Medicina desportiva nacional é respeitada lá fora

A medicina desportiva portuguesa é respeitada a nível internacional, considera o médico João Espregueira Mendes.

Mário Aleixo c/Lusa /
O conceituado médico está satisfeito com o respeito e visibilidade de que goza a medicina desportiva portuguesa clinicaespregueiramendes.com

A medicina desportiva portuguesa vive um "momento de glória" a nível de protagonismo internacional, respeito e visibilidade, considera o médico João Espregueira Mendes, admitindo que ainda é possível fazer um trabalho melhor ao nível da prevenção de lesões.

"Nunca na nossa história tivemos tanto respeito e visibilidade e isso deve-se a um trabalho árduo iniciado há cerca de 20 anos", disse à agência Lusa o médico, que sábado preside, no Porto, à 3.ª edição das Jornadas Saúde Atlântica.

Espregueira Mendes, que durante dois anos presidiu à Sociedade Europeia de Traumatologia Desportiva, lembra que atualmente há vários especialistas portugueses envolvidos em organismos europeus e mundiais da medicina desportiva, e inúmeros estudos e livros publicados.

A 3.ª edição das Jornadas Saúde Atlântica, que decorrerá na Clínica Dragão, no Porto, terá como tema "As lesões e os problemas mais frequentes do futebol. O que todos devem saber", e é dirigida, segundo o médico, "a todos os que se interessam pelos problemas do futebol e não apenas a especialistas".

Espregueira Mendes admite que a "entorse do tornozelo é a lesão mais comum entre os futebolistas", mas acrescenta que a mais grave se verifica ao nível dos "ligamentos e da cartilagem do joelho".

A 3ª edição das Jornadas Saúde Atlântica, que juntará mais de 650 participantes, ficará também marcada pelo lançamento mundial do livro The patello femoral joint -- State of the art, que é, refere Espregueira Mendes, "a bíblia das lesões da rótula".

"Trata-se de um livro encomendado pela Sociedade Mundial de Traumatologia desportiva, que é considerado uma bíblia, e que será distribuído, em maio, a todos os médicos de medicina desportiva", afirma.

Durante o encontro, que tem sido realizado anualmente, serão também transmitidas mensagens que não se centram exclusivamente na perspetiva dos médicos sobre problemas transversais à sociedade civil como o Ébola, a SIDA ou o risco de morte súbita no desporto.


PUB