam hoje as autoridades.

Em comunicado, a Polícia de Segurança Pública (PSP) indica que, durante a intervenção, 42 adeptos foram identificados por tentarem impedir a ação policial através do acesso forçado ao interior do Estádio Municipal de Braga.

A PSP deteve também um homem pelo “crime de ameaças a agente de autoridade” e identificou 10 adeptos por incumprimento do dever de correção e moderação.

Um agente policial ficou ferido e necessitou de assistência hospitalar, de acordo com o mesmo comunicado, que justifica a decisão de proibir a coreografia preparada pelos bracarenses, contestada pelo presidente António Salvador.

Antes da abertura de portas do estádio, a PSP detetou ainda na bancada nascente duas lonas previamente instaladas, incluindo uma estrutura de cerca de 2.500 metros quadrados, composta por rede de suporte, lonas pintadas, uma estrutura metálica tubular de aproximadamente 100 metros e centenas de “metros de comprimento e várias centenas de metros de cordame destinado à sua elevação”.

Atendendo à natureza inflamável da rede de suporte, lonas, tintas e cabos e à sua proximidade com fontes de calor, o comandante do policiamento “determinou a inviabilização total da coreografia, face aos riscos reais e significativos para a integridade física dos adeptos presentes na bancada nascente”.

Esta proibição levou os bracarenses a solicitarem uma reunião com a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), que o organismo agendou para quarta-feira.

No clássico de sábado foram ainda apreendidos 23 títulos de livre‑trânsito titulados pelo Sporting de Braga sem identificação nominal, dois alicates, quatro artefactos pirotécnicos ilícitos, um gorro passa‑montanhas e uma lona plástica usada para “ocultação de identidade”.

A PSP lembra que o jogo sofreu um atraso de cerca de 35 minutos na abertura de portas devido ao arremesso de tochas incandescentes para o relvado, acrescentando que continuará a garantir as condições de segurança nos eventos desportivos.

O Sporting de Braga venceu na receção ao rival Vitória de Guimarães por 3-2 e subiu provisoriamente ao quarto lugar, com 42 pontos, mais dois do que o Gil Vicente, relegado para quinto e que visita nesta ronda o Estoril Praia, enquanto os vimaranenses permanecem no oitavo posto, com 31, ao alcance dos ‘canarinhos’.
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